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Registro de inadimplentes recua 21% em Marechal Rondon

calendar_month 15 de dezembro de 2020
7 min de leitura

O registro de inadimplentes reduziu 21,35% em Marechal Cândido Rondon no período de 1º de janeiro a 30 de novembro deste ano na comparação com igual período de 2019, aponta estatística do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) da Associação Comercial e Empresarial (Acimacar) do município.

Também diminuiu o número de consultas ao sistema, com queda de 16,01% na análise de 2019 e 2020. Já o contingente de pessoas que saíram da inadimplência baixou 2,74% de um ano para o outro. Até o último dia 08 haviam R$ 5.127.331,28 a receber de 4.498 CPFs.

 

CIDADÃO CONSCIENTE

O vice-presidente de Informações Cadastrais e Proteção ao Crédito da Acimacar, Eduardo Berndt, responsável pelo SPC, destaca que os bureaus de crédito tomaram a decisão de evitar incluir nomes em determinado período, o que foi acompanhado pelas associações comerciais e por empresários com a finalidade de que o consumidor pudesse manter o poder de compra em um ano marcado pela pandemia do coronavírus. Segundo ele, o cidadão se mostrou consciente e procurou honrar seus compromissos e quitar dívidas atrasadas.

 

RESPINGOS

Berndt diz que era esperado determinado aumento na busca por concessão de crédito neste ano, diante da expectativa positiva relativa ao crescimento da economia. “Em 2019 houve baixo crescimento econômico do país e existia perspectiva de melhoras para 2020. O ano passado foi de respingos da crise de 2014. Estávamos penando para passar, mas criando expectativas positivas para 2020, no entanto, em março a pandemia chegou. Nós percebemos que caiu um pouco o número de consultas”, comenta.

Para ele, a queda de busca por crédito é representada por uma série de fatores. “Um deles é a procura do crédito pelo consumidor, ou seja, acredita-se que o cidadão reduziu o consumo, o que foi sentido no decorrer do ano, mas as empresas e as financeiras, as instituições que concedem crédito ao varejo ou ao sistema financeiro, todas se tornaram muito mais cautelosas devido ao risco existente. Então, pode-se dizer que a queda das consultas é advinda de dois fatores. Um se deve ao sentimento receoso do consumidor não buscar crédito em vista da baixa confiança na economia e no seu próprio trabalho e o outro é relativo às empresas. Infelizmente muitos setores tiveram de enxugar contas e isso irremediavelmente repercute na política de concessão de crédito, que acaba sendo mais rígida e muito mais cautelosa”, analisa.

 

ANÁLISE

Conforme o responsável pelo SPC, a queda média de 21% nos registros em Marechal Rondon pode ser apresentada por dois fatores. “Um deles é que o consumidor comprando menos cria menor risco de se tornar inadimplente; o outro é porque a diminuição do consumo promove baixa nos registros”, salienta, acrescentando: “Entende-se que o consumidor em tempos de crise busca concentrar o dinheiro nas suas mãos, então procura quitar dívidas atrasadas, pois sabe que pode vir uma situação difícil na frente. Ele quer manter crédito disponível para uma eventual necessidade”.

Ele lembra que os bureaus fizeram um acordo de não incluir devedores novos no período de abril a junho deste ano, ou seja, atrasar a inclusão no SPC de 30 para 90 dias, o que também repercutiu nos números. “A queda nos registros ocorreu também devido ao entendimento dos bureaus quanto das empresas por causa da situação que aquele consumidor estava tendo. O consumidor receoso da tomada de crédito não assume riscos, cujo percentual que se tornaria inadimplente deixa de existir. A outra questão é que em um período de dificuldade econômica o consumidor se sente mais seguro com o dinheiro na mão e com crédito acessível. É bom o entendimento das empresas em adiar, postergar e renegociar dívidas dos consumidores que estavam inadimplentes”, frisa.

 

CONSUMIDOR ATENTO

No que se refere às baixas, Berndt menciona que ocorre o mesmo processo, devendo este ano fechar idêntico a 2019 devido a esse cuidado. “Isso se entende pelo consumidor estar atento para ter acesso ao crédito mesmo sem consumir, o que condiciona à tentativa de buscar honrar seus compromissos. Assim ele evita inadimplência, porque diante de um cenário de economia instável o acesso pode se tornar interessante em um momento de necessidade ou oportunidade”, pontua.

 

Vice-presidente de Informações Cadastrais e Proteção ao Crédito da Acimacar, Eduardo Berndt, responsável pelo SPC: “Entende-se que o consumidor em tempos de crise busca concentrar o dinheiro nas suas mãos. Então, procura quitar dívidas atrasadas, pois sabe que pode vir uma situação difícil pela frente. Ele quer manter crédito disponível para uma eventual necessidade” (Foto: Joni Lang/OP)

 

COMPORTAMENTO

De acordo com o vice-presidente de Informações Cadastrais e Proteção ao Crédito da Acimacar, em tempos de crise o cidadão evita o consumo daquilo que almeja comprar; posterga o que deseja conquistar para atender o que é necessário. “O comércio sente porque pode não ser prioridade de consumo naquele momento. O comportamento na inadimplência é de que se torna receoso, isso chega ao segundo ponto de em um cenário de perspectiva negativa tentar quitar dívidas para ter acesso ao crédito. Em algum momento pode ser solução para uma necessidade futura, caso haja perda de desempenho na sua renda. Estando em dia é provável que consiga cumprir com a necessidade familiar”, reitera, emendando: “O devedor faz o mesmo. Quando endividado, freia o consumo do que pode ser postergado para focar na quitação do que está atrasado”.

Ele enaltece que a venda sustenta, mantém e desenvolve as empresas, que não podem vender sem antes fazer uma análise de risco. “O fluxo de entrada e saída nas empresas é muito parecido com as famílias e se ficar negativo inviabiliza, tornando tais empresas devedoras de outras instituições”, pontua.

Grandes empresas, segundo Berndt, tiveram cautela para oferecer crédito ao consumidor neste ano. “E é necessário ser assim para fazer a roda girar. As empresas tinham expectativa positiva para 2020, que apontava ser o ano do retorno financeiro. Vieram com pouco fluxo de caixa, no mesmo ambiente econômico que o consumidor. Contudo isso não aconteceu e elas tiveram um compromisso de honradez frente aos consumidores, renegociando em várias situações”, exemplifica.

 

RELATÓRIO DE ATIVOS

O relatório de ativos do SPC da Acimacar revela 4.498 CPFs cadastrados. Já o total que as empresas têm em haver chega a R$ 5.127.331,28. “É um valor alto, pois representa R$ 1.139 por pessoa. Por outro lado, ao considerar as 9.433 inclusões, a dívida média reduz para R$ 553, o que não é difícil pagar, mas falta se concentrar na quitação”, expõe.

Berndt entende que as empresas precisam de efetivação dessa cobrança. “Não precisa ser de maneira rígida”, ressalta.

Já o consumidor, na visão dele, deve ter mais comprometimento para quitar as dívidas. “Neste momento não seria possível identificar se o cidadão não consegue pagar essas contas em atraso pelas necessidades básicas ou se ele simplesmente deixa de lado. Acredito que seja mais pelas dificuldades que ele tem passado”, opina.

 

CAMPANHA SEU NOME, SEU PATRIMÔNIO

Segue até esta quarta-feira (16) a campanha “Seu nome, seu patrimônio”, realizada pela Acimacar com a intenção de promover melhor oportunidade ao inadimplente quitar suas dívidas ou buscar a renegociação. “O nome se deve porque entendemos que o acesso ao crédito é um patrimônio muito grande do consumidor, que precisa estar disposto para atender suas necessidades ou desejos de conquistas”, destaca o responsável pelo SPC. “O objetivo é oferecer facilidades de quitação e renegociação, proporcionando que o consumidor procure a empresa em que está inadimplente”, amplia.

Berndt afirma que a equipe da empresa estará preparada e disposta a oferecer grandes condições de renegociação para reaver o dinheiro e também preocupada em devolver crédito ao consumidor. “Seja para voltar a ter oportunidade de consumo ainda este ano ou então resolver um problema e iniciar o ano com crédito, segurança de suprir necessidades e buscar suas conquistas”, enfatiza.

 

(Foto: Montagem/OP)

 

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