O Presente
Marechal

Que a dor nos ensine e que a esperança nos guie

calendar_month 16 de outubro de 2024
3 min de leitura

Em Nova Fátima (PR), o silêncio que pairou sobre a comunidade reflete uma dor profunda que vai além dos limites da clínica veterinária. O trágico incidente abalou não apenas aqueles diretamente envolvidos, mas também todos que compreendem o valor de cada vida. Diante de uma perda assim, levamos um questionamento: o que estamos fazendo para cultivar a empatia e o cuidado, seja com pessoas ou outros animais, nas futuras gerações?

A tragédia nos força a pensar sobre nossa responsabilidade como sociedade. Precisamos falar sobre saúde mental, sobre o impacto de nossas ações e, acima de tudo, sobre a importância de construir uma cultura de respeito e solidariedade desde cedo.

Mas, em meio a essa reflexão dolorosa, encontramos um contraste que nos enche de esperança. Em Ponta Grossa, também no Paraná, há pouco mais de 200 quilômetros distante do fatídico episódio, crianças do 2º ano do Colégio Marista Pio XII se uniram em um projeto chamado “SOS Patinhas Peludas”. Tão jovens e já demonstrando uma incrível capacidade de agir com compaixão, essas crianças dedicam seu tempo para ajudar os animais em necessidade. Elas nos mostram que, mesmo em tempos de tristeza, há sempre espaço para a esperança e para atitudes que fazem a diferença.

Através da educação, essas crianças estão sendo preparadas para se tornarem adultos conscientes e empáticos, que compreendem o valor de cuidar do próximo, seja ele um animal humano ou não. O projeto “SOS Patinhas Peludas” é um exemplo claro de como, ao criar valores como a empatia e a responsabilidade, estamos construindo uma nova geração que gera mudanças positivas para o mundo.
Diante dessas duas realidades — uma marcada pela dor e outra pela esperança —, somos levados a refletir: que tipo de sociedade queremos construir? O que estamos ensinando às nossas crianças sobre compaixão e responsabilidade?

A resposta está nas ações dessas crianças de Ponta Grossa. Eles nos mostram que, por mais difícil que alguns momentos possam ser, sempre há espaço para renovação e esperança.

É fundamental que apoiemos e promovamos iniciativas como essa. Não podemos nos limitar a lamentar as perdas; devemos transformar a dor em um impulso para agir. Se desejamos um futuro mais humano e solidário, precisamos ensinar nossas crianças a cuidar do próximo, seja ele animal humano ou um bichinho de estimação. Cada gesto de atenção, cada ato de cuidado, é uma semente que, se bem cultivada, trará frutos para uma sociedade mais justa, compreensiva e com valores inegociáveis.

Que a dor nos ensine e que a esperança nos guie. O futuro está sendo construído pelas mãos dessas crianças.

Aluna do projeto SOS Patinhas Peludas, de Ponta Grossa: arrecadação de ração para ONG de proteção animal

Giuliano de Luca é jornalista. Editor-chefe do Jornal O Presente Rural e do O Presente Pet

 
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