Marechal Agricultura

Rondon recebe seminário sobre uso consciente de defensivos

Objetivo do evento é mostrar desvantagens do uso irregular de agrotóxicos. Inscrições são gratuitas e toda comunidade está convidada a participar

Fiscal agropecuário da Adapar, Anderson Lemiska (Foto: Francine Trento/OPRural)

No próximo dia 20, Marechal Cândido Rondon recebe o seminário “Agrotóxicos: consequências do uso abusivo”. O evento será realizado no campus da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), promovido a partir de uma parceria entre Adapar, Embrapa Soja, Ministério Público do Paraná (MPPR) e Unioeste, com apoio do Sindicato Rural do município. A inscrição é gratuita e as vagas limitadas.

O seminário acontecerá durante toda a manhã de quarta-feira. A abertura está marcada para as 08h30, seguida da palestra com o pesquisador doutor Adeney de Freitas Bueno, da Embrapa Soja, sobre “Manejo integrado de pragas como ferramenta para sustentabilidade da agricultura”. Em seguida, às 09h30, o fiscal agropecuário Anderson Lemiska, da Adapar, falará sobre “Responsabilização administrativa pelo comércio, prescrição e uso irregular dos agrotóxicos”. A última palestra será às 10h45, ministrada pelo promotor de Justiça Alexsandro Luiz dos Santos, do MPPR, que abordará a “Responsabilização civil e penal pelo uso abusivo de agrotóxicos”. O seminário terminará com um debate entre os participantes.

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De acordo com Lemiska, o objetivo principal do evento é repassar orientações para as pessoas envolvidas na produção de alimentos, comerciantes, profissionais e consumidores que é possível produzir de forma mais correta e com menos agrotóxicos. “Os defensivos são ferramentas que auxiliam a agricultura hoje, mas se houver o uso irregular e abusivo causa danos a todos. Então, esta é uma ferramenta importante para a produção, desde que seja prescrito e usado da forma correta”, destaca.

Entre os danos que podem ser causados pela utilização irregular, destacados por Lemiska, estão as questões ambientais, de saúde pública e econômica. “Esta última, principalmente para o produtor, que gasta dinheiro com o defensivo que não precisaria”, diz.

Outro objetivo do encontro é mostrar os efeitos desta utilização irregular. “A intenção é que as pessoas vejam as desvantagens de utilizar o defensivo de forma irregular. São poucas pessoas que ganham com este uso irregular, mas muitas que perdem com isso”, afirma.

O fiscal da Adapar conta que uma das principais inconformidades vistas é a falta de diagnóstico. “Durante o encontro falaremos no que isso implica, os impactos desta falta de diagnóstico e as consequências para toda a sociedade”, menciona.

Todos da comunidade estão convidados a participar. As inscrições devem ser feitas pela internet (pelo link goo.gl/9RGbSL). Mais informações podem ser obtidas pelos telefones (45) 99992-3438 ou 99747-2087.

 

Novidades com a portaria 101/2018

Durante a apresentação, o fiscal da Adapar, Lemiska mostrará também o teor da Portaria 101/2018 da Adapar, que traz novidades no comércio, prescrição e uso de agrotóxicos no Paraná. Uma das novidades é a possibilidade de o agrônomo fazer a receita do defensivo com a assinatura digital. “Hoje existe muita burocracia para a emissão da receita, então com esta portaria o profissional tem a possibilidade de ainda no campo emitir a receita – com a assinatura eletrônica – e já poder ir para outra propriedade. Assim ele fica mais no campo do que no escritório”, explica.

Já em relação às propriedades, a nova portaria diz que no prazo de um ano – a partir da data da publicação (em maio de 2018) – a venda de defensivos deverá ser realizada somente para usuários e propriedades cadastradas junto à Adapar. “Então, nesse prazo, as propriedades rurais deverão se cadastrar na agência para poder utilizar o defensivo. Com isso, vamos ter um monitoramento das propriedades em relação ao uso dos defensivos”, enaltece. Entre os benefícios citados por Lemiska com a novidade é a possibilidade do rastreamento da utilização de defensivo nas propriedades paranaenses, além de, a partir disso, o produto do Estado atingir mercados cada vez melhores e mais qualificados.

 

Leia a matéria completa na edição desta sexta-feira (08) do Jornal O Presente.

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