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Marechal

Rondonenses encontram cobra cascavel atropelada em rodovia de Bom Jardim

calendar_month 3 de abril de 2023
3 min de leitura

Rondonenses que voltavam de Porto Mendes, no fim da tarde de sábado (1º), encontraram uma cobra atropelada na rodovia, em Bom Jardim, interior de Marechal Cândido Rondon.

Eles compartilharam a imagem com a redação de O Presente. Trata-se de uma cobra cascavel. Segundo os rondonenses, quando encontraram a serpente, ela ainda se mexia – possivelmente havia sido atropelada minutos antes.

A cobra cascavel é uma serpente peçonhenta dos gêneros Crotalus e Sistrurus. Possui espécies em todo o continente americano e é extremamente comum por aqui, no Brasil.

A cascavel é a principal responsável por mortes causadas por acidentes ofídicos, ou seja, causados por mordidas de cobras. Além disso, a espécie Crotalus durissus está em segundo lugar entre as cobras mais venenosas. Em primeiro está a cobra cobral.

Das 35 espécies encontradas ao redor no mundo, entretanto, apenas a Crotalus durissus vive no Brasil. Ela pode ser encontrada nos cerrados, regiões de deserto, bem como pastagens, campos e montanhas rochosas. Mas o pátio da sua casa será convidativo para a cascavel se tiver lugares onde possam usar como esconderijo: grama alta, buracos, pilhas de lenha, montes de lixo etc. Além disso, as cobras podem se interessar pelo seu quintal se ele for habitado por animais que lhes servem de presa.

Quando se fala em cascavel, a primeira lembrança certamente é do barulhinho do chocalho. O som emitido por um guizo na ponta da cauda é um alerta para inimigos ficarem longe, a fim de evitar confrontos.

Geralmente, a cobra cascavel é bastante corpulenta, com uma cabeça triangular. Algumas espécies podem chegar a até 2 m e 4,5 quilos e vivem de 10 a 25 anos.

A maioria das espécies tem tons terrosos marcados por losangos e hexágonos escuros sobrepostos em um fundo mais claro.

A dieta desta serpente é baseada em pequenos roedores e lagartos.

O veneno da cobra cascavel é extremamente poderoso, capaz de destruir células do sangue das vítimas, bem como causar lesões musculares e afetar os sistemas nervoso e renal.

No sangue humano, existe uma proteína chamada mioglobina. Quando em contato com o veneno da cascavel, essas células são destruídas e a mioglobina sai na urina da vítima, que fica com uma cor avermelhada.

O veneno também possui uma proteína responsável por acelerar a coagulação, ou seja, o sangue da vítima endurece. Nos humanos, um processo parecido acontece quando a trombina é ativada. Uma vez que ficamos machucados, a proteína entra em ação para formar a casquinha das feridas.

Conforme relatos do Instituto Butantan, a picada de cascavel não dói. Mas isso não significa que ela não cause danos graves. Por conta do veneno neurotóxico, há alterações no sistema nervoso que podem deixar a vítima com dificuldades de locomoção e respiração.

A vítima de uma mordida não deve fazer torniquetes ou garrotes na região, uma vez que isso pode agravar a ação do veneno. Isso pode, então, levar à amputação do membro atingido. Além disso, também não se deve enfaixar o local do ferimento.

A recomendação é lavar a ferida com água e sabão ou soro fisiológico. A solução mais apropriada e urgente, no entanto, é levar a vítima para o tratamento em um hospital. Se possível, o cobra também deve ser levada, para facilitar a identificação do animal e o tratamento correto. (Fontes: Uol Educação, Mega Curioso, InfoEscola)

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