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Marechal

Vacina contra febre amarela não deve ser antecipada em Marechal Rondon

 

O Presente

Coordenadora da Atenção Básica e Primária do município, Andreia Guissardi: A população deve lembrar que não é necessário se preocupar em antecipar a vacina, a não ser para aquelas pessoas que forem viajar para uma região endêmica

Com 69 casos de febre amarela confirmados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) de Minas Gerais, 96 mortes suspeitas registradas e 38 confirmadas por conta da enfermidade, a preocupação quanto ao contágio da doença tem atingido a população de cidades sem risco endêmico, como é o caso de Marechal Cândido Rondon. Tanto na Unidade de Saúde 24 Horas como nas Unidades Básicas de Saúde dos bairros, a busca pela imunização contra a doença tem aumentado com a ampla divulgação sobre o surto da doença no Estado mineiro.

Transmitida por mosquitos infectados, a febre amarela possui importante impacto na saúde pública pelo elevado potencial de disseminação, risco da transmissão urbana pelo mosquito Aedes aegypti e gravidade clínica da doença, com taxa de letalidade que podem chegar a 50% nos casos graves. A Secretaria de Saúde do Estado (Sesa) emitiu uma nota técnica em que solicita aos municípios, principalmente os setores de vigilância em saúde, para que mantenham a população e os profissionais de saúde informados sobre a doença, além da importância de notificar casos suspeitos, declara a diretora da 20ª Regional de Saúde, Denise Liell.

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De acordo com a nota técnica, o último caso autóctone de febre amarela registrado no Paraná foi em 2008. Atualmente, o Estado possui um esquema vacinal contra a doença, que inicia aos nove meses de idade para os bebês. O reforço para as crianças acontece aos quatro anos e a população em geral toma as demais doses a cada dez anos em qualquer faixa etária até os 59 anos. A partir dos 60, a vacinação é feita apenas com recomendação médica, destaca a coordenadora da Atenção Básica e Primária do município, Andreia Guissardi.

 

De olho na carteirinha

Para quem fez o reforço na data correta, na carteirinha de vacinação consta a data em que deve ser feita a próxima dose da vacina contra a febre amarela e antitetânica – vacinas que parte do calendário vacinal no Estado e tem reforço a cada dez anos. Porém, quem já tomou as duas doses, está imunizado e não necessita mais da vacinação.

Para as pessoas que estão em dúvida quanto à data em que tomaram a última dose, Andreia indica que busquem informações junto ao setor de vacinação na Unidade 24 Horas ou nas Unidades Básicas de Saúde. Todas as Unidades Básicas possuem a vacina e cada uma tem um dia da semana específico para fazer a vacinação, alerta. A população deve lembrar que não é necessário se preocupar em antecipar a vacina, a não ser para aquelas pessoas que forem viajar para uma região endêmica, complementa.

Eliminação do mosquito

A diretora da 20ª Regional de Saúde ressalta que esta não é uma região de risco, porém podemos nos colocar em uma situação de vigia por conta das matas presentes na Costa Oeste. Por não estarmos em uma região endêmica, o estoque é normal, não temos nenhuma remessa de estoque extra porque a vacina deve ser feita na rotina. Quando imunizada na rotina, a pessoa está com a imunidade garantida, esclarece Denise.

Andreia lembra que tomar as doses contra febre amarela no período correto é de extrema importância, contudo, não é a forma isolada de prevenção da doença. Como o Paraná tem a vacina no calendário, precisamos focar na atualização da carteirinha, mas principalmente na eliminação dos criadouros do mosquito Aedes aegypti, porque a febre amarela urbana é transmitida pelo mesmo mosquito que transmite a dengue, conclui.

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