Após um ano e cinco meses de pandemia, a população vê a vacina chegando a um número maior de pessoas e sonha com um novo normal.
Mesmo que as medidas de prevenção ainda sejam essenciais para conter a propagação da Covid-19 e suas variantes, pequenos, mas grandiosos passos começam a ser dados em direção da normalidade. No Paraná, o mês de agosto começou com menos restrições de enfrentamento à pandemia e, além da diminuição do toque de recolher, a permissão de uma retomada gradual dos eventos alegrou os paranaenses.
Atenta à possibilidade de promover eventos, a Prefeitura de Marechal Cândido Rondon realizou mudanças na direção da Fundação Promotora de Eventos (Proem). Nesta semana, o secretário de Administração, Anderson Loffi, deixou a função de diretor-presidente da entidade e o cargo foi assumido pelo servidor Tioni de Oliveira, que até então atuava no planejamento de marketing e na parte operacional dos eventos da municipalidade.
Segundo ele, a convocação foi inesperada, contudo, gerou “uma grata surpresa”.
MUNICIPALIDADE E ENTIDADES
Ao O Presente, o diretor-presidente diz que a Proem conecta Poder Público e entidades civis organizadas em prol da promoção de eventos do calendário oficial do município. “Enquanto esteve na direção da entidade, Loffi elevou o nível da entidade, desenvolveu um trabalho sério e transparente e mostrou a relevância da fundação para o resgate cultural e a promoção de grandes eventos em Marechal Rondon”, enaltece.
Integrante da Proem desde 2019, atuando como diretor de projetos, Oliveira afirma conhecer a dinâmica de trabalho da sua nova função e acredita ser necessário estar atento aos detalhes para traçar planos condizentes com a atual realidade. “O objetivo continua sendo entregar com excelência os pequenos e os grandes eventos que fazem parte do calendário oficial de Marechal Rondon”, afirma.
“RETORNO NECESSÁRIO”
A nomeação se deu num momento de preparação à retomada dos eventos e, nas palavras de Oliveira, “o retorno é necessário”. Na visão dele, o decreto possibilita avaliar o comportamento e o real nível de conscientização do público em eventos pós-pandemia.
“São Paulo promoveu, no segundo semestre de 2020 e também no mês passado, a Expo Retomada, que foi um estudo inicial em que puderam coletar informações sobre esta nova realidade. Ações como essa devem ser fomentadas no Paraná em parceria com a iniciativa privada, a fim de que se garanta uma retomada gradual e segura do setor de eventos”, expõe.
O diretor-presidente da Proem comenta que a intenção é avançar na retomada com apoio daqueles que se somam à entidade na realização de grandes eventos. “O decreto estadual foi como um feixe de luz que permeia o céu nebuloso do setor de eventos ao flexibilizar pontos importantes para o retorno gradativo de suas atividades”, considera.
TEMPO HÁBIL
A Proem, tal qual todo órgão público, respeita prazos e promove processos licitatórios para contratar serviços ou produtos. Ou seja, para promoção de qualquer evento é necessário tempo para o encaminhamento de questões burocráticas. “O prefeito Marcio Rauber determinou o retorno das ações da fundação para que haja tempo hábil para o planejamento e a execução das atividades para a realização de eventos”, relata.
Oliveira ressalta que ainda são necessárias decisões do Governo do Estado para a flexibilização em nível municipal. “Respeitando essas restrições, avançaremos na retomada quando os números locais (referentes à pandemia) assim permitirem. Os apontamentos feitos pelo COE (Centro de Operações de Emergência), que embasaram as decisões, foram eficazes até o momento e acredito que continuarão sendo coerentes”, opina.
PROJEÇÕES PARA 2021
Questionado sobre o planejamento de eventos no município, o diretor-presidente da Proem se contém nos detalhes, mas aponta possibilidades já para 2021. “Como organizamos eventos abertos ao público, é cedo para falar sobre isso, pois os decretos estaduais vão definir gradualmente os limites para o número de participantes, mas algumas ideias devem sair do papel ainda este ano”, revela.
OKTOBERFEST
A flexibilização para a realização de eventos trouxe esperança em relação à promoção da Oktoberfest. Oliveira diz que, neste ano, “dificilmente a festa será realizada nos moldes que conhecemos”, visto que o ambiente do evento, com salão de baile, grande público e consumo de bebidas alcoólicas dificultam a eficácia dos protocolos de segurança para enfrentamento da pandemia.
Ele aponta ainda ser difícil idealizar uma Oktoberfest virtual, uma vez que tal evento é regado de cerveja, chope e gastronomia, em celebração à cultura alemã. “Não tem como proporcionar isso sem aglomeração. Porém, se os números estiverem favoráveis, podemos pensar em algo alternativo, como um festival da cerveja, com uma praça de alimentação temática”, aponta.
RETOMADA GRADUAL DOS EVENTOS
Por meio do decreto 8.178, de 30 de julho de 2021, o horário restrito para circulação de pessoas passou a ser das 24 às 05 horas no Paraná, com exceção para atividades essenciais, valendo para a comercialização e consumo de bebidas alcóolicas em espaços públicos. No que concerne à liberação de eventos, a flexibilização prevista no decreto vigora até o próximo dia 15, quando as medidas serão reavaliadas.
De acordo com o novo decreto parananense, apenas algumas categorias foram liberadas e o público permitido é o de pessoas que apresentem testes negativos para coronavírus ou que tenham completado o esquema vacinal contra a doença.
Em locais abertos e com público sentado ou delimitado, deve ser respeitado o limite de 60% da capacidade do evento. Se houver consumo de alimentos ou bebidas, a capacidade deve ser de 50%
nos locais abertos. Em ambos os casos, não é permitido ultrapassar o público de 500 pessoas.
Eventos em locais fechados devem respeitar a taxa de 40% de ocupação, em um limite de até 500 pessoas e sem consumação. Quando houver consumo de alimentos ou bebidas, locais fechados devem respeitar a lotação de 30% da lotação e se limitando a 400 pessoas. O decreto estabelece ainda restrições específicas de número de pessoas, sendo permitido que locais com capacidade de 200 pessoas recebam público de até 80 pessoas; espaços com capacidade de 201 a 500 pessoas têm permissão para abrigar, no máximo, 150 pessoas; ambientes com capacidade entre 501 e mil ocupantes podem promover eventos com até 300 pessoas; e, por fim, locais com capacidade superior a 1.001 pessoas estão limitadas a receber 400 pessoas.
RESTRIÇÕES PREVISTAS
Por outro lado, o decreto mantém a proibição para eventos dançantes, que demandem a permanência do público em pé ou com quaisquer outras demandas de contato físico. O público segue restrito em eventos esportivos, principalmente em locais que não garantam o controle de pessoas no ambiente ou que possam atrair mais pessoas que o permitido na capacidade, como exposições e festivais.
Lugares fechados estão proibidos de sediar eventos se não possuírem sistema de climatização com renovação de ar e Plano de Manutenção, Operação e Controle atualizados. A normativa reforça ainda que apenas espaços autorizados para a realização de eventos podem ter essa destinação e, ainda assim, devem cumprir com os critérios previstos na legislação e demais normas vigentes, principalmente com relação à Covid-19.
Em todos os casos, os eventos não podem ter duração superior a seis horas e devem se restringir em nível nacional.
O Presente