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Marechal Automedicação

Rondonenses buscam medicações para se prevenir do coronavírus

(Foto: O Presente)

O avanço do coronavírus Brasil afora segue assustando as pessoas, que, além de adotarem práticas para evitar a contaminação e a propagação do vírus, têm buscado alternativas para aumentar a imunidade, que é a capacidade do organismo se defender de invasores que possam causar doenças. Espera-se que com a imunidade alta o organismo esteja melhor preparado para receber o coronavírus ou até mesmo evitar a doença, trazendo menores complicações para a pessoa infectada.

Em vista disso, a busca por medicações aumentou consideravelmente nas farmácias nas últimas semanas, inclusive em Marechal Cândido Rondon.

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Conforme a farmacêutica Gissele Lamberty, entre os produtos mais buscados pelo consumidor estão os polivitamínicos. “Para a imunidade, temos os polivitamínicos que contêm as vitaminas B, C, E, que contêm zinco. Tem alguns laboratórios que já vinham preparando estes medicamentos por causa da gripe e da aproximação do inverno, só com essas vitaminas mais concentradas, queladas, o que quer dizer que o organismo vai absorver as vitaminas daqueles miligramas para melhorar a imunidade”, aponta.

 

USO INADEQUADO DE MEDICAÇÕES

Uma das situações que chamou a atenção foi a corrida desenfreada pela compra de hidroxicloroquina, após o medicamento ser alvo de testes para o coronavírus, apesar da falta de evidências robustas sobre sua eficácia para tratar a Covid-19.

O remédio é usado para combater malária, lúpus, artrite e outras doenças importantes, bem como no tratamento dos sintomas do reumatismo.

“Essa medicação é usada para o reumatismo. Existe uma correlação, não está comprovado ainda, que irá ajudar no tratamento da Covid-19, porque algumas partes do DNA do vírus, o código genético bateu com o de outras doenças que esse medicamento auxiliou. Mas não é para ficar usando como prevenção à doença. O seu uso é exclusivo para clínicas e hospitais quando há extrema necessidade, quando um médico julgar que deve ser usado, e não ficar tomando isso por conta”, alerta Gissele.

Com a compra desenfreada de hidroxicloroquina e cloroquina e o desabastecimento dos medicamentos para pessoas que realmente precisam do uso deles, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) passará a cobrar que empresas que fabricam os produtos peçam aval para exportação dos mesmos. Também passará a aumentar a cobrança de receita médica para venda desse medicamento em farmácia, como ocorre para antibióticos.

A automedicação, ressalta a farmacêutica rondonense, é uma prática perigosa, que apresenta grande risco quando a pessoa utiliza de forma errada um composto químico. “Hoje mesmo veio uma senhora que precisa comprar para a mãe que tem mais de 80 anos, tem problema de reumatismo, precisa tomar a medicação e não encontra em lugar nenhum. Tem pessoas que compram e estão usando como prevenção, mas ele não é indicado para isso”, reitera.

Gissele diz que o laboratório que fabrica a medicação enviou um comunicado informando o bloqueio dos pedidos na distribuidora com a intenção de que, caso haja a comprovação da eficácia da medicação no tratamento do coronavírus, seu uso seja apenas em hospitais e clínicas. “No Brasil a medicação para essa finalidade não está aprovada pela Anvisa. Nos países da Europa eles usaram e deu certo, mas aqui é diferente”, expõe, acrescentando: “As pessoas estão desesperadas atrás de um produto que não serve para o que elas querem. Caso a medicação seja adotada pelo Brasil para o tratamento da Covid-19, será para uso clínico hospitalar”.

 

Farmacêutica Gissele Lamberty: “As pessoas estão desesperadas atrás de um produto que não serve para o que elas querem” (Foto: O Presente)

 

COMPLEXOS HOMEOPÁTICOS

Outro produto que está sendo muito procurado pelos rondonenses é o Complexo Homeopático para Aumento da Imunidade. “Recebi a fórmula deste complexo de uma professora do Instituto Hahnemann de Homeopatia. Eu já tinha uma fórmula, que era um pouco diferente, mas essa achei mais completa”, conta o farmacêutico Guinther Hoffmann, lembrando que a homeopatia trabalha no equilíbrio vital do organismo. “A pessoa fica doente quando esse equilíbrio vital está descontrolado”, explica.

De acordo com o farmacêutico, o medicamento homeopático atua no organismo para que ele trabalhe e volte a equilibrar essa energia vital. “A gente chama de preventivo porque esses componentes do complexo atuam exatamente nos sintomas que o coronavírus dá quando ataca, que seriam a febre, dor no corpo. Se a pessoa está com uma boa imunidade, bem de saúde, é mais difícil de o vírus atacar o pulmão, que é o grande problema dessa doença, ainda mais com as pessoas de idade, do grupo de risco”, pontua.

Caso a pessoa contraia o vírus, Hoffmann menciona que esse complexo pode ser usado de outra maneira, com a administração de uma dose um pouco maior. “Não estou dizendo que 100% das pessoas que tomarem não terão a doença. É apenas mais uma ferramenta que a gente tem para tentar controlar a doença”, salienta.

Ele explica que na homeopatia há alguns complexos com nome comercial. “Esse é um produto feito especialmente para este caso, que chamamos de Complexo Homeopático de Prevenção ao Coronavírus. Nós fazemos ele e fornecemos para as pessoas que têm interesse como forma de ajudar preventivamente”, finaliza.

 

Farmacêutico Guinther Hoffmann. “Não estou dizendo que 100% das pessoas que tomarem o complexo não terão a doença. É apenas mais uma ferramenta que a gente tem para tentar controlar a doença” (Foto: O Presente)

 

O Presente

 

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