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Marechal

Raio X da malha viária

O constante vai e vem de veículos leves e especialmente pesados, seja nas estradas urbanas ou rurais, acaba por comprometer a qualidade da malha viária de tempos em tempos. Isso ocorre em todos os municípios, inclusive em Marechal Cândido Rondon.

Para não desagradar a população, tanto da sede como do interior, os gestores municipais precisam literalmente “se virar nos 30”, uma vez que fazer reparos em ruas e estradas demanda bastante recursos, maquinários em bom estado e até mesmo condições climáticas adequadas.

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Em Marechal Rondon, os secretários de Viação e Serviços Públicos, Jefferson Dahmer, e de Coordenação e Planejamento, Reinar Seyboth, reconhecem que muitas estradas urbanas e rurais não estão em boas condições, contudo enaltecem que a administração municipal tem se esforçado para minimizar os problemas através de medidas paliativas.

Segundo eles, as estradas com pedras irregulares, de chão ou asfálticas apresentam tais deficiências há tempo, tanto em bairros quanto no interior. Além disso, apontam, a malha viária no interior soma 3,5 mil quilômetros, portanto é muito extensa. Outra questão que agrava a situação, acrescentam, é o precário estado das máquinas da municipalidade, sendo que algumas estão quebradas, o que impede o andamento dos trabalhos.

De outra parte, os secretários afirmam que algumas demandas antigas da comunidade estão sendo atendidas, caso do recape asfáltico no trecho de 5,6 quilômetros entre a Linha Guarani e o distrito de Margarida, com investimentos próprios de R$ 840 mil, assim como a pavimentação asfáltica que deve ser iniciada na próxima semana no percurso entre a PR-467 e o Clube Lira, com aplicação de aproximadamente R$ 600 mil dos cofres municipais. O objetivo, conforme explicam, é executar um amplo projeto de readequação na malha viária rondonense, contemplando a sede e o interior. Para isso, o município tem pleiteado convênios junto ao Governo do Estado e à União.

 

Interferências

De acordo com o secretário de Viação e Serviços Públicos, Jefferson Dahmer, a malha viária rural já recebeu bastante interferências, tendo sido bem recuperada na região de Margarida e São Roque, além de trechos em Porto Mendes. “Fizemos ações paliativas, uma vez que hoje estamos com precariedade de máquinas, pois o município conta com apenas duas patrolas e uma retroescavadeira trabalhando, quando o ideal é trabalhar com quatro patrolas; outras duas estão quebradas”, menciona, acrescentando que o município será contemplado com R$ 3 milhões, a partir de projeto com o Governo do Estado, o qual possibilitará que a Secretaria de Viação passe a contar com cinco máquinas: uma retroescavadeira hidráulica, retroescavadeira, motoniveladora, pá-carregadeira e um rolo compactador. “Isso deve levar uns dois meses”, comenta Dahmer.

Ele garante que os profissionais da secretaria procuram resolver problemas no interior, que conta com inúmeros pontos críticos. “Alguns locais podem ser trafegados normalmente para que haja escoamento da produção agrícola, como na Linha Campos Salles e na região de Margarida e São Roque, que antes estavam abandonados e hoje a situação das estradas está melhor. Nós queremos fazer uma interiorização para dar uma geral e depois apenas manter, entretanto isso acontecerá quando o maquinário estiver em dia. Isso não deve ser concluído até a safra de verão”, expõe.

Segundo o secretário, uma demanda antiga foi atendida recentemente pela administração municipal: o recape asfáltico no trajeto de 5,6 quilômetros entre Linha Guarani e Margarida. “Os trabalhos foram executados com recape completo durante cerca de 20 dias pela empresa vencedora da licitação. Além disso, nos próximos dias deve ser iniciada a pavimentação asfáltica entre a PR-467 e o Clube Lira”, reforça.

Ele diz que o interesse da Secretaria de Viação e Serviços Públicos é desenvolver os trabalhos o quanto antes, contemplando a sede e todos os distritos no interior. “A gente não vê a hora de agilizar e concluir as recuperações de estradas. Saiu um processo licitatório para o conserto de máquinas, mas as empresas não estão conseguindo cumprir com o edital devido a alguns descontos nos valores, o que dificulta o trabalho. Nós também estamos atrás de recursos para os projetos, por esse motivo fazemos o tapa-buraco como toda administração municipal. Uma das empresas ficou 30 dias sem usinar, pois estava com os equipamentos em manutenção. Outro caso é que o tapa-buraco iniciado segunda-feira (dia 14) na cidade foi interrompido devido às chuvas”, menciona Dahmer.

 

“Projetamos outros trechos com a evolução do orçamento”, destaca Seyboth

“A principal dificuldade encontrada é pela extensão do interior, que possui 3,5 mil quilômetros de estradas, algumas em estado deteriorado e que são antigas reivindicações dos moradores”, destaca o secretário de Coordenação e Planejamento de Marechal Cândido Rondon, Reinar Seyboth, acrescentando que “algumas não recebiam atendimento e hoje vêm recebendo melhorias apesar de levar em consideração o parque de máquinas que nós temos”.

Seyboth diz que diversos projetos são elaborados para pavimentação com pedra irregular, como, por exemplo, para as linhas Heidrich, Palmital e Ajuricaba. “Esses e outros trechos importantes vêm recebendo investimentos, assim como as pavimentações tendem a ser continuadas. Tem um trecho de um quilômetro e meio a três quilômetros na Linha Cinco Cantos, em São Roque, enquanto outro recurso aguardado e com projeto aprovado compreende o trecho de Iguiporã a Pato Bragado, que também é uma reivindicação antiga”, ressalta.

Com o objetivo de que o município tenha condições de investir na melhoria da malha viária, são pleiteados projetos junto ao Ministério da Agricultura, por intermédio do deputado federal Evandro Roman, com R$ 1 milhão para aplicar no recape asfáltico de Margarida a São Roque. “Outra obra que deve acontecer é o recape de Margarida ao município de Pato Bragado, cujo projeto está no Ministério da Integração Nacional, está aprovado e tem os detalhes finais sendo ultimados. Não será possível executar na estrada inteira, portanto vamos priorizar no orçamento para concluir a obra”, garante.

De acordo com o secretário, os dois quilômetros da PR-467 ao Clube Lira receberão investimentos em breve. Além disso, um termo de compromisso deve ser assinado com a Itaipu Binacional para viabilizar 15 quilômetros de estradas com pedras irregulares, sendo sete de Margarida a São Cristóvão, cinco de Curvado a Novo Horizonte e outros três na Linha Boa Vista. O recurso está sendo trabalhado e a intenção é iniciar as obras no fim deste ano”, expõe, emendando que à medida que os orçamentos do município, Estado e União evoluem são projetados outros trechos de estrada irregular, com a finalidade de dar continuidade às obras de pavimentação com pedra irregular no interior.

Seyboth reforça que uma das maiores dificuldades em se promover melhorias está no maquinário. “Há um financiamento junto ao Governo do Estado, viabilizado por intermédio do deputado Elio Rusch, com valor de R$ 3 milhões, que ao ser liberado possibilitará que sejam intensificados os trabalhos de conservação de estradas, principalmente dos trechos que há tempo precisam de tais investimentos. Lógico que pela quantidade isso não leva alguns meses; isso leva pelo menos um ano para atendimento específico em todas as estradas, especialmente aquelas mais deficitárias”, justifica.

O programa de pavimentação asfáltica nos bairros, por intermédio do Estado, vai contemplar o Bairro São Mateus com asfalto sobre a pedra irregular continuando da Avenida Írio Welp até o Loteamento Augusto. “Foram viabilizados recursos do Estado para executar o Contorno Sul para retirar o trânsito pesado do centro, sem contar o Contorno Oeste que em breve receberá as máquinas trabalhando”, enfatiza.

Outro projeto sinalizado pelo governo federal soma R$ 1,5 milhão em execução asfáltica no Loteamento Rainha e conclusão da Avenida Írio Welp, trecho para ligar a região central ao Loteamento Bem-te-vi. “O Ministério das Cidades tem um grande projeto de pavimentação da estrutura urbana, encaminhado por meio do deputado Alfredo Kaefer, cujo valor não é precisado devido ao início das tratativas. Aguardamos a sinalização e se liberado possibilitará ao município fazer inúmeras pavimentações nos bairros, especialmente aqueles sem infraestrutura. Deste ano até 2020 novos recursos serão viabilizados para recuperar a malha viária do município, especialmente os locais com maior carência de estrutura e menor condição de investimentos”, ressalta.

Seyboth enaltece que o município aguarda a evolução dos trâmites para implantar projetos de pavimentação asfáltica com investimentos altos através de financiamento com o Estado. “É preciso ter cautela para assegurar investimentos em outras áreas prioritárias como Saúde e Educação, evitando que sejam atingidas. Nós sabemos das dificuldades e buscamos contemplar de acordo com a arrecadação e conquistas dos governos estadual e federal”, conclui.

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