Está circulando em grupos de WhatsApp, desde terça-feira (25), uma lista que estaria sendo compartilhada por eleitores do presidente e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL), incentivando o boicote a empresas de Marechal Cândido Rondon classificadas como “esquerdistas”. Além do material, também estão sendo compartilhados áudios com orientações para que a população não compre nestas empresas tidas como “de esquerda”.
“Tá aí a tabelinha de Marechal Rondon. Vamos evitar entrar nesses estabelecimentos, ‘tá’ bom?! Pague mais caro, mas vá em outro. Não entre. Vamos fazer esse povo falir”, diz um homem em áudio encaminhado em um dos grupos onde a tal lista foi compartilhada.
Alguns dos estabelecimentos citados na lista já se pronunciaram publicamente, contestando apoiar determinado partido ou candidato e lamentando o ocorrido, que, segundo apontam, tem gerado prejuízos, calúnias e até ofensas a estas empresas e seus funcionários. Algumas chegaram a procurar uma assessoria jurídica a fim de responsabilizar os envolvidos.
De acordo com um advogado procurado por empresários que têm estabelecimentos citados na lista, serão ajuizadas ações e responsabilzadas as pessoas que forem identificadas como responsáveis por tal lista e por compartilhá-la.
Segundo ele, identificar os responsáveis ou quem está compartilhando gera direito de indenização cível e crime por calúnia.

Denúncia
Conforme apurado pela reportagem de O Presente, o fato foi repassado ao Ministério Público Eleitoral de Marechal Rondon através de denúncias e pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), subseção rondonense.
Por não ser uma atribuição do promotor eleitoral local, o caso foi repassado à Procuradoria Regional Eleitoral de Curitiba, que é o órgão responsável para proceder com as medidas cabíveis.
A OAB Subseção de Marechal Rondon foi procurada pela reportagem, mas não se manifestará sobre o caso.
O Presente