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Reginaldo Leme fala sobre carreira, automobilismo e Ayrton Senna durante visita a Marechal Rondon

Aconteceu na manhã desta sexta-feira (16), na sede da Sicredi Aliança PR/SP, em Marechal Cândido Rondon, coletiva de imprensa com o jornalista Reginaldo Leme. Na ocasião, ele falou sobre o início da sua carreira na televisão e sobre as primeiras transmissões esportivas, mais especificamente em coberturas na Fórmula 1. Leme contou que no início tinha medo até do microfone, mas superou os desafios frente às câmeras em pouco.

“O tempo passa, as viagens cansam, mas uma coisa que não me cansa é o autódromo. Ao entrar no autódromo, você sente o peso da importância da Fórmula 1, dos meus ídolos de infância ali. Para mim, a satisfação, a emoção é sempre a mesma ainda”, declarou, referindo-se ao sentimento que tem quando entra em um autódromo.

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Quando questionado sobre Ayrton Senna e sobre o que mudou no sentimento dos fãs da Fórmula 1 após a morte do piloto, Leme disse que outros ídolos de diversos esportes conhecidos, como Pelé, Michael Jordan e o próprio Senna, são pessoas que não se repetem em uma mesma vida. “O que acontece são novos profissionais, uma nova geração que vem se construindo e o legado deixado por eles serve como inspiração”, declarou.

Em relação aos jovens que estão ingressando na Fórmula 1, Leme define-os como “uma turma excepcional”, citando alguns nomes dos pilotos que estão nas principais e mais conhecidas academias de treino, com ótimos resultados nas categorias de base. “Chegar é uma coisa, permanecer é outra. Você tem que ser muito bom para ficar na Fórmula 1”, enalteceu.

Ainda sobre Ayrton Senna, o jornalista, quando questionado quanto ao sentimento de receber a notícia da morte do piloto, respondeu: “Nós não recebemos a notícia, nós estávamos lá, nós estávamos vendo. Mas a forma de ver o acidente de Senna foi diferente. Na ocasião, eu e o Galvão Bueno esperávamos que, como ocorre em outros acidentes com outros pilotos, até mesmo com impacto maior, Senna soltasse o cinto e saísse do carro. Porém, o modo como ele foi tirado do carro era muito sintomático de que ele talvez não estivesse morto naquele momento, mas que o acidente era muito grave”, relembra.

A cabine de transmissão onde Leme e Galvão estavam, em Ímola, na Itália, começou a receber muitos repórteres, até de outros países, e nesse momento, contou Leme, com muita emoção, ele percebeu que Ayrton Senna havia morrido.

Indagado sobre se as tecnologias presentes nos atuais carros de Fórmula 1 poderiam ter salvo a vida de Ayrton Senna, Leme enfatizou: “Ele estaria vivo de qualquer forma, com qualquer tecnologia, não fosse uma fatalidade extremamente grande. Ele teve o azar de quando o carro bateu, um braço de suspensão se soltou e entrou na viseira do capacete dele, no ponto em que não podia. Se fosse um centímetro para o lado tinha simplesmente passado, ele teria saído do carro normalmente”.

Leme encerrou a entrevista falando sobre Rubens Barrichello. Contando que o piloto entrou para a Fórmula 1 por mérito próprio e sem patrocínios, e sua excelência fez com que ele ingressasse na Ferrari, definindo-o como “um ótimo piloto”. “Só que acima do ótimo existe o gênio, essa é a minha definição sobre ele”, concluiu.

 

(Foto: O Presente)

 

SOBRE REGINALDO LEME

Reginaldo Poliseli Leme é um experiente jornalista de automobilismo. Atualmente, trabalha no canal pago SporTV e faz transmissões esportivas pela Rede Globo.

Trabalha desde 1972 em coberturas de Fórmula 1, participou das oito conquistas de títulos mundiais de pilotos brasileiros e já soma mais de 450 grandes prêmios.

Sua carreira começou no jornal O Estado de S. Paulo em 1968, e desde 1972 está na Rede Globo fazendo transmissão ao vivo nos fins de semana.

Além do automobilismo, participou de três Copas do Mundo e duas Olimpíadas.

Na Fórmula 1 fez dupla com Luciano do Valle, algumas vezes com Oliveira Andrade, Luís Alfredo, Cléber Machado, Sérgio Maurício e Luís Roberto. Na atualidade está com Galvão Bueno. Comenta também as transmissões da Stock Car Brasil ao lado de Sérgio Maurício.

O jornalista é também apresentador do Linha de Chegada, programa que comanda no SporTV, canal de esporte por assinatura da Rede Globo.

Reginaldo Leme é colunista do jornal O Estado de S. Paulo, site Grande Prêmio e faz publicações no exterior; também é criador do Anuário AutoMotor, em circulação desde 1992.

 

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