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Marechal

Sindicato Rural de Marechal Rondon orienta produtores na negociação de dívidas

calendar_month 1 de fevereiro de 2022
4 min de leitura

O avanço da colheita da soja não tem deixado a situação dos agricultores mais tranquila. Segundo o presidente do Sindicato Rural de Marechal Cândido Rondon, Edio Chapla, os índices de produtividade melhoraram, porém seguem baixos em comparação com outras safras. “De 60% a 70% das lavouras de soja já estão colhidas, com uma produtividade média de 20 sacas por alqueire. A produtividade melhorou um pouco se comparado àquelas primeiras áreas colhidas, que produziram de dez a 15 sacas por alqueires”, exemplifica.

Tendo em vista a decretação de estado de emergência devido à estiagem no Paraná e, posteriormente, em Marechal Rondon, agora os produtores aguardam um posicionamento oficial por parte do governo federal a respeito da situação da agricultura paranaense. “Estamos aguardando o posicionamento do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) ou Banco Central sobre o que deve ser feito quanto à prorrogação de parcelas”, frisa.

Ao Jornal O Presente, o presidente do Sindicato declarou que o próprio Governo do Estado, na pessoa do vice-governador Darci Piana, e entidades estaduais, como a Federação de Agricultura (Faep), Federação dos Trabalhadores Rurais e Agricultores Familiares (Fetaep) e Sistema Ocepar, assinaram uma carta conjunta para a ministra da Agricultura, Tereza Cristina. “É um pedido por urgência na liberação de crédito para essa safrinha que estamos plantando e para acelerar as renegociações de dívidas”, explica.

 

O que fazer?

Mesmo sem a posição oficial, Chapla diz que produtores com dificuldades de honrar compromissos financeiros já podem buscar amparo. “Se o produtor está com dificuldade de pagar alguma parcela deve procurar assistência técnica para fazer o laudo da perda e também o laudo de capacidade de pagamento”, orienta.

De acordo com o dirigente sindical, as próprias assistências técnicas conseguem preencher os laudos. “Caso tenha alguma dúvida, o agricultor pode procurar o sindicato que a gente dá os encaminhamentos”, reforça.

 

Lavouras asseguradas

Segundo ele, quase a totalidade das lavouras de Marechal Rondon e região tem acionado os seguros e o Proagro para cobrir o prejuízo. “O acionamento de seguros está muito grande. Praticamente 100% das lavouras vão mobilizar as seguradoras”, estima, pontuando que não tem havido grandes atrasos no encaminhamento dos seguros. “O grande volume de solicitações em várias regiões às vezes faz com que atrase um pouquinho, mas nada muito alongado – isso tanto na vistoria do perito quanto na liberação de área”, expõe.

 

Seguro de milho para forragem

Alguns produtores de milho para forragem, por sua vez, tiveram problemas no acionamento e o Sindicato Rural deve interferir na questão para evitar que o caso se repita em outros anos. “Os peritos acabaram não liberando algumas áreas para corte devido ao procedimento das seguradoras. Assim, já encaminhamos essa demanda para que, nos próximos anos, seja trabalhado de modo diferente no seguro de lavouras utilizadas para trato animal, tipo forragem, porque não podemos ficar com essas áreas descobertas por seguro e, simultaneamente, o agricultor não pode ser impedido de cortar o milho para forragem”, detalha.

 

“Precisamos manter o produtor motivado”

Chapla frisa que mesmo com as adversidades das últimas safras é preciso que o produtor se mantenha motivado. “Por mais difícil que seja, o agricultor lida com as situações que se apresentam. Já foram duas frustrações extremamente graves: a safrinha, com uma produtividade baixa e qualidade ruim, e na safra 2021/2022 a soja com qualidade ruim e produtividade extremamente baixa. Muitos agricultores já estão passando por dificuldades e outros também passarão. Todavia, não é só agricultor, porque as cidades do extremo Oeste do Paraná são movidas basicamente pela agropecuária e essas complicações refletem no comércio”, amplia.

O líder sindical frisa que a colheita deve se estender até 15 de fevereiro, mas já há uma boa quantidade de milho safrinha sendo plantada. “Iniciamos a semeadura e as chuvas ainda não estão regulares, mas a gente tem que ter esperança por mais que as previsões não sejam otimistas. Desde que as chuvas abaixo da média se distribuam no decorrer da safra, é possível ter esperança. Nós, agricultores, precisamos nos manter persistentes e motivados para que tudo dê certo nessa safrinha”, conclui.

 

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