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Tarcísio Vanderlinde lança obra inspirada em viagem que fez à Terra Santa

calendar_month 16 de janeiro de 2022
5 min de leitura

O rondonense Tarcísio Vanderlinde, professor doutor sênior da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), lançou, recentemente, mais um livro.

A obra, intitulada “Olam hazeh: o testemunho das pedras”, tem 149 páginas e foi publicada pela Editora In House.

Conforme Vanderlinde, “olam hazeh” é a transliteração de uma expressão em hebraico que aponta para o tempo presente, o nosso tempo. “Um tempo que as pedras falam de coisas antigas expressas nas páginas da Bíblia”, expõe.

 

Pesquisa

O livro, de acordo com o professor, é resultado de uma pesquisa sobre as principais descobertas arqueológicas relacionadas aos textos bíblicos dos últimos 200 anos. “São mais de 50 sítios arqueológicos destacados na obra. É meu segundo livro motivado por viagem de estudos à Terra Santa realizada no ano de 2014”, menciona.

Ele lembra que em visita realizada à Terra Santa no ano de 1966, o escritor brasileiro Érico Veríssimo fez uma curiosa observação. “Ele concluiu que havia uma relação dialética entre os textos bíblicos e as escavações arqueológicas. Os textos indicavam onde escavar e as escavações, por sua vez, confirmavam os textos”, enfatiza, acrescentando que a informação está no livro “Israel em abril”, de autoria de Veríssimo.

 

Detalhes curiosos

Segundo Vanderlinde, há muitos detalhes curiosos sobre as descobertas arqueológicas em destaque na obra “Olam hazeh: o testemunho das pedras”. “Até o momento, o achado mais significativo dos últimos dois milênios aconteceu no ano de 1947, com a descoberta dos Manuscritos do Mar Morto nas cavernas de Qumran, muito próximas ao local da antiga comunidade dos essênios no deserto da Judeia. Os essênios, possivelmente guardiões dos manuscritos, formavam um grupo religioso asceta e foram contemporâneos de Jesus. Muitos arqueólogos estão convencidos de que o deserto da Judeia guarda muitos segredos ainda não revelados”, ressalta.

 

Achados arqueológicos

O autor do livro diz que em 16 de março de 2021 foi anunciado o que pode ser um dos mais importantes achados arqueológicos desde a descoberta dos Manuscritos do Mar Morto. “Escritos em grego, os fragmentos tornaram possível reconstruir passagens dos livros dos profetas Naum e Zacarias, que fazem parte dos 12 profetas menores da Bíblia. De acordo com os responsáveis pela divulgação da descoberta, pela primeira vez em quase 60 anos as escavações arqueológicas revelaram fragmentos de um pergaminho bíblico. Assim como os Manuscritos do Mar Morto, os fragmentos de dois mil anos foram descobertos no deserto da Judeia”, pontua.

Os primeiros empreendimentos arqueológicos na Terra Santa, conforme Vanderlinde, foram realizados não por arqueólogos, mas por teólogos, estudiosos da Bíblia, e engenheiros interessados em localizar lugares mencionados nas narrativas e mapear a geografia da região. “Embora nenhum desses pioneiros tivesse treinamento específico, fizeram importantes contribuições para o campo da arqueologia bíblica. É interessante saber que algumas descobertas foram feitas acidentalmente por pessoas com pouco ou nenhum conhecimento em arqueologia”, enaltece.

 

Pioneiro

Um destes pioneiros, ao qual o autor dedicou um capítulo, é Edward Robinson (1794-1863). Robinson nasceu nos Estados Unidos e se aperfeiçoou em línguas antigas, mais notadamente o hebraico. Considerado o primeiro geógrafo da Terra Santa, Robinson, juntamente com um amigo clérigo, fluente no árabe, esteve por duas temporadas realizando pesquisas e estudos em lugares bíblicos.

“Hoje, assim que o visitante se aproxima do Muro das Lamentações, é possível visualizar o ‘Arco de Robinson’, uma obra remanescente da época de Herodes, o Grande. O objeto foi descoberto por Robinson estudando os escritos de Flávio Josefo, um historiador hebreu que viveu no primeiro século da era cristã”, relata o autor.

 

Sentido simbólico

Para ele, o sentido simbólico das pedras se encontra eternizado nas narrativas bíblicas. “Elas aparecem em Gênesis servindo de travesseiro a Jacó ou sendo utilizadas para fazer memoriais, altares e colunas. Reaparecem em Êxodo como ‘pedras de memória para os filhos de Israel’ e se materializaram nas tábuas de pedra da lei. As pedras marcam toda a história bíblica”, afirma.

Quanto à literalidade, Vanderlinde avalia ser difícil reencontrar todas as pedras que serviram para marcar eventos especiais que constam nas escrituras. “Podem, inclusive, ter virado pó nos processos de intemperismo ao longo dos séculos. Todavia, pedras continuam sendo desenterradas e estão a fortalecer a nossa a fé ao nos dizer que se pode ter confiança na fidelidade dos textos bíblicos”, destaca.

 

Contatos

Os interessados em obter a obra “Olam hazeh: o testemunho das pedras” podem acessar a Editora In House pelo e-mail editorainhouse@gmail.com ou o próprio autor pelo e-mail tarcisiovanderlinde01@gmail.com.

 

Tarcísio Vanderlinde: “Olam hazeh é a transliteração de uma expressão em hebraico que aponta para o tempo presente, o nosso tempo. Um tempo que as pedras falam de coisas antigas expressas nas páginas da Bíblia” (Foto: Helena Vanderlinde)

 

Autor nas cavernas de Qumran, deserto da Judeia (Foto: Arquivo pessoal)

Sítio Arqueológico de Corazim – Galileia (Foto: Arquivo pessoal)

 

Tarcísio no Sítio Arqueológico de Corazim – Galileia (Foto: Arquivo pessoal)

 

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