Ganhou repercussão nas redes sociais um vídeo que mostra alunos do Colégio Luterano Rui Barbosa, de Marechal Cândido Rondon, em luta corporal. O registro foi publicado no último dia 30 de junho na página “Todo dia um vídeo de alguém brigando” (@brigasdiarias) no Twitter.
Com 53 segundos de duração, a gravação mostra dois estudantes uniformizados em luta corporal, sendo incentivados a brigar por colegas que filmaram a situação. É possível visualizar o pátio interno do educandário no vídeo, além de serem ouvidas palavras de baixo calão proferidas pelos estudantes.
Até esta segunda-feira (04), o vídeo conta com 70,2 mil visualizações na rede social.
Briga de amigos
Segundo informações cedidas ao O Presente, os alunos estudam no 9º do Ensino Fundamental II e estavam na aula de Educação Física quando a situação aconteceu. “Eles se afastaram da turma, houve uma pequena discussão e, com o incentivo de outros alunos, os dois acabaram indo para as vias de fato”, relata o diretor do Colégio Rui Barbosa, Cleudimar Wulff.
Apesar da divulgação no Twitter ter acontecido dia 30, a briga aconteceu no dia 28, terça-feira. “Houve incitação para que um agredisse o outro e acabou acontecendo. Não teve uma motivação preconceituosa ou bullying”, afirma o diretor ao O Presente.
De acordo com a coordenadora do Rui Barbosa, Maria Claudete Kozerski, o assunto está encerrado na escola. “Depois dos fatos eles se desculparam e perceberam que foram além da conta. Eles continuam amigos, estudam juntos e se conversam”, pontua.
Serviu de lição
No dia seguinte à briga, quarta-feira (28), os estudantes envolvidos e seus pais foram chamados ao colégio, segundo o diretor. “Discutimos toda a problemática e tivemos uma conversa muito madura, desgastante em algumas partes, mas muito positiva pela conscientização dos meninos. Os excessos aconteceram não só por parte dos que brigaram, mas também daqueles que incentivaram a briga. Esses desentendimentos são coisas rotineiras nas escolas no mundo todo, ainda assim é importante usar esses fatos para trazer uma lição para nossa vida”, salienta.
Maria Claudete ressalta que os pais dos alunos envolvidos compareceram ao encontro, que foi registrado em ata e contou com novos pedidos de desculpas entre os estudantes.
Exposição
Ao O Presente, Wulff declara que, até então, não viu necessidade de uma comunicação oficial sobre o fato, uma vez que o assunto foi resolvido internamente e prontamente. “O problema foi que o vídeo continuou circulando e isso descontextualiza o que as pessoas estão vendo. Acham que é o fim do mundo. Foi um fato grave, sim, mas foi tratado e resolvido pontualmente”, assegura, emendando: “É importante conscientizar os alunos sobre como uma atitude mal pensada pode trazer repercussões inimagináveis, porque o vídeo continua se replicando”.

O Presente