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Marechal Rede pública e privada

Secretária explica como funcionam as notificações de casos de dengue

(Foto: Divulgação)

Os casos de dengue em Marechal Cândido Rondon aumentam consideravelmente a cada dia, e isso ocorre porque os serviços de saúde fazem a notificação do paciente que procurou atendimento, seja em uma unidade de saúde da rede pública ou privada. Essa notificação é importante para que o Setor de Epidemiologia monitore os casos suspeitos e confirmados da doença no município.

O que acontece em alguns casos, segundo a secretária de Saúde, Marciane Specht, é que alguns pontos de acesso à saúde esquecem de realizar a notificação. “Há um tempo uma pessoa esteve na Secretaria de Saúde relatando que uma pessoa da família teria pego dengue, e quando eu solicitei o nome dos serviços que atenderam o paciente, identificamos que estes não notificaram”, expõe Marciane. “O que pode ter acontecido é que o médico que atendeu esse paciente não possuía um hemograma em mãos, mas a sintomatologia clínica se torna soberana neste sentido. Então, nós acreditamos que houve uma falha nesse processo e no fluxo, em que o profissional ou não tenha classificado como dengue ou realmente esqueceu de fazer a notificação compulsória”, relata.

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Secretária de Saúde, Marciane Specht: “Pedimos realmente a ajuda da população. Sem a população fazendo seu papel nós não iremos conseguir vencer a luta contra a dengue” (Foto: O Presente)

 

NÚMEROS

Até ontem (14) haviam sido confirmados 98 casos de dengue em Marechal Rondon. Das 169 notificações, 27 foram descartadas e outros 44 casos aguardam o resultado.

Até sexta-feira (14), Marechal Rondon possuía 169 casos notificados de dengue. Destes, 98 foram confirmados através de exames.

Dos exames realizados, 27 casos foram descartados e 44 ainda aguardam resultados. “Vale lembrar que esses número são atualizados diariamente, podendo ser alterados de forma rápida e abrupta, tendo em vista o crescente número de casos”, pontua a secretária, acrescentando que para que a situação da dengue seja considerada uma epidemia em Marechal Rondon é necessária a confirmação de 150 casos autóctones.

 

TODOS NOTIFICAM

A secretária reforça que todos os pontos que prestam atendimento a pacientes, sejam eles públicos, como postos de saúde, hospital e Unidade de Pronto Atendimento (UPA), e todos os hospitais particulares, sejam eles de Marechal Cândido Rondon ou não, precisam fazer a notificação de suspeita de dengue. “Todo consultório médico, sendo ele conveniado ou sendo apenas de atendimento particular, tem o dever também de fazer a notificação em caso suspeito de dengue”, menciona. “O paciente que tem dengue e que por algum motivo não foi notificado primeiro é porque nós não conseguimos fazer o atendimento desse paciente e o tratamento dele de forma adequada. A notificação desse caso ao Setor de Endemias dá uma sequência de trabalhos para as equipes, fazendo o raio e o bloqueio”, amplia.

De acordo com Marciane, raio é a busca ativa nos quarteirões próximos de onde há um caso suspeito. “Então as equipes de endemias e as agentes comunitárias de saúde das unidades vão a determinada região onde há a notificação, fazem a busca ativa, e também agora com a vinda do veneno, é possível desenvolver os bloqueios, que são feitos com esse veneno”, detalha.

 

NOTIFICAÇÃO DIRETA

Todos os laboratórios do município, sendo eles credenciados ao SUS ou não, informa a secretária de Saúde, encaminham o resultado, sendo positivo para dengue, ao Setor de Epidemiologia, para que seja feito, então, o acompanhamento desse resultado e o lançamento no Sistema de Monitoramento de Dengue do Paraná. “O que percebemos é que o paciente, muitas vezes, tem o quadro de dengue, tem a melhora desse quadro e acaba não retornando buscar o exame, então os laboratórios também fazem esse papel de realizar o encaminhamento desses resultados ao serviço de epidemiologia do município”, salienta.

 

O Presente

 

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