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Rondon gera menos de 300 vagas de emprego ao ano

Levantamento que analisou a variação de admissões e demissões de trabalhadores nos últimos cinco anos aponta que Marechal Rondon gerou apenas 1,4 mil vagas de emprego no período, perdendo apenas para Cafelândia entre os piores do ranking


calendar_month 9 de fevereiro de 2018
3 min de leitura

Um levantamento realizado com base nos dados disponibilizados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), ligado ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), levando em conta os principais municípios da região Oeste do Paraná, apontou que, entre 2013 e 2017, Marechal Cândido Rondon gerou uma média de 288 vagas de emprego ao ano – o segundo pior resultado do ranking.

O número (considerado preocupante por consultores da área pública e empresarial levando em conta a população estimada em 51 mil habitantes) teve como base a variação absoluta entre as admissões e demissões de empregados formais nestes cinco anos, que chegou ao número total de 1.444 vagas geradas de 2013 até o ano passado.

Além do município rondonense, foram analisados os resultados de Medianeira, Cascavel, Palotina, Matelândia, Toledo, Foz do Iguaçu e Cafelândia. No ranking de geradores de emprego Medianeira ocupa o 1º lugar: com uma população estimada em 45,5 mil habitantes, em cinco anos, a cidade gerou 4.830 vagas de emprego. Entre os oito municípios analisados, Marechal Rondon ganha apenas para Cafelândia: com 17,1 mil habitantes, a cidade gerou nos cinco anos 1.404 vagas de emprego.

“Em termos de comparação, Palotina, que está em 3º lugar no ranking, com 31,3 mil habitantes e 3.199 vagas de empregos geradas, gerou praticamente em um ano a quantia de vagas que Marechal Rondon gerou em todos estes cinco anos. Apesar de Rondon ter uma população maior que Palotina, bem como Matelândia, a geração de empregos ficou abaixo da média dos demais municípios”, exemplifica o autor do levantamento, o consultor empresarial Wilson Carlos Hübner.

 

Pequenos Municípios

O levantamento dos dados também levou em consideração municípios com menor porte, como Mercedes, Quatro Pontes, Pato Bragado, Entre Rios do Oeste, entre outros.

Hübner menciona que nestes municípios a abertura de micro e pequenas empresas (MEIs) pode ser um dos motivos pelos quais a geração de empregos formais tenha apresentado tal desempenho. “O município de Mercedes, que foi o que constituiu o maior número de MEIs em cinco anos (260), foi o que teve o menor número de empregos gerados na variação absoluta, uma média de dois postos de trabalho ao ano”, ressalta.

Outro município que reafi rma a tese de que parte das pessoas que antes eram empregados e viraram seus próprios chefes é Entre Rios do Oeste. Nos cinco anos, Entre Rios teve o menor número de MEIs abertas entre os quatro municípios citados, todavia, também foi a cidade beira-lago que gerou o maior número de postos de trabalho no período: 100 empregos formais.

 

Confira essa matéria na integra em nossa edição impressa desta sexta-feira (09).

 
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