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Marechal 1º quadrimestre

Vendas de motocicletas crescem 10% em Marechal Rondon

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Modelos mais comercializados em Marechal Rondon são os de 125 a 250 cilindradas (Foto: Sandro Mesquita/OP)

A frequente alta no preço dos combustíveis impulsionou o mercado de motocicletas. Cada vez mais os motoristas estão optando por deixar o carro na garagem e cumprir a rotina sobre duas rodas.

Dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) confirmam a tendência. Em 2022, houve a alta de 46% no emplacamento de motos em relação ao ano passado, saltando de 62 mil para 75 mil, frente a este mesmo período do ano.

Em Marechal Cândido Rondon a venda de motos no primeiro quadrimestre do ano aumentou 10%. Em geral, os modelos mais comercializados são os de 125 a 250 cilindradas. “São motocicletas que oferecem maior economia de combustível e melhor custo-benefício para os consumidores”, aponta Josué Maioli, diretor da Tropical Motos Yamaha.

Segundo ele, tanto as motos novas quanto as seminovas tiveram aumento na procura. “Posso dizer que 90% dos clientes optam por motos novas, enquanto o restante, usadas. É bastante significativo”, frisa.

Diretor da Tropical Motos Yamaha, Josué Maioli: “Posso dizer que 90% dos clientes optam por motos novas, enquanto o restante, usadas. É bastante significativo” (Foto: O Presente)

 

Reflexos da pandemia

O empresário diz que as vendas poderiam ser ainda maiores. No entanto, a fabricação e o fornecimento não conseguem acompanhar a alta demanda. “Muitas montadoras ainda estão com deficiência de matéria-prima e isso fez o mercado estagnar um pouco, contribuindo com uma fila de espera para a compra de motocicletas zero quilômetro”, menciona, ampliando: “O mercado de motocicletas está um pouco retido, porque as montadoras ainda não estão trabalhando com a capacidade total. Isto é reflexo da pandemia, período em que alguns fabricantes, componentes eletrônicos e semicondutores não estão conseguindo acompanhar as linhas de montagem”.

Conforme Maioli, a previsão de normalização é para os próximos meses.

Frequente alta no preço dos combustíveis impulsionou o mercado de motocicletas (Foto: Sandro Mesquita/OP)

 

Troca

Marcio Simon é um dos rondonenses que trocaram o veículo de quatro rodas por um de duas. Ele optou pela compra de uma Yamaha Neo 125 UBS pela praticidade e economia no dia a dia. “No primeiro dia fiquei surpreso. Saí da concessionária e fui direto ao posto de combustível. Completei o tanque e deu apenas R$ 18. Eu fiquei tão feliz. Na segunda abastecida deu R$ 25 e andei a semana toda, já no carro era R$ 100 a R$ 150 por semana na cidade”, compara o motorista, que usa a moto diariamente.

Marcio Simon é um dos rondonenses que trocaram o veículo de quatro rodas por um de duas: “Abasteci R$ 25 e andei a semana toda, já no carro era R$ 100 a R$ 150 por semana” (Foto: Divulgação)

 

Liberdade

A crescente migração para o uso da moto não se limita apenas ao trabalho, de acordo com Maioli. “É como se após um período tão difícil as pessoas estivessem precisando de um veículo que transmita liberdade. Depois de uma pandemia, com as pessoas confinadas em casa, elas passaram a usar a moto como forma de lazer”, observa.

 

Uso urbano

Rolf Kaefer, diretor do Grupo Motopark, também atribui o aumento da venda de motocicletas à alta do combustível. “Os modelos mais vendidos são a linha Biz Bros – 160, que são motocicletas de uso urbano. É uma necessidade de mobilidade, contando que muitos utilizam os veículos também como um ganha-pão”, ressalta.

Na Kaefer Motos Honda o aumento nas vendas chegou a 9%, entre janeiro e abril, se comparado ao mesmo período de 2021. “A procura por motocicletas vai ser constante, pois se trata de um veículo versátil, econômico, de baixa manutenção e com preço atrativo”, enaltece.

Diretor da Kaefer Motos Honda, Rolf Kaefer: “Os modelos mais vendidos são a linha Biz Bros – 160, que são motocicletas de uso urbano. Muitos utilizam os veículos como um ganha-pão” (Foto: Divulgação)

 

O Presente

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