Marechal Marcio Rauber

“Tenho certeza que todos vão ganhar com a campanha Retoma Marechal”

Prefeito Marcio Rauber: “Cada empresa vai poder fazer a sua promoção, porque a exigência é que a empresa apresente uma promoção. Com as promoções deve haver uma competição entre as empresas. Então, queremos fomentar a competitividade das empresas para atrair clientes” (Foto: Sandro Mesquita/OP)

Maior iniciativa de incentivo ao comércio local já realizada em Marechal Cândido Rondon, a campanha “Retoma Marechal: uma cidade inteira em promoção” começa na próxima semana com o propósito de estimular a economia rondonense. “Queremos incentivar o consumidor a gastar no comércio local e para isso vamos oferecer prêmios. São R$ 80 mil em vales-compras. É um valor considerável”, destaca o prefeito Marcio Rauber.

Em entrevista ao O Presente, ele explicou como funcionou a formatação da campanha, lançada pela Acimacar com apoio da prefeitura, e falou das expectativas em relação à iniciativa. “Em princípio, todo mundo ganha. O cliente da empresa ganha, a empresa deve aumentar a sua arrecadação e o município ganha, porque tem a arrecadação municipal do trabalho das empresas. Tenho certeza que seremos exitosos”, avalia.

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Os cupons da campanha começam a ser distribuídos na próxima sexta-feira (05) e a campanha segue até 30 de julho. Serão realizados dois sorteios por semana, a partir do dia 09 de junho. Trezentos consumidores ganharão vales-compras de R$ 200 e outros 200 vales-compras de R$ 100.

Rauber comentou ainda sobre a retomada das obras e serviços que foram interrompidos por causa da pandemia e fez uma avaliação do cenário local quanto à Covid-19 e da postura dos rondonenses em relação às medidas de enfrentamento e prevenção à doença. Confira.

 

O Presente (OP): Como se dá o apoio por parte da prefeitura na campanha Retoma Rondon?

Marcio Rauber (MR): Desde o início das ações que o município realizou por conta da Covid-19 tenho declarado que os efeitos econômicos por consequência da pandemia a longo prazo serão muito mais graves que os efeitos na saúde. Hoje a situação está controlada em Marechal Rondon, mas a história mostra que ela vai se agravar. Se nós chegarmos ao maior problema de saúde que pode acontecer, que é o óbito de alguém, para a família que perde é muito duro, muito difícil, por isso, evitar é o ideal. Acredito que não teremos um número grande de casos em nossa cidade, porque estamos fazendo o dever de casa, todos nós, a administração, as empresas, as famílias, as pessoas. Agora, os efeitos econômicos serão maiores e o município já está sentindo isso. Nós tivemos um déficit de arrecadação de ICMS, por exemplo, de R$ 1 milhão a menos que no ano passado. Isso é o município, e todas as empresas? A arrecadação das empresas tenho certeza que caiu. Pessoas foram desligadas de empresas e a movimentação comercial diminuiu. Então, nós buscamos essa parceria com a Associação Comercial (Acimacar). Simultaneamente, a prefeitura e a Associação Comercial pensaram nessa ação. Aí veio a proposta da Acimacar de realizarmos essa ação em conjunto. A obrigação do município é trabalhar na publicidade. Ao município cabe divulgar essa campanha, que será realizada não pela prefeitura e nem pela Associação Comercial, mas sim pelas empresas de Marechal Rondon. Será feito um investimento importante do município na publicidade, nos meios de comunicação. Já à Associação Comercial cabe organizar a campanha, permitindo que todas as empresas do município que queiram participar tenham acesso. Se vamos investir recursos públicos na campanha, temos que dar condições a todas as empresas e não apenas às associadas à Acimacar.

 

OP: Qual é o principal objetivo dessa campanha?

MR: É a retomada. Queremos incentivar o consumidor a gastar no comércio local e para isso vamos oferecer prêmios. São R$ 80 mil em vales-compras. É um valor considerável. Cada empresa vai poder fazer a sua promoção, porque a exigência é que a empresa apresente uma promoção. Com as promoções, deve haver uma competição entre as empresas, porque se a minha empresa oferece uma promoção e a sua empresa oferece outra de melhores condições, o cliente vai escolher. O comum é que ele vá na sua empresa, porque a promoção lá é melhor. Queremos fomentar a competitividade das empresas para atrair clientes. Os clientes vão gastar e vão ter a possibilidade de concorrer a prêmios. Acho que foi uma campanha bem elaborada, e isso reconhecemos que foi um trabalho da Associação Comercial. Ela que fez o esboço de como vai funcionar. Em princípio, todo mundo ganha. O cliente da empresa ganha, a empresa deve aumentar a sua arrecadação e o município ganha, porque tem a arrecadação municipal do trabalho das empresas. Tenho certeza que seremos exitosos e todos irão ganhar.

 

OP: Devido à pandemia, os governos de praticamente todos os municípios do Brasil pararam suas atividades normais e passaram a se dedicar quase que exclusivamente ao combate da Covid-19. Em Marechal Rondon não deve ter sido diferente. Como será a retomada das obras e serviços que foram interrompidos?

MR: Marechal Rondon tem uma saúde financeira muito boa. Nós criamos uma comissão composta por cinco pessoas para tratar do planejamento orçamentário do município, analisar as obras e serviços que nós estamos executando e aquilo que tínhamos planejado para executar. Reorganizamos algumas ações e obras que gostaríamos de ter executado e acabamos segurando. Nós temos dinheiro para fazer essas obras e os serviços continuam sendo realizados, mas algumas obras nós paralisamos. Os processos licitatórios foram suspensos por praticamente 60 dias e agora nós retomamos. Então o nosso cronograma atrasou 60 dias, mas foi retomado. Elencamos algumas prioridades e essas prioridades começam a ter suas licitações. As obras vão continuar. Houve contingenciamento e algumas ações que iríamos realizar paramos e talvez não tenhamos tempo necessário para executá-las ainda em 2020.

Prefeito Marcio Rauber: “Simultaneamente, a prefeitura e a Associação Comercial pensaram nessa ação. Aí veio a proposta da Acimacar de realizarmos em conjunto. Ao município cabe divulgar a campanha e à Acimacar organizá-la, permitindo que todas as empresas do município que queiram participar tenham acesso” (Foto: Sandro Mesquita/OP)

 

OP: Marechal Rondon não teve até agora casos graves de coronavírus. O hospital de campanha felizmente não foi inaugurado. O senhor está satisfeito com o comportamento do comércio, das pessoas e da sociedade de modo geral em termos de cuidados e autoproteção?

MR: Extremamente satisfeito. O estadista precisa tomar decisões todo dia. Neste caso em específico, foi preciso tomar decisões e é muito difícil ficar dando explicações sobre as decisões tomadas. Fizemos aquilo que era necessário fazer para Marechal Rondon. Tomamos decisões e muitas pessoas não entenderam o porquê do rigor, especialmente em relação aos primeiros decretos publicados. A decisão não foi exclusiva do prefeito. Temos um comitê formado, o Centro de Operações Emergenciais (COE) Covid-19. No início eram dois objetivos principais. Primeiro qualificar os servidores e permitir que eles aprendessem sobre essa doença, porque ninguém sabia e ninguém estava preparado. Preparamos, damos treinamento. Eles puderam aprender sobre essa nova doença e nós pudemos nos estruturar sem ter casos graves em Marechal Rondon. Felizmente, até agora todos os casos de Covid-19 em nosso município foram assintomáticos ou com sintomas leves. Isso se deve obrigatoriamente à ação conjunta de Marechal Rondon e do Poder Público, em especial da Secretaria de Saúde. Mas, é muito importante falar dos comércios, das empresas, das famílias e das pessoas que abraçaram essa causa. Marechal Rondon abraçou o combate à Covid-19. Decretar a obrigatoriedade do uso de máscaras foi uma ação inovadora que o município tomou e que, posteriormente, o Governo do Estado tomou. Recebi críticas sobre isso e aí eu volto àquilo que falei: é muito difícil para o gestor estadista dar explicações das decisões que precisam ser tomadas. Nós tomamos, fomos modelos, muitos municípios copiaram essa ideia, o Estado copiou essa ideia e, talvez, este elemento do nosso último decreto foi o que sensibilizou as autoridades do Poder Judiciário, do Ministério Público, a entender que era necessária a colocação desse termo para que pudéssemos ter as atividades comerciais retomadas em nosso município.

 

OP: Existe alguma previsão para a retomada das aulas na rede municipal de ensino? Há algo decidido neste sentido?

MR: Essa decisão talvez seja uma das mais difíceis de serem tomadas. Em princípio, a decisão do COE é seguir o calendário escolar do Estado do Paraná. Acredita-se que as aulas devem ser retomadas no mês de agosto no Estado. Mas não está nada definido. Isso é extraoficial. Portanto, precisamos aguardar o parecer oficial do governo estadual. Hoje as atividades escolares estão sendo desenvolvidas a distância. As crianças estão em casa e a gente sabe que esse processo não é totalmente exitoso. Pelo contrário, tem muitas falhas. Colocar um pai para auxiliar uma criança no desenvolvimento de atividades em casa tem seus complicadores. Tem pais com dificuldades para ensinar o seu filho, mas é a maneira que nós encontramos para que as crianças não fiquem totalmente ociosas. Precisamos fazer essas crianças seguirem com um vínculo escolar. Nas aulas virtuais, para o aluno tirar suas dúvidas, é mais difícil, mas é o modelo que o Estado encontrou, que o município encontrou. Não é o modelo ideal, tem inúmeras falhas, mas é o mínimo que nós entendemos ser necessário para que as crianças e os adolescentes não fiquem totalmente ociosos.

 

OP: O que dizer para o consumidor, para o empresário, para o trabalhador, para as pessoas que moram em Marechal Rondon sobre o momento que estamos vivendo e a importância de estimular a retomada da atividade econômica?

MR: Há algumas atividades que não retornaram ainda e eu fico dolorido com isso. Recebo mensagens de empresário pedindo “prefeito, pelo amor de Deus, coloque no COE, sensibilize o COE, para que nós retomemos as aulas de língua estrangeira para crianças com menos de 12 anos, se não eu vou ter problema, vou ter que fechar”. É muito doído isso, mas é uma recomendação do Ministério da Saúde de que não se permita atividades com menores de 12 anos, porque fazem parte do grupo de risco. É muito difícil você ouvir de empresários que fazem o transporte escolar para o município que não têm nenhuma receita, mas têm despesas. Eles têm folha de pagamento a cumprir, daqui a pouco podem dispensar colaboradores. E o município não pode repassar recursos para o transporte escolar, porque o transporte escolar não está acontecendo. Não tem aula, não tem transporte. O que eu peço para as pessoas dessas atividades é que se mantenham fortes. Estamos fazendo tudo o que é necessário para que as atividades voltem à normalidade, mas temos inseguranças também. Temos que cuidar das nossas crianças. Esse processo todo é muito difícil. Para a campanha Retoma Marechal propriamente dita o meu pedido é que as empresas participem dessas atividades. Também quero agradecer as empresas que entenderam que não precisam participar, caso dos supermercados, por exemplo. Os supermercados não sofreram com o problema da pandemia, eles entenderam a proposta e ficaram de fora da campanha, porque eles não precisam da campanha (para estimular as vendas). Não sofreram quase nada, pois o consumo continuou. Para empresas que vão participar dessa campanha, agradeço por abraçarem a ideia. Procurem fazer aquilo que a sua empresa possa fazer no que diz respeito a essas campanhas. Eu acredito que juntos, Poder Público, Associação Comercial, sociedade organizada, empresas associadas e não associadas, consumidores, todos trabalhando juntos vamos, com mais ou menos sofrimento de uma ou de outra empresa, retomar a economia do nosso município, a circulação de dinheiro em especial no nosso comércio e, com isso, poder sair dessa o mais rápido possível.

 

CONFIRA A ENTREVISTA EM VÍDEO:

O Presente

 

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