Mais de 500 quilômetros de pedal. Esse foi o desafio, já superado, de um quarteto rondonense. O grupo saiu de Marechal Cândido Rondon na madrugada de sábado (13) e enfrentou um trajeto de 504,36 quilômetros de bicicleta, passando por 17 municípios. Dentre outros pontos turísticos, os aventureiros passaram pelas barragens das usinas de Salto Caxias, em Capitão Leônidas Marques, e hidrelétrica Salto Osório, em São Jorge d‘Oeste. A chegada em solo rondonense aconteceu no anoitecer de domingo (14).
O quarteto é formado por Anderson Girardello (Neno), Adilson Barbosa, Adriano Kotz e Sérgio Mokfa. Todos eles são ciclistas integrantes do grupo de pedal Corujas Bikers.
26 horas
Os mais de 500 quilômetros foram percorridos em 26 horas, mais do que o esperado pelos integrantes. “Esse tempo é só o percorrido em cima da bike, sem contar as paradas para café, almoço e janta. Também pausas para descansar, tomar água e tirar fotos da paisagem. Nossa ideia inicial era chegar em Marechal Rondon meio-dia de domingo, mas demorou mais do que a gente planejava. Foram seis horas a mais de pedal”, conta Mokfa ao O Presente.
Desafio individual
O grupo Corujas Bikers é conhecido por promover o Pedal Solidário no município, cuja última edição foi de 300 quilômetros. O quarteto de ciclistas concluiu o pedal solidário e decidiu se desafiar ainda mais.
“Alguns integrantes do grupo tiveram a ideia e convidaram alguns colegas para participar. Como todos já tinham feito 300 quilômetros, decidimos ampliar e viver a experiência de um percurso maior”, menciona Mokfa, pontuando que, apesar do desafio por si só ser atrativo, é preciso estar preparado fisicamente e ter experiências anteriores no pedal.
Percurso desconhecido
O planejamento aconteceu com antecedência, conta Mokfa. Segundo ele, o trajeto foi pensado justamente para que os ciclistas desbravassem caminhos novos. “É uma região diferente e não é comum as pessoas da nossa região pedalarem por lá. Nenhum de nós quatro conhecia todo o trajeto. Vimos pontos turísticos interessantes, entre eles as usinas”, enaltece.
Frio, calor, sono, vento e subidas
Os rondonenses enfrentaram frio, calor, vento e altitudes elevadas, além do sono que se fez presente durante a madrugada.
Para Barbosa, as subidas foram especialmente mais difíceis. “Faltavam marchas”, brinca ele, que enfrentou o pedal em uma bicicleta Speed, enquanto os colegas fizeram a bordo de mountains bikes.
Neno, por sua vez, expõe que os 500 quilômetros foram um desafio pessoal. “Quis me testar, sentir meu organismo reagir a um pedal como esse. Durante o trajeto o frio castigou bastante, assim como o vento”, conta.
Mesmo com paradas para descanso e rápidos cochilos, Kotz considera que driblar o sono foi a parte difícil. “O sono ‘pesou’ durante a noite e as subidas íngremes, que foram muitas. Eu até comentei com o Sérgio que imaginei que iríamos chegar à noite, por causa da distância e da dificuldade do trajeto. Acabamos chegamos ainda mais tarde do que imaginava”, menciona.
Quilometragens maiores?
Questionados se pretendem aumentar ainda mais a quilometragem dos pedais, o quarteto se dividiu em opiniões. A experiência foi boa para todos, mas a distância acaba “roubando” as demais vantagens do pedal.
“Nós vencemos o pedal que tínhamos proposto, mas chegamos a conclusão de que um pedal de 300 quilômetros está bom. O objetivo é apreciar o dia, as amizades e aproveitar o pedal. Em um trajeto tão longo, tem momentos em que você não vê a paisagem e perde um pouco do sentido”, considera Mokfa. Barbosa, por sua vez, propõe metas ainda maiores para si. “Percorrer uma quilometragem de quatro dígitos”, compartilha.
De um modo ou de outro, os pedais continuam. O grupo Corujas Bikers existe desde 2018 e tem 93 participantes.
O Presente