Na manhã desta terça-feira (03), o diretor-presidente da Estrada de Ferro Paraná Oeste S/A (Ferroeste), André Luis Gonçalves, esteve na Associação Comercial e Empresarial de Marechal Cândido Rondon (Acimacar) para falar sobre o novo projeto da malha ferroviária paranaense. Participaram da reunião diretores da Acimacar e autoridades municipais.
O projeto prevê a implementação de quatro empreendimentos: uma nova ferrovia entre Maracaju (MS) e Cascavel; um novo traçado entre Guarapuava e Paranaguá; um ramal multimodal entre Cascavel e Foz do Iguaçu; e a revitalização do trecho ferroviário entre Cascavel e Guarapuava, totalizando 1304 quilômetros de traçado ferroviário.
De acordo com André Luis, a Nova Ferroeste vai facilitar o transporte de cargas no Paraná, além de diminuir seus custos. “O custo do modal ferroviário é 30% mais barato que o rodoviário. Se fizermos essa a do que as cooperativas gastaram em 2021, passamos de R$ 1,2 bilhão de economia com frete, para além da eficiência operacional”, declarou.
O maior beneficiado da proposta, afirmou o diretor-presidente, será o agronegócio, uma das principais atividades econômicas do Estado. “Nós precisamos de uma infraestrutura logística que atenda ao agronegócio. A eficiência da porteira para dentro só cresce, mas quando a produção pega a estrada começa a enfrentar os desafios”, frisou.
O projeto ainda está em sua fase de estudos e será colocado em leilão na Bolsa de Valores. Já o projeto executivo ficará a cargo dos investidores que adquirirem o direito da concessão da malha ferroviária. Por conta disso, os locais dos terminais de carga ainda não estão definidos.
O traçado preliminar está estabelecido e pode ser visto no mapa abaixo:

O Presente
Clique aqui e participe do nosso grupo no WhatsApp