Marechal

Remando contra a maré

Os sinais de que a recessão está se despedindo do Brasil começam a aparecer. Prova disso é o saldo positivo na geração de postos de trabalho. Em Marechal Cândido Rondon, por exemplo, esse índice subiu 11,67% no primeiro semestre deste ano se comparado ao mesmo período de 2016. Foram 241 postos de trabalho nestes seis primeiros meses diante de 216 no ano passado. Um avanço de 25 vagas, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), vinculado ao Ministério do Trabalho.

Apesar de a região Oeste do Paraná ter sofrido impacto menor em termos de crise econômica, devido à força da agricultura, que segurou as pontas, ainda assim os números são negativos quando comparados com o primeiro semestre de 2015. No município rondonense especificamente as 241 vagas positivas de janeiro a junho deste ano representam 47,61% dos 460 postos de trabalho positivos registrados nos seis primeiros meses de 2015.

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Setores

Pelo terceiro ano consecutivo a indústria da transformação obteve saldo positivo em Marechal Rondon. Nos seis primeiros meses de 2015 foram 195 postos gerados, enquanto no mesmo período do ano passado somaram 61. Já o primeiro semestre deste ano foi melhor que no ano passado, ampliando para 140 postos de emprego.

Os campeões do saldo positivo de janeiro a junho de 2015 foram a indústria da transformação e a prestação de serviços, com 195 e 132 postos, respectivamente. O único índice negativo coube à construção civil, com 19 postos fechados. Já no primeiro semestre de 2016 o enredo foi alterado e o setor de serviços liderou o saldo positivo com 105 postos, seguido pela construção civil e pela indústria de transformação, com 61 empregos gerados. A negativa veio no serviço industrial de utilidade pública, com 32 vagas no vermelho.

Embora as contratações e demissões tenham sido menores no primeiro semestre deste ano quando avaliadas com igual período de 2016, as 241 vagas positivas podem indicar um gradual alento na geração de empregos. Um grande salto foi observado na indústria de transformação, com 140 postos criados. Em segundo lugar veio o setor de serviços, com 67. A construção civil encerrou cinco vagas, único quesito negativo.

 

Retomada gradual

O secretário municipal de Indústria, Comércio e Turismo, Sérgio Marcucci, acredita em uma retomada gradual no crescimento. “Se for comparar os seis primeiros meses de 2015, 2016 e 2017, percebe-se que em 2015 houve 195 empregos positivos na indústria, ano passado foram 61 e agora 140 – mesmo com o revés da indústria, que, conforme empresários, foi da ordem de 45% nestes dois anos. Nós saímos de uma média geral de queda de 47,61% de 2015 a 2017, sendo que agora a tendência é de um ano produtivo”, menciona.

O responsável pela pasta entende que os índices apontam para a retomada da economia e o início de saída da crise. “Antes houve queda acentuada e agora teve retomada lenta, ainda assim positiva. O único índice negativo foi a construção civil, com o fechamento de cinco vagas. Os outros setores são positivos, como comércio, agropecuária e indústria de transformação”, pontua, acrescentando que acredita em um crescimento mais considerável para Marechal Rondon e no país impulsionado pelas reformas que estão sendo promovidas.

 

Indústria

Conforme o secretário, a retomada deve ser geral em todos os setores, entre eles o comércio, que antes foi negativo e agora fechou no azul. “Pelos números analisados, a retomada tende a ser observada em todos os setores. A indústria deve puxar, mas todos os ramos de atividade devem crescer porque há investimentos no município, como o frigorífico de suínos (arrendado pela Frimesa) que está para iniciar os abates. Esta indústria vai empregar bastante gente, puxando outros setores”, opina.

Segundo ele, a agricultura deve ser o sustentador dessa melhora na geração de emprego que se converte em mais renda para as famílias, motivado pelos bons índices alcançados nas colheitas. “Nós temos uma inflação menor, por isso acredito no crescimento do consumo daqui em diante na região. Em breve vai começar a ser pago o 13º salário, além disso o FGTS também contribui para aquecer a economia, então acredito que no fim o resultado deste ano deve ser positivo”, considera Marcucci.

 

Oeste é vice-líder na geração de empregos no Paraná

O Noroeste foi o campeão de geração de empregos no Paraná no primeiro semestre deste ano. Dados do Caged mostram que naquela região foram criados 5.505 novos empregos com carteira assinada. O número é resultado da diferença entre contratações e demissões no período.

Com isso, o equivalente a 24% do saldo de empregos no Estado nos primeiros seis meses do ano foram gerados no Noroeste. Em segundo lugar ficou a região Oeste, com 5.361 vagas, seguida pelo Norte Central (5.107), Sudoeste (3.968) e Norte Pioneiro (2.054).

O Paraná encerrou o primeiro semestre com saldo total, entre todas as regiões, de 23.189 vagas. Para o diretor-presidente do Ipardes, Julio Suzuki Júnior, a tendência para a segunda metade do ano é que o impacto positivo da agricultura, por questões sazonais, diminua, mas deve ser compensado pelo aumento da geração de vagas de setores como serviços e comércio.

O desempenho no semestre marca a retomada da geração de vagas no Estado. Nos primeiros seis meses de 2016, a geração de postos de trabalho estava negativa em 16.763. Neste ano, os setores de serviços (12.046), indústria de transformação (10.529), agropecuária (2.594) e construção civil (1.110), contribuíram para o saldo positivo.

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