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Marechal

Sementes levam esperança para lavouras

A cada dia que passa, o atraso no plantio da safra de verão vai se alongando por conta da falta de chuva e a região – que tem por tradição cultivar além da primeira safra a safrinha de inverno -,começa a temer pela qualidade do milho que será produzido após a colheita da soja.

Na sexta-feira (22), assim como diversos outros produtores do interior de Marechal Cândido Rondon que estão de olho nas previsões dos institutos de meteorologia, os irmãos Jaime e Dionisio Koch, moradores de Curvado, estavam com as máquinas no campo jogando as sementes de soja no solo na esperança de que, nesta semana, a ajuda do céu chegasse. “Neste ano fomos felizes em não apostar. Houve anos que chovia no Rio Grande do Sul e três dias depois a chuva estava aqui, mas isso não aconteceu desta vez. Se tivéssemos plantado antes, teríamos uma situação muito delicada”, avalia Dionisio.

Casa do eletricista PRESSURIZADORES

Até o início desta semana, a família, que ainda trabalha em sociedade com o irmão Laércio para tomar conta dos cerca de 150 alqueires, semeou as variedades mais longas da oleaginosa, perfazendo aproximadamente 80 alqueires. “Não temos certeza de nada. Estamos indo pelas previsões, que são boas para essa semana, temos que acreditar. Para plantar o restante da área, dependemos do clima e das previsões”, pontua Jaime.

 

Que chova o suficiente

A preocupação dos irmãos, assim como de tantos outros produtores que enfrentam a seca que já perdura mais de 30 dias na região, é de que a chuva venha, mas não em quantidade suficiente para que a semente se desenvolva da maneira correta. “Tem que chover no mínimo 50 milímetros. Se chover só cinco, por exemplo, a semente pode inchar, enraizar e, em dez dias, perdemos a semente”, pontua Dionisio. “Para até dez dias a semente está tratada e tem umidade, mas depois disso começamos a nos preocupar se não vier chuva”, complementa Jaime.

A percepção da vivência prática dos agricultores acerca da quantidade necessária de chuva é confirmada pelo engenheiro agrônomo da Agrícola Horizonte, Cristiano da Cunha: “Se a chuva for pouca, entre dez e 20 milímetros, corre-se o risco de a semente pegar umidade, mas o torrão de terra que está ficando em cima da linha de plantio não desmanchar, impedindo que a planta perfure o torrão e saia do solo”, explica, ao enfatizar que a qualidade do plantio que está sendo feito no solo seco na região não é boa. “Pela semeadura estar sendo feita desta forma, dependemos de uma chuva significativa, acima de 50 milímetros”, reforça.

De acordo com as previsões dos institutos de meteorologia, na sexta-feira (29) as chuvas significativas que beneficiam tanto o campo quanto a cidade devem aparecer na região de Marechal Rondon, perdurando pelo menos até o dia 08 de outubro. “A possibilidade de chover por vários dias seguidos é um dos fatores que está levando o produtor a plantar agora, porque quando começa a chover, normalmente ocorre por vários dias e depois o agricultor precisa esperar cerca de três a quatro dias para entrar na lavoura”, aponta Cunha.

Se a previsão desta semana se confirmar, os produtores devem voltar para o campo para continuar o plantio da soja por volta do dia 12 de outubro.

Confira a matéria completa na edição impressa desta terça-feira (26).

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