As campanhas acerca da prevenção do coronavírus vêm ganhando força e uma das recomendações é que as pessoas que fazem parte dos grupos de risco evitem sair de casa, indo a locais aglomerados. Os supermercados estão lotados quase todos os dias, principalmente na última semana, e para essas pessoas, acabam se tornando locais com risco de contaminação. Devido a isso, muitas pessoas têm feito postagens nas redes sociais se solidarizando e se oferecendo para irem a supermercados e farmácias no lugar daqueles que integram o grupo de risco, a fim de evitar que essas pessoas adoeçam.
Uma delas é a professora rondonense Jucelene Biesdorf, que na quarta-feira (18) publicou nas redes sociais a seguinte mensagem: “Boa noite, me chamo Jucelene. Moro em Marechal Cândido Rondon (PR), e se você tem mais de 60 anos eu me ofereço para ir uma vez por semana para você ao mercado, é só fazer uma listinha, já que não faço parte dessa classe de risco. Não cobrarei nada por isso. Meu telefone é 99911-9820, ou pode me chamar no Face mesmo! Só não saia de casa. Isso vai passar se todos tivermos cautela. Posso buscar seus remédios na farmácia e no posto também, é só me procurar!”.
PREOCUPAÇÃO
Procurada pela reportagem de O Presente, Jucelene diz que há dias acompanha as notícias referentes ao coronavírus na televisão, no rádio e nas redes sociais. “Isso me abala muito, porque eu me preocupo com as pessoas mais idosas, pessoas de risco. Tenho muitas pessoas da família e amigos que estão nesse grupo de risco”, conta. “Como eu não estou trabalhando agora, pensei: por que eu não posso usar esse meu tempo para ajudar essas pessoas para evitar que isso se alastre? Pensei que era uma coisa que eu podia fazer para ajudar, porque de casa nós nos sentimos de mãos atadas. Então, foi uma forma que eu encontrei pensando em ajudar alguém. Não posso fazer tudo sozinha, mas posso ajudar a evitar que isso se alastre”, enaltece.
Após fazer a publicação, a professora ainda não foi procurada. “Eu vejo que algumas pessoas ainda têm uma resistência muito grande em ficar em casa, em aderir ao isolamento”, aponta, ressaltando: “Eu tenho meus problemas, assim como meus vizinhos também podem ter os deles, que sejam diferentes, mas esse problema do coronavírus é meu, é do vizinho, é de todos nós. Precisamos nos unir em favor de um bem comum”.
A professora reforça que quem por ventura precisar de ajuda pode entrar em contato com ela pelo telefone (45) 99911-9820.
GRUPO DE RISCO
Entre esses grupos mais vulneráveis e suscetíveis ao coronavírus estão: idosos, diabéticos, hipertensos, quem tem insuficiência renal crônica, quem tem doença respiratória crônica e quem tem doença cardiovascular.
O Presente