A fim de conscientizar os cidadãos sobre o peso dos impostos no dia a dia, será realizada nesta quarta-feira (1º), em Marechal Cândido Rondon, uma “celebração do fim dos impostos”. O ato vai acontecer no Restaurante Zafira, das 18 horas às 20h30.
Para simbolizar o peso dos impostos nos produtos, o restaurante vai oferecer, na oportunidade, 30% de desconto no refrigerante, cerveja, chope e água.
149 dias
Os contribuintes brasileiros tiveram que trabalhar 149 dias este ano somente para pagar os impostos, com base no rendimento médio da população, de acordo com levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT). O prazo, contado desde 1º de janeiro, foi alcançado no último domingo (29).
Este cálculo considera os impostos, tributos e taxas cobrados pelos governos federal, estadual e municipal em 2022. Cobranças relacionadas a produtos e serviços (ICMS, ISS, Cofins, PIS), patrimônio (IPVA, IPTU) e salários (INSS, FGTS e Imposto de Renda) são alguns deles.
A quantidade de dias trabalhados para pagar os impostos varia conforme a faixa de renda, devido à mudança das alíquotas incididas. O período de 149 dias é válido para as pessoas com uma renda média de R$ 2,7 mil, que têm 40,82% do rendimento comprometido com a quitação dos tributos.
Para um trabalhador que recebe até R$ 3 mil mensais, por exemplo, são necessários 141 dias de trabalho, prazo encerrado no último dia 21. Já quem ganha de R$ 3 mil a R$ 10 mil trabalhará 157 dias (até 06 de junho) para pagar os impostos, enquanto aqueles com renda superior a R$ 10 mil terão trabalhado 150 dias (até 30 de maio) para cumprir as obrigações tributárias.
Aumento anual quase constante
A quantidade de dias de trabalho necessários para pagar os impostos no Brasil vem apresentando um aumento quase que constante desde meados dos anos 1980, segundo o instituto. Em 1986, o contribuinte trabalhava 82 dias, em média, para quitar as taxas obrigatórias.
Já no ano 2000, o prazo médio saltou para 121 dias, enquanto em 2016 chegou a 153 dias, quantidade que foi a mesma em 2017, 2018 e 2019. Uma pequena queda tem sido registrada desde 2020, quando o número ficou em 151, enquanto em 2021 e 2022 o patamar foi o mesmo (149).
De acordo com o Impostômetro, os brasileiros já pagaram mais de R$ 1,2 trilhão em 2022, valor calculado até esta terça-feira (31). Com tal quantia, é possível comprar mais de 1,8 milhão de apartamentos de 3 quartos com suíte na região do Morumbi, em São Paulo.
O Presente com informações do Tecmundo