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Marechal

Trânsito gera cerca de 50 atendimentos hospitalares neste ano em Marechal Rondon

 

Joni Lang/OP

Do total de acidentes com veículos envolvendo vítimas no Estado, cerca de 32% foram com motocicletas (20.105 casos), conforme dados do Detran

Informações fornecidas pela Coordenadoria de Atendimento do Hospital Rondon e pelo Hospital Municipal Dr. Cruzatti revelam que no período compreendido de 1º de janeiro a 30 de abril deste ano foram contabilizados 49 atendimentos nas casas de saúde provenientes de pessoas com lesões de leves à média e grave complexidades causadas por acidentes de trânsito. Deste total, 13 casos terminaram em internações. Além disso, outros pacientes foram encaminhados ao Hospital Bom Jesus, na cidade de Toledo, com quadro de saúde inspirando cuidados maiores.

Os números mais representativos foram obtidos junto ao Hospital Rondon, onde foram registradas sete internações e 36 atendimentos ambulatoriais. No Hospital Municipal, por sua vez, foram anotadas seis internações clínicas para observação e acompanhamento de pessoas envolvidas em acidentes de trânsito, das quais uma culminou em transferência ao Hospital Bom Jesus devido a uma fratura de fêmur.

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9,3 mil internações

Dados da Secretaria de Estado da Saúde mostram que em 2016 o Paraná registrou 9.306 internações na rede pública de saúde, decorrentes de acidentes de trânsito. Foram 2.692 mortes. No mesmo período, o Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR) contabilizou que 61,2 mil veículos se envolveram em acidentes de trânsito com vítimas no Estado.

“Os dados preocupam e evidenciam a necessidade de conscientizar a população sobre as causas dos acidentes e as maneiras para diminuí-los”, enfatiza o secretário estadual da Saúde, Michele Caputo Neto.

No ano passado, o custo com internações por acidentes de trânsito ultrapassou R$ 12,7 milhões no Paraná. Os índices são referentes à primeira entrada no hospital e não consideram necessidades futuras, como próteses ou tratamentos prolongados. “Por causa de alguns segundos de distração, toda a vida da pessoa é alterada. Isso gera um custo social que é muito mais maior do que o custo médico. Quanto vale a vida de uma pessoa que se acidenta e não consegue mais exercer sua profissão?”, questiona o diretor de Política de Urgência e Emergência da Secretaria da Saúde e do Paraná Urgência, Vinicius Filipak.

 

Falha humana

Uma das maiores causas dos acidentes é a falha humana. O descuido, o excesso de velocidade e confiança e os exageros na mistura de álcool e direção fazem com que o comportamento social seja um dos principais fatores deste problema. “Um comportamento mais adequado do cidadão que usa o veículo e do pedestre evitaria 95% dos acidentes de trânsito”, afirma Filipak.

As referências científicas internacionais mostram que 50% das vítimas de acidentes de trânsito morrem na hora do acidente, 30% morrem entre quatro e seis horas após o ocorrido e 20% entram em óbito por complicações após a internação.

Motocicletas

Do total de acidentes com veículos envolvendo vítimas no Estado, cerca de 32% foram com motocicletas (20.105 casos), conforme dados do Detran. Destes, conforme o Sistema Único de Saúde (SUS), 3.656 geraram internamentos e 642 resultaram em morte do condutor, colocando-as em segundo lugar no ranking dos acidentes.

Uma das causas de tantos acidentes com motocicletas se deve à popularização e à facilidade de aquisição destes veículos. Com o aumento de motocicletas nas ruas, também foi necessário redobrar a atenção no trânsito.

“O grande problema é que se trata de um veículo veloz e vulnerável. Percebemos que muitos condutores não respeitam o Código de Trânsito e extrapolam a segurança, colocando suas próprias vidas em risco”, destaca o tenente do Batalhão de Trânsito, Ismael Veiga.

 

Celular e álcool são grandes vilões

Usar o telefone celular enquanto dirige ou prestar mais atenção nele do que no trânsito aumentam os riscos de ocorrer uma fatalidade. “O celular chama mais a atenção no trânsito do que o próprio trânsito”, diz a coordenadora de Educação para o Trânsito do Detran, Juçara Ribeiro.

Ela explica que as atitudes tomadas no trânsito são consequência dos padrões e costumes da sociedade. “Antes, convencer as pessoas a usarem o cinto era um problema. Hoje, deixá-las longe do celular é algo que lutamos todos os dias”, enfatiza.

Outro perigo é o álcool. Em 2016, a maior ocorrência de acidentes não fatais foi de pessoas com a faixa etária entre 18 e 29 anos (16.481 casos). Este é, segundo o Detran-PR, o grupo mais propenso a consumir álcool e dirigir. Sob o efeito do álcool, alguns motoristas podem alterar, além da percepção, a personalidade.

Infração gravíssima

O Código de Trânsito Brasileiro determina que dirigir sob o efeito de álcool, falar ao celular ou enviar mensagens enquanto dirige são infrações gravíssimas. Na primeira o infrator perde sete pontos na carteira e recebe multa de R$ 293,47. Na segunda, perde 12 pontos e multa de R$ 586,94.

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