A utilização do Ecoponto, que funciona no Parque de Exposições, em Marechal Cândido Rondon, para a destinação correta de diferentes tipos de resíduos, está consolidada pela população rondonense. Diariamente, dezenas de moradores descartam, com consciência, diversos tipos de materiais, tais como móveis, madeiras, galhos, entulhos, eletrônicos, metais, plásticos, vidros, entre outros recicláveis que, separadamente, podem ser corretamente destinados, inclusive com geração de renda para as associações de catadores locais, hoje considerados agentes ambientais.
Durante o mês de junho, em comemoração à Semana Mundial do Meio Ambiente, o município oportunizou à população a se cadastrar no Projeto Ecopontos para receber um “vale-feira” na troca do material reciclável entregue no Ecoponto.
Números
Conforme Marcos Chaves, engenheiro ambiental da Secretaria de Agricultura e Política Ambiental, a iniciativa foi um sucesso. “Mais de 140 moradores de todos os bairros se cadastraram e levaram semanalmente os seus resíduos recicláveis ao Ecoponto. Estima-se que foram arrecadadas mais de três toneladas de recicláveis em dois meses de projeto. Esse material representou um incremento de mais de R$ 3,5 mil na renda das associações de catadores. Por outro lado, foram distribuídos quase R$ 4 mil em vales-feira, sendo uma boa parte doada para a Apae e ao Asilo Lar Rosas Unidas. Esses recursos também incrementam a renda dos pequenos produtores rurais do município que comercializam os seus produtos na Acempre e na Feira Sabor e Arte”, destacou.
Créditos
O engenheiro ambiental esclarece que os moradores devem utilizar o aplicativo Cashlocal para aproveitar os créditos recebidos no projeto. “Estamos bem contentes com o resultado. Vários moradores levaram os recicláveis todas as semanas do projeto e já usaram os créditos na feira com o Cashlocal. Pedimos aos participantes que estão com alguma dificuldade com o aplicativo que solicitem auxílio no Departamento de Meio Ambiente, através do telefone (45) 3284-8847 (WhatsApp)”, orienta Chaves.
Benefícios
O secretário de Agricultura e Política Ambiental, Adriano Backes, avalia que, além de outros benefícios, o projeto evita o descarte irregular e o alto custo da coleta desses materiais. “Todo esse material que chega ao Ecoponto tem a destinação adequada e isso é a certeza de que não será foco de dengue e de outras doenças. Gera renda com a venda do reciclável e ainda tem o produtor agroecológico que comercializa os produtos na feira. Todo mundo ganha, principalmente o meio ambiente”, avalia.
Próxima etapa
Chaves menciona que a próxima etapa do projeto é focar em resíduos específicos. O primeiro item será o óleo de cozinha, devido ao seu alto potencial poluidor que por vezes acaba contaminando a água pelo descarte na pia ou diretamente no solo. O engenheiro ambiental esclarece que a escolha desse resíduo também se dá pelo desconhecimento de muitos moradores quanto à sua reciclabilidade e à dificuldade da coleta efetiva. “Agora que os moradores já conheceram o projeto e muitos já se cadastraram, queremos desafiá-los a destinar outros tipos de resíduos, começando pelo óleo de cozinha. Quem destinar o reciclável normal receberá os créditos normais e quem levar também o óleo receberá a bonificação em dobro. Lembrando que os recursos são limitados e destinados por ordem de cadastramento, também havendo um limite semanal de concessão de créditos”, esclarece.

Secretário de Agricultura e Política Ambiental, Adriano Backes: “O projeto evita o descarte irregular e o alto custo da coleta desses materiais. Todo mundo ganha, principalmente o meio ambiente” (Foto: Arquivo/OP)
Com assessoria