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Dengue: 3º LIRAa deste ano revela índices graves em Marechal Rondon

Há 59 casos confirmados da doença no município


calendar_month 15 de maio de 2023
2 min de leitura

Os números relativos ao 3º Levantamento Rápido de Índices para Aedes Aegypti (LIRAa) deste ano foram divulgados nesta segunda-feira (15) pela Secretaria de Saúde de Marechal Cândido Rondon.

Do total de imóveis vistoriados nos sete estratos na sede municipal, foram encontradas 71 amostras, das quais, 64 com focos do mosquito Aedes aegypti (agente transmissor da dengue), quatro com focos de Aedes albopictus e três de outras espécies. A pesquisa ocorreu nos dias 8, 9 e 10 de maio.

O Índice de Infestação Predial (IIP) foi de 2,9%, enquanto o Índice de Breteau (IB), que se refere ao número de depósitos positivos por cada 100 imóveis pesquisados, somou 3,8%. A comparação vale para o aegypti.

No tocante ao Albopictus, o IIP alcançou 0,2%, mesmo resultado do IB.

Ambos os mosquitos são responsáveis pela transmissão de dengue, febre chikungunya e zika vírus.

Estratos

O resultado mais complicado está no estrato quatro, com 5,2%, que abrange os seguintes loteamentos: Ecológico, Floresta, Líder e São Francisco. Em 2º lugar aparece o estrato cinco, que soma 4,2%, respectivamente no Augusto, Barcelona, Higienópolis e Higienópolis I, além do Primavera.

Em 3º lugar está o estrato dois, com 3,3%, que contempla o Centro III, Parque Industrial III e Vila Gaúcha. Na sequência surge o estrato três, no Ana Paula, São Lucas e Torres, com 3%. O estrato um, com 1,6%, do Centro um e Centro dois, ocupa a 5ª posição.

Empatados em 6º lugar, com 1,3%, aparecem os estratos seis e sete. Tratam-se dos bairros Alvorada e Botafogo, e dos loteamentos Espigão e Rainha, assim como Botânico e Britânia.

Cuidados

Conforme a pasta, a população deve redobrar os cuidados para evitar o surgimento de uma nova epidemia de dengue, como observar vasos de flores com pratos, bebedouros de animais, fontes de ornamentação, materiais depositados de maneira errada nas construções, além de pneus, calhas, lajes, toldos e lonas.

Outros locais que podem se tornar focos são as piscinas em construção e até mesmo nas prontas, em virtude de não serem tratadas de maneira correta. Somam-se cisternas, baldes, caixas d’água, outros recipientes usados para coletar água da chuva, demais lixos e inservíveis acumulados, como plástico e potes, garrafas, latas e sucatas depositados de maneira errada nos quintais.

Números

Segundo boletim epidemiológico emitido pela Secretaria de Estado da Saúde (SESA), Marechal Rondon conta com 59 casos positivos de dengue. Há 936 notificações, com 481 casos descartados e 396 em investigação.

Com assessoria

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