O Presente
Marechal

“Reduzimos as compras diretas para níveis nunca vistos antes”, ressalta Carmelo Daronch

calendar_month 9 de fevereiro de 2021
6 min de leitura

A expectativa para a gestão 2021/2024 é ainda melhor do que foi a 2017/2020. A declaração é de Carmelo Daronch, que, depois de quatro anos como secretário de Fazenda de Marechal Cândido Rondon, permanece no comando da pasta. Inclusive, foi um dos poucos que não foi exonerado para posteriormente ser reconduzido como titular da secretaria; continuou atuando ininterruptamente na transição do primeiro para o segundo mandato do prefeito Marcio Rauber e do vice-prefeito Ilario Hofstaetter (Ila). “Os projetos já estão alinhados e planejados para o início de 2021, diferente do que foi em 2017. Essa agilidade faz com que o município ganhe em tempo e possa de imediato realizar suas obras”, enalteceu.

Em entrevista ao O Presente, Daronch destacou que os rondonenses podem esperar muita seriedade e muito trabalho de sua parte enquanto servidor municipal. Também fez uma projeção dos projetos que devem ser realizados pela sua equipe nos próximos quatro anos. Confira.

 

O Presente (OP): O senhor se manteve como secretário de Fazenda neste novo mandato do Marcio e Ila. Qual a sua expectativa para esta nova gestão que inicia?

Carmelo Daronch (CD): Agradeço ao prefeito Marcio e ao vice Ila pela confiança depositada. Tenho para mim que isso se deve ao trabalho sério e comprometido desenvolvido na Secretaria de Fazenda. Isso faz com que aumente a minha responsabilidade, afinal de contas, trabalhamos com um orçamento de mais de R$ 200 milhões. A expectativa é de uma gestão ainda melhor do que a primeira, pois os projetos já estão alinhados e planejados para este início de 2021, diferente do que foi em 2017. Essa agilidade faz com que Marechal Rondon ganhe em tempo e possa de imediato realizar suas obras.

 

OP: O que o rondonense pode esperar de mais quatro anos do Carmelo Daronch como secretário municipal de Fazenda?

CD: Muita seriedade e trabalho. É uma secretaria bastante técnica, porque envolve várias áreas, como a contabilidade, tesouraria, tributação, alvarás, fiscalização de posturas e fiscalização tributária. O objetivo é manter o foco, buscando evoluir constantemente. Gosto de usar uma palavra muito empregada pelo prefeito que é “gestão”: temos que trabalhar em sincronia, evoluir em todos os aspectos e respirar gestão 24 horas por dia, em todas as secretarias.

 

OP: Como o senhor analisa os trabalhos realizados pelo senhor e por sua equipe nos últimos quatro anos? Daqui para frente, o que projeta?

CD: Na gestão 2017/2020, avançamos principalmente na melhoria do Código Tributário Municipal, que é de 2002 e estava defasado, porém precisamos avançar ainda mais. Nós implantamos o projeto “Simplifica Marechal”, que desburocratizou a formalização de empresas, um anseio antigo dos meus colegas contadores; implantamos a Nota Fiscal Eletrônica de Serviços, que elimina os blocos manuais; em um trabalho conjunto e com o aval do prefeito, reduzimos drasticamente as compras diretas (sem licitação) para níveis nunca vistos antes, ou seja, de percentuais superiores a 10%, passamos para menos de 1%, em média, de compras sem licitação.

 

OP: Há alguma estratégia ou plano diferenciado para este novo mandato à frente da Secretaria de Fazenda? Há alguma prioridade ou novidade?

CD: Pretendemos continuar com o trabalho de melhoria no Código Tributário para dar maior dinamismo, não esquecendo o lado do contribuinte. Aguardamos com ansiedade a aprovação do novo Plano Diretor, um trabalho elaborado em parceria com a Secretaria de Planejamento, que contempla tanto o zoneamento quanto o direcionamento de instalações de empresas no que diz respeito à consulta de localização. A aprovação nos dará maior dinâmica, uma vez que o plano anterior estava muito engessado. Além disso, teremos a implantação do Domicílio Eletrônico, que facilitará a comunicação com os contribuintes em todos os aspectos, acelerando os processos. Pela necessidade e volume de créditos a receber, incluímos na reforma administrativa um setor de cobranças, com o objetivo de atender melhor, dar maior dinamismo e reduzir a inadimplência no município. Também em parceria com a Secretaria de Planejamento, estamos trabalhando na implantação do Sistema do Georreferenciamento, com objetivo de recadastrar e revisar os cadastros imobiliários do município. Fora isso, continuamos profissionalizando constantemente a equipe com cursos e treinamentos. Fizemos isso ao longo do tempo e temos tido bons resultados.

 

OP: Como secretário de Fazenda, o senhor lida intimamente com as finanças municipais. Nesse sentido, como Marechal Rondon está financeiramente para os próximos quatro anos que se projetam?

CD: Tenho muito zelo pelos recursos. Sou bastante exigente e brigo, em um bom sentido. Para os próximos quatro anos temos mais recursos do que em 2017, logo, a expectativa é das melhores.

 

OP: Devido à pandemia, o município deve arrecadar menos este ano? Quais são as consequências nas finanças municipais?

CD: Ainda é cedo para fazer uma previsão, mas é claro que temos que ter cautela. Alguns setores da economia foram mais afetados que outros, com retração em alguns e melhoria em outros. Esperamos que a receita continue nos mesmos patamares em 2021 e melhore nos próximos.

 

OP: O Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) deve ser distribuído quando este ano? O fato de a pandemia continuar deve fazer com que o município dê maiores condições de pagamento ao contribuinte ou só deve prorrogar os vencimentos, como fez em 2020?

CD: Com relação ao IPTU, quem pagar até dia 10 deste mês (amanhã) terá 10% de desconto. Quem pagar entre os dias 11 de fevereiro e 12 de abril terá desconto de 8% no valor. O contribuinte poderá optar ainda pelo parcelamento em seis vezes, sendo a primeira parcela mensal em 12 de abril. Em função da pandemia, estamos estudando a possibilidade de fazermos um Refis (Programa de Refinanciamento de Dívidas), que seria referente às parcelas de 2020 e anos anteriores. É evidente que isso acontece através de projeto de lei que deve ser submetido à aprovação da Câmara.

 

TRAJETÓRIA

Gaúcho de Santa Rosa, Carmelo Daronch veio para Marechal Rondon com dois anos de idade; atualmente, tem 61 anos. É filho de agricultores, hoje residentes no distrito rondonense de Margarida. O secretário possui duas graduações: uma em Administração de Empresas, pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), em São Leopoldo/RS, e outra em Contabilidade, pela Universidade Paulista (Unip). Daronch é pós-graduado em Contabilidade Gerencial pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste).

Na carreira profissional, o secretário municipal já trabalhou no Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), foi professor colaborador na Unioeste e na Faculdade Unifass. Grande parte da sua ocupação foi voltada ao setor financeiro. De 2001 a 2007, Daronch foi diretor da Secretaria Municipal de Indústria, Comércio e Turismo. De 2007 a 2016, trabalhou com perícias contábeis no escritório contábil Sigha. A partir de 2017 e até então, atua como secretário municipal de Fazenda.

 

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