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Marechal

Rondonense participa de exposição de arte em Nova Iorque

calendar_month 19 de abril de 2022
4 min de leitura

O rondonense Ataides Kist fez parte, entre os últimos dias 07 e 10, da ArteExpo, em Nova Iorque (EUA). A exposição foi organizada pela galeria francesa Mecenavie e estava na agenda do artista há dois anos, porém o evento foi adiado devido à pandemia.

Ao Jornal O Presente, ele destaca que a situação da pandemia está tecnicamente controlada em Nova Iorque e que a circulação de pessoas acontece normalmente. “Para mim essa exposição foi uma retomada no pós-pandemia. Até recebi convites para expor em Roma e outra vez em Paris, mas acabei optando pelos Estados Unidos para adentrar ao público de lá”, conta, mencionando que essa foi a exposição inaugural dele em solo norte-americano.

 

Experiência gratificante

Kist já expôs suas obras em Florença, na Itália, e em Paris, na França. O contato com a galeria Mecenavie foi travado durante uma feira de arte francesa. “Eu tinha uma exposição própria na época e eles estavam com um estande muito bom na exposição. Então tivemos o contato e manifestaram interesse para que eu expusesse com eles em Nova Iorque. Eu fui convidado quando abriu o período de inscrições dessa exposição, me inscrevi e participei, sendo que a ArteExpo ficou em stand-by desde a pandemia”, conta, emendando que a Mecenavie reúne artistas em sua maioria franceses.

Para ele, a experiência foi muito gratificante. “Foi uma feira muito boa, com muita gente circulando e muitos artistas. Estive lá fazendo a minha parte enquanto artista, sendo que quatro ou cinco artistas brasileiros, mas que residem em Miami, também representaram o país”, pontua.

O rondonense ressalta que em eventos como esse é possível compreender como está o mundo da arte. “Fiquei muito admirado, porque tenho produzido obras similares aos trabalhos que tiveram um resultado positivo comercial. Se eu pudesse levar mais obras para expor daria mais resultados, porque não perdem em nada às produções internacionais”, considera.

 

Quadro doado

Com obras abstratas remetidas ao movimento expressionista, Kist apresentou apenas um dos quatro quadros que entraram na curadoria da exposição. “Faço arte abstrata e expus esse quadro na feira (foto), que é bem abstrato e, tendo em vista a cultura e o modo de pensar a arte dos americanos, foi o que eu achei que se enquadraria. Essa foi uma experiência. Provavelmente ano que vem levo um tipo de arte ainda mais adaptado ao estilo”, pontua.

Apesar das boas expectativas de venda, Kist menciona que o mercado da arte também ressentiu devido à pandemia. “Foram vendidos alguns quadros da galeria, mas o meu não. O coordenador da exposição ficou muito satisfeito com os resultados e, por fim, iria destinar o meu quadro a uma fundação americana. Para mim é importante, porque um pouquinho da minha arte ficou nos Estado Unidos”, enaltece.

Artista rondonense junto ao seu quadro durante a ArteExpo New York, que aconteceu de 07 a 10 de abril (Foto: Divulgação)

 

Projetos futuros

O artista rondonense considera a exposição produtiva e valiosa no âmbito dos contatos com a arte e com outras pessoas envolvidas nesse universo. “Em dezembro tem a Spectrum Miami e a galeria Mecenavie também vai estar presente. Tive outros dois pedidos de galerias de Miami e, ao mesmo tempo, me surgiram oportunidades junto a galerias da Áustria e outra de Genebra. Ainda vou avaliar se é possível ou não, porque tudo depende da viabilidade e condições técnicas e financeiras do momento”, salienta.

Pintor e escultor rondonense Ataides Kist: “Essa exposição foi uma retomada no pós-pandemia. Até recebi convites para expor em Roma e outra vez em Paris, mas acabei optando pelos Estados Unidos para adentrar ao público de lá” (Foto: Raquel Ratajczyk/OP)

 

Manifestação introspectiva

A produção do artista rondonense chega, atualmente, a cerca de mil exemplares, entre pinturas e esculturas. “Não vivo exclusivamente da arte, mas ela é um projeto de vida para mim”, enaltece.

A inspiração para as obras de Kist acontecem naturalmente. “Consigo criar facilmente dentro da minha proposta e dentro daquilo que me entendo como pintor. A inspiração vem da observação de uma manifestação introspectiva, sendo que para se transformar em arte há a utilização de técnicas. Estou em um processo constante de maturidade artística e percebo que minhas criações estão crescendo”, salienta.

 

Ataides Kist

Mesmo marcando presença em exposições internacionais, o artista rondonense nunca expôs suas obras em Marechal Cândido Rondon – apenas em Toledo, falando regionalmente. “O meu foco é internacional, mas evidentemente o contato com a arte poderia ser desenvolvido melhor localmente e a gente acaba desconhecido por aqui”, pondera.

O contato profissional do rondonense é através do e-mail ataides.kist@unioeste.br e telefone (45) 99916-2700.

 

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