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Marechal

Restaurante Fornaça apresenta versão sobre acusação de injúria racial denunciada por cliente à Polícia Militar

calendar_month 24 de abril de 2021
5 min de leitura

O restaurante e pizzaria Fornaça, de Marechal Cândido Rondon, se pronunciou, ontem (23), a partir de um vídeo divulgado nas redes sociais feito pelo filho do casal proprietário do estabelecimento, para apresentar a sua versão em relação a um suposto caso de injúria alegado por uma pessoa que esteve no restaurante na quarta-feira (22).

No vídeo, o rapaz afirma que o fato alegado pela cliente não ocorreu. Ele declarou ainda que houve mentira nos fatos narrados e desonestidade por parte da pessoa que acusa o restaurante.

 

Confira o relato dele no vídeo explicativo publicado nas redes sociais:

“Ela disse que chegou à pizzaria, ontem (quarta-feira, 22), não sei o horário. Disse que foi atendida por um senhor. Pediu duas marmitas e o senhor teria chamado ela de negra ou preta. ‘Uai você é preta, tem que esperar lá fora’. Alguma coisa assim. É o que temos visto nos sites de notícias a partir do boletim que a gente teve acesso. Parece que foi isso que ela contou. Que ela teria que esperar as marmitas lá fora e ela foi lá fora esperar as marmitas. Essa é a versão da moça. Me parece muito estranho alguém te chamar de preta na frente de outras pessoas, e ontem tinha bastante movimento. Quem é nosso cliente sabe que para se servir é preciso fazer uma volta e passa muito próximo ao caixa. Acho muito estranha essa versão que ela está apresentando. Agora, para começar quebrando essa versão e apresentando a nossa, até para deixar claro que estou fazendo isso aqui pelo público, para nos defender das redes sociais, que lincham sem saber da outra parte. Até consigo entender que neste tipo de situação a palavra da vítima tenha o seu valor, mas também pode ser muito perigoso não ouvir a outra parte, como está sendo neste caso. Essa pessoa chegou, e muitas pessoas viram porque tinha muita gente no restaurante. Temos testemunhas, enfim. 

Quando ela chegou meu pai não está no restaurante, tinha saído há dois, cinco minutos. Eu também não estava lá. Tinha ido entregar marmitas no Fórum, pois tinha juri lá. É fácil comprovar que ele não estava lá, é fácil verificar pelas câmeras e também por testemunhas que viram que ela foi atendida pela minha mãe. Então, ela já começa mentindo. Como eu e meu pai não estávamos, e geralmente é um de nós que fica no caixa, minha mãe estava no caixa, e é ela que geralmente faz as marmitas. Então, como estava no caixa não estava conseguindo fazer as marmitas. Até chamou uma funcionária para fazer as marmitas.

Passados uns minutos meu pai voltou e a minha mãe disse, a marmita da moça tá pronta. E falou para o meu pai entregar para aquela moça que estava na janela, na porta, não sei também. Meu pai foi e levou as marmitas para ela e ela pediu se tinha colher. Meu pai respondeu que não. Que não temos colheres plásticas. Só temos garfo e faca. Perguntou: ‘pode ser?’. Ela respondeu: ‘pode’. Ele foi buscou e entregou para ela. E ela foi embora. Foi isso o que aconteceu. As pessoas viram. Então fica muito estranho a pessoa ter sido ofendida por este senhor que é meu pai, sendo que ela nem foi atendida por ele. Ele só entregou as marmitas ao final. Ela está mentindo no começo e no final as pessoas ouviram essa conversa. Ela ficou na janela chamando a atenção.

Infelizmente as mídias sociais dão voz aos imbecis e desonestos que fazem isso, como essa pessoa. Por isso que a gente precisa vir aqui dar a nossa versão a quem interessa”.

 

Filho do casal de proprietários da Fornaça: “Infelizmente as mídias sociais dão voz aos imbecis e desonestos que fazem isso, como essa pessoa. Por isso que a gente precisa vir aqui dar a nossa versão a quem interessa” (Foto: Reprodução vídeo)

 

Boletim de ocorrência

A pessoa que acusa o dono do restaurante de injúria compareceu na quarta-feira à sede da 2ª Cia de Polícia Militar (PM) de Marechal Rondon.

De acordo com o relatório policial, por volta das 12 horas de quarta-feira, esta teria ido até um restaurante do município com o intuito de comprar uma marmita. No local, o atendente teria injuriado a solicitante devido à sua cor de pele. Conforme o relato, trata-se de um senhor de idade com nome desconhecido por ela, mas que supostamente seria o dono do estabelecimento.

A pessoa relata que pediu duas marmitas e, inicialmente, foi informada de que seria necessário primeiro pagar e, após isso, aguardar em frente ao restaurante. Posteriormente, a pessoa declarou à PM que o dono do estabelecimento teria se dirigido até a frente do restaurante e entregou as marmitas de outros clientes, mas não as dela.

Quando ela questionou a situação, o homem teria dito a cliente que ela deveria retirar as marmitas na porta lateral do restaurante. Diante da resposta, a vítima perguntou o porquê e o homem teria dito: “Uai, você é preta”. Questionado se havia talheres, o homem ainda teria dito, em tom de deboche e desprezo, segundo ela contou à PM, “colher eu não tenho, eu tenho garfo e faca se servir pra você”.

Diante dos fatos, a PM confeccionou boletim de ocorrência e orientou a solicitante.

 

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