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Vizinho fala sobre desaparecimento da empresária rondonense Edna Storari

calendar_month 8 de outubro de 2021
3 min de leitura

Um vizinho de Edna Storari falou nesta sexta-feira (08) sobre o desaparecimento da empresária rondonense e sobre o comportamento do esposo dela, que, segundo ele, procurou vizinhos para checar câmeras de segurança.

Conforme o vizinho, “o marido dela trabalha fazendo o transporte de van para algumas empresas”. Apesar de reservados,  disse que percebeu que a mulher desapareceu.

“Percebi pessoas diferentes fazendo o transporte do pessoal. Imaginei que eles tinham viajado, mas o vizinho me procurou para ver se tínhamos câmeras, para ver se alguém arrombou a casa dele. Até então não tínhamos conhecimento dos fatos, só depois que a polícia nos procurou. Ele ainda pediu para outros vizinhos se eles tinham filmagens das câmeras e estava falando pra apagar”, declarou.

Há aproximadamente 20 dias Edna não era vista pelos vizinhos. Segundo o vizinho, ela sempre molhava as plantas na frente de casa e o marido sempre era visto. “Nunca percebemos nada de brigas, até porque o casal era bem reservado”, finalizou.

O marido de Edna foi preso na quinta-feira (08). A suspeita da Polícia Civil é de homicídio e fraude processual.

 

Leia a nota da Polícia Civil de Marechal Rondon, na íntegra, assinada pelo delegado Rodrigo Baptista Santos.

Desde a data de 27/09/2021, a Polícia Civil tomou conhecimento do suposto desaparecimento da empresária rondonense Edna Storari, de 56 anos. A filha procurou a polícia relatando que a mãe estava sumida há mais de uma semana e que o marido não havia feito a comunicação.

Com o comparecimento da filha, a polícia, ao chegar a casa da vítima, foi recebida pelo companheiro, que disse estar saindo para fazer o boletim naquele momento, o que já causou estranheza.

O companheiro, de 60 anos, apresentou a versão de que a vítima havia viajado para o Paraguai com um casal de amigos de Guaíra, que ele não tinha conhecimento de quem era, não levou o celular e ainda pediu para que o mesmo formatasse o aparelho.

Iniciaram-se as diligências e na casa da vítima surgiram as primeiras evidências que a história apresentada não parecia proceder, pois as roupas, maquiagens e joias estavam no lugar.

Aprofundando, constatou-se ainda que alguns dias após o sumiço o companheiro começou a procurar a vizinhança pedindo que os vizinhos apagassem imagens de câmeras de segurança.

Assim, o inquérito foi sendo instruído e toda a versão apresentada pelo companheiro ficando sem base verdadeira.

Com a reunião de todos esses elementos, foi representado pela prisão temporária do mesmo, passando assim à qualidade de investigado por um suposto crime de homicídio e fraude processual.

Em sede policial, negou os fatos mantendo a mesma versão inicial. O apurado aponta para um caso bárbaro motivado possivelmente pela vítima desejar a separação.

O inquérito policial agora continua o trâmite a fim de finalizar com o indiciamento do investigado e localização da vítima.

 

 

Com Catve

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