Marechal Nova rota

Veículos pesados estão proibidos de circular pelo centro de Marechal Rondon; Anel Viário está liberado

(Foto: Joni Lang/OP)
  • Placa de sinalização no Lago Municipal alerta caminhoneiros sobre a nova rota (Foto: Joni Lang/OP)

  • Com a conclusão oficial da obra, veículos pesados estão proibidos de circular pelas ruas Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso. Placas de orientação foram instaladas em vários pontos da cidade. Polícia Militar será acionada para ajudar no encaminhamento de motoristas que por descuido ou desconhecimento utilizarem os pontos proibidos a partir de agora (Foto: Joni Lang/OP)

  • Automóveis também vão circular no Anel Viário: desvio do centro da cidade e mais segurança no trânsito (Foto: Joni Lang/OP)

  • Obra no Anel Viário foi concluída faz cerca de duas semanas: local já recebe veículos de todos os tipos, especialmente carretas (Foto: Joni Lang/OP)

  • Cruzamento da Avenida Rio Grande do Sul e da Rua Helmuth Priesnitz: no destaque, carreta no trecho inicial do acesso ao Anel Viário (Foto: Joni Lang/OP)

  • Placa destaca proibição do tráfego de veículos pesados na Rua Cabral em direção à Minas Gerais (Foto: Joni Lang/OP)

  • Ruas Minas Gerais (foto), Goiás e Mato Grosso: uso fica restrito a partir de hoje (10). Essas e outras vias antes usadas por carretas receberão melhorias (Foto: Joni Lang/OP)

  • Secretário de Mobilidade Urbana, Welyngton Alves da Rosa: “Entraremos em contato formal com a Polícia Militar informando a nova rota de caminhões e o policiamento de trânsito, principalmente na Rua Minas Gerais, para que oriente os caminhoneiros que por descuido ou desconhecimento acabem utilizando a rua devido ao hábito anterior” (Foto: Joni Lang/OP)

O trânsito de veículos carga pesada está restrito nas ruas Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso, segundo comunicado emitido ontem (09) pela Secretaria de Mobilidade Urbana de Marechal Cândido Rondon. Com isso, os motoristas de caminhões e carretas devem utilizar o Contorno Sul, mais conhecido como Anel Viário, cujo percurso está liberado na sua totalidade.

Placas de sinalização orientam os motoristas nesse sentido e estão instaladas em frente ao Lago Municipal, na Avenida Rio Grande do Sul, em frente à Agrícola Horizonte e próximo da Realize Materiais de Construção. O trânsito carga pesada fica restrito nas ruas Minas Gerais (que era mais usada por caminhões e carretas), Goiás e Mato Grosso.

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Os caminhões que devem utilizar o Anel Viário são os que trafegam na Avenida Írio Jacob Welp, vindos do trevo da AACC; os que estão na Avenida Rio Grande do Sul, oriundos do portal do município, e vão em direção à PR-467, saída para Pato Bragado; além dos que transitam na Avenida Rio Grande do Sul, sentido cemitério/centro. Todos esses devem seguir pelo Anel Viário.

É solicitada atenção redobrada dos motoristas em dois pontos de intercessão: no trevo de acesso à rodovia Marechal Rondon-Margarida-São Roque, bem como no trevo de acesso ao Clube Roda D’Água. Todo trajeto do Anel Viário está com sinalização horizontal e vertical, onde a velocidade máxima é de 60 km/hora. Já na Avenida Írio Welp permite-se trafegar até 40 km/hora.

 

OBRA ENTREGUE

Em entrevista ao O Presente, o secretário municipal de Mobilidade Urbana, Welyngton Alves da Rosa, destaca a entrega oficial de uma obra aguardada há mais de 20 anos pelos rondonenses e que recebeu investimentos próximos de R$ 3,5 milhões por meio de convênio com o Estado. “Muitos prometeram, mas poucos realizaram. Esta obra é de suma importância ao trânsito da Rua Minas Gerais, porém também muito importante ao conceito de trânsito de Marechal Rondon, tirando veículos pesados da área central do nosso município, beneficiando centenas de moradores daquela região, do comércio, moradores e escolas que tinham atividades prejudicadas pela incidência de caminhões. Há duas semanas a administração municipal trabalha na sinalização do novo Anel Viário, liberando ele gradativamente para utilização”, salienta.

O chefe da pasta enaltece que nesta semana foi concluída a colocação de todas as placas indicativas do Anel Viário e foi feita a proibição do tráfego de caminhões nas ruas Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso por meio da instalação de placas. “Amanhã (hoje, dia 10) entraremos em contato formal com a Polícia Militar (PM) informando a nova rota de caminhões e informando o policiamento de trânsito, principalmente na Rua Minas Gerais, para que a PM oriente os caminhoneiros que por descuido ou desconhecimento acabem utilizando a rua devido ao hábito anterior”, menciona, acrescentando: “O uso do Anel Viário será gradativamente mais forte para que ninguém venha a incorrer em multas de trânsito, porque não é este o objetivo. E, acima de tudo, a região da Rua Minas Gerais para que comércios, escolas e moradores tenham tranquilidade com a retirada do trânsito de veículos pesados”.

Rosa ressalta que o Anel Viário é complexo, não envolve só caminhões. “Quem reside no Alto da Boa Vista, Vila Gaúcha e Parque Industrial usa o trajeto como nova rota para se dirigir a Quatro Pontes e Toledo, evitando passar pelo centro”, expõe.

 

PREOCUPAÇÃO

Conforme o secretário, a preocupação é proporcionar ótima sinalização e gradativamente ir liberando para que não ocorram acidentes. “Sinalizamos da Realize até a entrada do Clube Roda D’Água, onde a velocidade máxima é de 60 km/hora. Da Írio Welp até o Anel Viário o máximo é de 40 km/hora porque ali a incidência de moradores e de comércios é muito maior do que outros locais”, pontua.

Ele destaca que o município procurou evidenciar os trevos de acesso ao Anel Viário, portanto há quatro pontos importantes: Realize, trevos do Clube Guarani e do Roda D’Água e cruzamento da Írio Welp com a Rio Grande do Sul. “Intensificamos a sinalização de trânsito com tachinhas e tachões. Os trevos do Roda D’Água e do Guarani cortam o Anel Viário, então têm preferência de trânsito. É difícil segurar um veículo pesado em um pequeno espaço de tempo, portanto quisemos sinalizar com ostensividade para que os condutores de veículos redobrem a atenção nesses trevos e não venham a invadir a preferencial, ocasionando acidentes. Procuramos evitar acidentes, preservar vidas e fazer uma sinalização ostensiva”, evidencia.

 

MUDANÇAS

A partir da conclusão da obra serão aplicados investimentos para melhorar as condições de tráfego e de estrutura das vias que até então recebiam o trânsito de veículos carga pesada. Outras mudanças também são avaliadas pela administração municipal. “Estudamos a possibilidade de instalar um semáforo na Realize, contudo a reclamação dos caminhoneiros é de que isso pode gerar congestionamento. Vamos procurar a melhor possibilidade”, expõe.

Todavia, Rosa adianta que uma das definições é de que a Rua Ari Branco da Rosa será transformada em mão única. A via é localizada perto da Casa da Costela e da Realize, entre a Avenida Rio Grande do Sul e a Rua Santa Catarina. “Quem sobe da Avenida Rio Grande do Sul em direção ao cemitério poderá dobrar à direita, mas os outros não vão entrar por se tratar de uma rua que está desalinhada com o Anel Viário e hoje os motoristas fazem conversão proibida. Com a mudança, quem vem pela Rua Ari Branco da Rosa vai trafegar pela Rua Amir Dalla Vecchia ou pela Rua Tropical para poder acessar a Avenida Rio Grande do Sul”, detalha.

Além disso, haverá perda de estacionamento na Casa da Costela e no salão de beleza, ambos na Avenida Rio Grande do Sul, com a finalidade de ampliar o ângulo de conversão de caminhões e carretas em direção ao Anel Viário. “Quem utiliza a Avenida Rio Grande do Sul em ambos os lados não poderá fazer conversão. Terá de se locomover no próximo retorno, seja rotatória ou acesso permitido”, menciona o secretário.

Outra questão apontada por ele é que o município possui estabelecidos os horários de carga e descarga na Rua Minas Gerais e outras vias urbanas para atender as necessidades comerciais, portanto o tráfego pesado fica restrito ao horário determinado. “Assim, proíbe o trânsito constante de veículos pesados, cuja fiscalização será realizada pela PM. Uma nova remessa de placas de sinalização deve chegar no fim da próxima semana, incluindo placas de velocidade máxima, proibido tráfego de caminhões, sentido único, retorno. Vamos mobiliar essas vias com mais placas”, finaliza Rosa.

 

O Presente

 

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