Após semanas de aumentos consideráveis nos casos positivos de Covid-19 e com leitos hospitalares praticamente lotados no município, o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Marechal Cândido Rondon (Acimacar), Ricardo Leites de Oliveira, destaca que a preocupação é grande. “Nos preocupamos com a saúde da população, pois nossa estrutura de UTIs (Unidades de Terapia Intensivas) na região Oeste é muito deficitária. A pior situação que tem é uma pessoa precisar e não existir vagas disponíveis na UTI. Porém, também temos preocupação com o comércio da cidade e da região, pois, se o cenário se agravar, o governador pode emitir novo decreto ampliando as restrições. Torcemos para que não haja fechamento de empresas, comércios e indústrias, no entanto tudo vai depender de como vai estar a saúde da população”, declarou ao O Presente.
VENDAS EM ALTA
Conforme Oliveira, apesar das dificuldades geradas pela pandemia, as vendas seguem em alta em Marechal Rondon, onde, segundo ele, os índices na geração de empregos estão bastante positivos. “O Natal é o período de maior venda do comércio de Marechal Rondon, então fazemos um apelo à população para que se conscientize na hora de sair às compras, considerando o momento atual que vivemos. Os cuidados necessários são de conhecimento de todos, mas, às vezes, muitos participam de aglomerações, não usam máscaras, nem fazem higienização e não se distanciam. Isso pode fazer com que toda a população pague um preço alto, com o fechamento de empresas na intenção de tentar conter a pandemia”, alerta.
Na opinião do presidente da Acimacar, se todas as pessoas tomarem os cuidados necessários, seguirem as orientações e recomendações dos órgãos de saúde, a pandemia será atravessada sem maiores dificuldades. “Infelizmente temos conhecimento de que após as 18 horas, muitas pessoas não estão mais com os cuidados de isolamento e distanciamento e isso faz com que haja aumento de pessoas contaminadas pelo coronavírus”, lamenta.
ECONOMIA AQUECIDA
Oliveira expõe que as vendas no comércio neste ano devem ser semelhantes ou até melhores que o mesmo período de 2019. “A economia está aquecida, mesmo com a pandemia. Ouvimos que algumas empresas estão superando e muito o que venderam no ano passado, no caso de segmentos específicos que trabalham com e-commerce”, salienta.
COLABORAÇÃO DE TODOS
Neste período de atendimento especial no comércio, com horário noturno e estendido, Oliveira reforça a necessidade de cuidados. “O período que antecede o Natal é de muitas vendas. É quando as pessoas costumam sair para fazer compras de fim de ano, quando o comércio atende em horário estendido, então, inevitavelmente haverá mais pessoas circulando. Por isso é fundamental se organizar, não deixar tudo para a última hora, se possível evitar os horários de pico em termos de movimento e, acima de tudo, ter cuidados com a higiene. Se não houver colaboração de todos, o impacto será grande. Não queremos o comércio, prestadores de serviços e indústrias fechando novamente, paralisando atividades. Não só os donos das empresas sofrerão com isso, mas também os empregados, que poderão ser demitidos ou terem restrição salarial”, frisa.
2021
No mês de maio, a Acimacar lançou a campanha Retoma Marechal com a finalidade de alavancar as vendas, o que surtiu efeitos positivos no comércio. Para 2021, ainda não há nada previsto nestes moldes. “A campanha Retoma Marechal alavancou bastante as vendas. Não temos nada nestes moldes para 2021, pois a expectativa é de que haja uma vacina para conter a pandemia. Contudo, se for preciso, a Acimacar fará novamente algo para estimular as vendas no comércio. Se for necessário, vamos intervir”, assegura o presidente.
INOVAÇÃO
Em um ano marcado por desafios intensos para superar a turbulência gerada pela pandemia da Covid-19, Oliveira afirma que as empresas que se reinventaram passaram facilmente por este período de dificuldade. “Uso de marketing digital, e-commerce e restaurantes com delivery são exemplos. Foi um ano de superação e reinvenção muito grandes. Se as empresas não inovassem teriam dificuldades muito maiores. Sabemos de empresas que cresceram muito e superaram as atividades quando comparado com anos anteriores”, enaltece.
VACINA
A principal expectativa atualmente, segundo o presidente da Acimacar, diz respeito à aplicação da vacina para imunizar a população contra a Covid-19. “Precisamos da vacina para ficarmos livres da Covid. Eventos estão paralisados, pessoas não se visitam e nem confraternizam. Queremos e necessitamos que tudo volte ao normal. Hoje as empresas sofrem com deslocamento de funcionários, pois quem depende de transporte teve de colocar mais ônibus ou veículos para evitar aglomeração e transportar seus funcionários”, exemplifica. “Há sistema de funcionamento, horários e distanciamento de equipe, e tudo isso gera custos. Se conseguirmos controlar essa doença em 2021, tudo retornará como antes. E é isso que queremos, que em 2021 possamos voltar às atividades normais”, conclui Oliveira.
O Presente