Apesar de apresentar um crescimento notável, tanto em dimensões quanto em geração de renda, Margarida, distrito de Marechal Cândido Rondon, possui uma carência relatada há tempos pelos moradores. Quaisquer operações bancárias precisam ser feitas a pelo menos 14 quilômetros dali, na sede rondonense, visto que a comunidade não conta com nenhuma instituição bancária.
O assunto mais uma vez floresceu e o vereador Moacir Froehlich se engajou na demanda. Aposentados, trabalhadores, agricultores e empresários, expõe Froehlich, precisam se deslocar rotineiramente a Marechal Rondon quando necessitam de algum serviço bancário.
A partir do pedido de lideranças e do desejo popular, um levantamento sobre a questão foi realizado pelo vereador. “Montamos um questionário e realizamos uma pesquisa de campo sobre o assunto”, declarou o vereador ao O Presente, explicando que as assinaturas foram colhidas pelo morador e presidente da Comunidade Evangélica de Margarida, Décio Specht.
DEMANDA POPULAR
Na sexta-feira (02), um ofício, tendo por base o levantamento realizado na comunidade, foi entregue pelo vereador e equipe a representantes da Sicredi Aliança PR/SP, em Marechal Rondon. Cerca de 100 pessoas manifestaram interesse na instalação de uma agência bancária na localidade e, além disso, demonstraram preferência pela cooperativa.
O formulário, salienta Froehlich, exigia diversos dados e, mesmo assim, os munícipes não se recusaram a informar. “As pessoas, às vezes, têm medo de passar dados pessoais, mas nesse caso foram solícitas. As pessoas querem que a rede bancária saiba quem elas são e conheçam o interesse. Notadamente, o interesse é de todos”, pontua.
VIABILIDADE
No entendimento do vereador, a instalação de uma agência bancária na comunidade é viável e, além da centena de manifestações, o público que usufruiria é ainda maior. “São mais de 300 pessoas com contas em atividade no distrito. As cerca de 125 contas de São Roque (distrito de Marechal Rondon) também podem ser usuários em Margarida, pois encurta o caminho até a sede. O potencial para a agência que se instalar ali é enorme”, enaltece.
Uma agência bancária na localidade, opina ele, seria um impulso a mais para a economia local. “Isso faria com que a vida do distrito se mantenha e até melhore. Quando algo falta ou fecha em uma comunidade, como as experiências com as escolas fechadas em Bom Jardim e Bela Vista, todos os distritos e linhas se enfraquecem e as atividades se extinguem na comunidade. É uma questão economicamente e socialmente importante”, observa.
POSIÇÃO DA SICREDI ALIANÇA
Procurado por O Presente, o diretor executivo da Sicredi Aliança PR/SP, Fernando Barros Fenner, diz que o Sicredi está sempre atento às demandas das regiões onde está inserido. “A cooperativa já havia recebido por meio de seus coordenadores do núcleo que representam as necessidades dos associados nas suas comunidades essa demanda e já iniciamos os estudos de viabilidade a respeito. A demanda também veio por meio de representantes locais, o que reforça ainda mais essa necessidade. Sempre falamos que o Sicredi será do tamanho que preciso for e sempre que tivermos essa demanda significa que estamos crescendo e nos consolidando, cumprindo nosso papel através das nossas soluções financeiras e nosso envolvimento local. Ações de expansão estão, sim, previstas em nosso planejamento estratégico. Precisamos que o Sicredi esteja na comunidade e que a comunidade esteja no Sicredi. Por isso, estamos sempre abertos a ouvi-los”, declarou.
O Presente