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UPA completa um ano de funcionamento com 69 mil procedimentos realizados

calendar_month 29 de outubro de 2019
6 min de leitura

 

Há exatamente um ano era inaugurada em Marechal Cândido Rondon a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Edgar Netzel. Passados 12 meses, foram realizados no local 69.287 procedimentos, entre atendimentos de enfermagem e de emergência, bem como avaliações de ortopedia, conforme números apresentados pela Secretaria de Saúde até o dia de ontem (28).

“Por atendimentos médicos, classificados através do Protocolo de Manchester, foram atendidas 41.147 pessoas, sendo que destas, algumas passaram apenas pela consulta e saíram com receituário, retirando a medicação na Farmácia Básica. Parte dessa fatia passa por exames complementares, sendo eles raio-x, eletrocardiograma e exame de sangue, ficando, desta forma, o paciente em observação por algumas horas na unidade. Muitas vezes, o atendimento do paciente que passou por uma consulta médica através do protocolo pode ter atendimentos sequenciais e reavaliações até a sua liberação e alta da unidade de observação da UPA”, expõe a secretária de Saúde, Marciane Specht.

A unidade conta também com consultas agendadas, as quais possuem como especialidades ortopedia/traumatologia e psiquiatria, com 3.687 e 1.126 atendimentos, respectivamente.

“Acreditamos que a efetivação da UPA teve uma mudança em relação à qualidade do atendimento prestado, visto que, além de toda a equipe que lá está, também houve uma melhora nas aquisições de materiais e equipamentos, contribuindo ainda mais na dinâmica de trabalho e na resolutividade das questões que chegam na unidade de saúde”, avalia Marciane.

“Temos uma equipe comprometida com o cuidado da saúde dos rondonenses, com a qualidade no atendimento prestado, além de termos os equipamentos adequados para o atendimento dos casos de urgência e emergência”, frisa o diretor da UPA, nutricionista Rafael Heinrich.

 

Diretor da UPA, Rafael Heinrich: “A UPA não faz encaminhamentos para ambulatórios de especialidades nos casos não urgentes ou pouco urgentes, o que poderia resultar em consultas duplas, atrasando o atendimento de outros pacientes” (Foto: Divulgação)

 

INVESTIMENTO

Para a viabilização da abertura da UPA foram investidos cerca de R$ 740 mil oriundos de emendas parlamentares e contrapartida de recursos do próprio município de aproximadamente R$ 1,1 milhão. A equipe que atua na UPA contempla 28 funcionários do próprio município, além da disponibilização por parte do Consamu de outros 17 funcionários, todos treinados e capacitados para os atendimentos de urgência e emergência.

Neste período de um ano, a secretária de Saúde destaca o investimento de em torno de R$ 8 milhões em custeio para a manutenção de toda a estrutura de urgência, sendo englobadas as despesas correntes e folha salarial, tanto dos servidores do município como do Consamu.

“É uma satisfação muito grande chegar com um ano de gestão da nossa UPA 24 Horas atendendo a nossa população com excelência. Quando assumimos o governo, nos deparamos com inúmeras dificuldades, principalmente na questão de arquitetura e engenharia. Fizemos todos os esforços, buscamos os recursos necessários para fazermos as adequações que eram necessárias e colocamos a UPA para funcionar. Neste intervalo, investimos também um valor considerável para equipar, uma vez que a unidade havia sido inaugurada pelo governo anterior sem que o prédio estivesse regularizado. Não havia nenhuma cadeira, maca para que de fato pudesse ser inaugurada e aberta para a população”, ressalta o prefeito Marcio Rauber.

O chefe do Executivo rondonense vai além. “Houve muito empenho do nosso governo e da Secretaria de Saúde, além do envolvimento de todos os servidores do município para que esse equipamento público estivesse à disposição da população. Nós conseguimos colocar a UPA em funcionamento para que pudéssemos chegar hoje com excelência no atendimento, com profissionais de qualidade que são os nossos servidores efetivos e aqueles vindos do nosso contrato de rateio com o Consamu. A nossa UPA tem problemas, como todas as UPAs pelo Brasil possuem, mas nós procuramos a cada dia detectar e resolver, pois a nossa obrigação é ofertar o melhor para a população”, enfatiza Rauber.

 

Prefeito Marcio Rauber: “A nossa UPA tem problemas, como todas as UPAs pelo Brasil possuem, mas nós procuramos a cada dia detectar e resolver, pois a nossa obrigação é ofertar o melhor para a população” (Foto: Divulgação)

 

PROTOCOLO DE MANCHESTER

De acordo com a secretária de Saúde, a Unidade de Pronto Atendimento 24 Horas utiliza o Protocolo de Manchester para prestar atendimento. “Ao chegar à unidade, o paciente é avaliado por um enfermeiro, que classifica o paciente com base nos sinais e sintomas apresentados, assim como qual é a queixa principal, saturação de O2, escala de dor etc. Após essa avalição inicial, o paciente recebe uma pulseira de identificação hospitalar com a cor correspondente ao seu quadro e segue para o atendimento ou aguarda o momento de ser atendido, de acordo com os critérios do Protocolo de Manchester”, salienta.

Sobre as cores, Marciane explica que o vermelho é para emergências, sendo que o paciente não pode esperar; laranja é quando o atendimento é muito urgente e a espera não pode ultrapassar dez minutos; amarelo o atendimento é urgente, mas o paciente pode aguardar por um período de até 50 minutos; verde é pouco urgente, pode aguardar por até 120 minutos ou ser encaminhado para outros serviços de saúde; e azul é quando não há urgência e o tempo de espera pode ser de até 240 minutos ou o paciente pode ser encaminhado a outros serviços de saúde.

 

ORIENTAÇÃO

Ainda de acordo com os números apresentados pela Secretaria de Saúde, dos quase 70 mil atendimentos realizados na UPA 24 Horas, a metade se refere para casos de pouca urgência e não urgentes. “Pacientes com essas classificações podem procurar as unidades básicas de saúde mais próximas das suas residências para garantir um cuidado continuado e se necessário o encaminhamento para especialidades, visto que a UPA não faz encaminhamentos para ambulatórios de especialidades nestes casos não urgentes ou pouco urgentes, o que poderia resultar em consultas duplas, na UPA e nas unidades de saúde dos bairros, atrasando o atendimento de outros pacientes”, aponta Rafael Heinrich.

 

 

 

 

Secretária de Saúde, Marciane Specht: “Por atendimentos médicos, classificados através do Protocolo de Manchester, foram atendidas 41.147 pessoas, sendo que destas, algumas passaram apenas pela consulta e saíram com receituário” (Foto: Divulgação)

 

Com assessoria

 
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