A pandemia do coronavírus tem afetado a vida de todas as pessoas, especialmente nas atividades profissionais, o que tem gerado remanejamento, possibilitando que comércios, prestadores de serviços, indústrias e a agricultura se adaptem às mudanças.
Entre os afetados estão ramos ligados à mobilidade, assim como o turismo. Se de um lado as restrições fizeram diminuir as viagens de ônibus pelas rodovias do país, o segmento de fretamento de trabalhadores teve grande aumento devido ao distanciamento que impôs limite máximo de ocupação. Com isso, em diversos casos foi necessário o incremento de ônibus para a mesma atividade.
De acordo com Adair Schumacher, sócio-proprietário da Indústria Schumacher, com matriz e filial em Marechal Cândido Rondon, outro ponto que tem gerado atenção especial é o da cadeia de suprimentos de itens como polímeros, aço, alumínio e diversas resinas utilizadas em tintas e colas. “Com a sinalização do desabastecimento houve compra antecipada por parte de muitas empresas, o que agravou mais a oferta”, menciona.
O industrial rondonense expõe que o cenário demonstra tendência de normalidade para o segundo semestre deste ano no que se refere à produção. Porém, adianta, “isso tudo está muito ligado ao ritmo de imunização da população, ou seja, empresas, indústrias e demais setores da economia crescerão se a vacinação continuar ocorrendo”.

Sócio-proprietário da Indústria Schumacher, Adair Schumacher: “O cenário demonstra tendência de normalidade para o segundo semestre deste ano no que se refere à produção. Tudo está muito ligado ao ritmo de imunização da população. Os setores da economia crescerão se a vacinação continuar ocorrendo” (Foto: Joni Lang/OP)
INDÚSTRIA
“Já em relação às matérias-primas, devemos ter dificuldades em alguns produtos por mais tempo. Isso acontece porque, além da pouca oferta, temos o dólar atrativo para exportar, o que torna o Brasil mais competitivo do que outros mercados”, aponta Schumacher.
No caso da indústria rondonense, a equipe é formada por cerca de 145 funcionários que atuam na produção de peças automotivas voltadas ao mercado de ônibus, além do serviço de corte de dobra, injeção plástica, rotomoldagem e de impressoras 3D. A indústria tem procurado driblar algumas situações, mantendo a produção para atender seus clientes.
O dólar estava cotado na segunda-feira (19) a R$ 5,55, o que apresenta um cenário interessante para a exportação, podendo gerar incertezas para aquisição de matéria-prima e normalização da produção. “O Brasil é muito grande e tem economia bastante ativa e presente em muitos países. Isso não é sinal de conforto, mas indica que podemos agir, buscar soluções e explorar esses mercados para com isso diminuir os efeitos negativos que a pandemia apresentou para muitas empresas”, destaca.

Indústria atua com produção de peças automotivas voltadas ao mercado de ônibus, além do serviço de corte de dobra, injeção plástica, rotomoldagem e de impressoras 3D (Foto: Joni Lang/OP)
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