O sítio da família Borchert, de Quatro Pontes, será novamente palco do Encontro Anual de Gaiteiros, na terça-feira (01). Na 11ª edição, a expectativa do casal Maria Helena e Fernando Borchert, organizador do evento, é reunir cerca de 140 pessoas para confraternizar e, por meio da música e gastronomia, reviver os tempos de morada no Rio Grande do Sul.
Idealizado por Fernando, o evento iniciou em 2007, sempre no dia 1º de maio, feriado do Dia do Trabalhador, pelo amor da família à música. Além de Fernando, seu pai, tio e alguns primos também têm o dom de fazer arte por meio de instrumentos musicais. “Eles tinham um grupo no Rio Grande do Sul e tocavam além de gaita outros instrumentos, como bandoneon e de sopro. Por volta da década de 1950, saíam para tocar nos locais de carroça, se apresentavam na sexta-feira, no sábado, no domingo e na segunda-feira tinham que trabalhar na roça. O descanso era só segunda à noite”, conta ele.
Vindos de São Luiz Gonzaga (RS) em meados da década de1970, para reviver a cultura gauchesca, Fernando decidiu realizar a confraternização de gaiteiros anualmente após um encontro com um gaiteiro de Toledo em sua propriedade. “Sempre víamos encontros deste estilo, especialmente no Sul, tanto de gaiteiros como também de violeiros, e a partir disso surgiu a ideia. No primeiro ano foram 45 pessoas, mas já no terceiro estávamos servindo 250 almoços”, conta Fernando, que tomou gosto pela gaita por inspiração do pai. “Via ele tocando e ainda no Rio Grande do Sul comecei a tocar gaita também”, diz.
Nem só de música
Apesar de a família Borchert ser conhecida pela organização do evento, que já contou com gaiteiros vindos de Cascavel, Toledo, Palotina, Marechal Cândido Rondon, Nova Santa Rosa, Pato Bragado, Foz do Iguaçu e até mesmo do Paraguai, não é só de música que vive a família.
O Sítio Borchert também é conhecido pela produção de vinho, suco de uva, doces de diversas frutas cultivadas na propriedade e cachaças artesanais. “Temos hoje 99% da produção orgânica”, explica o produtor.
Da uva vem o vinho, o suco, o doce, o vinagre. Da cana as cachaças, licores, o melado e a chimia. Das demais frutas que estão espalhadas pelas propriedades, Maria Helena transforma em produtos para venda. “Antes tínhamos lavoura e também já trabalhamos com criação de suínos, inclusive uma granja se transformou no salão de festas”, comenta ela. “Agora, estamos só com os produtos oriundos da fruticultura, que são transformados em diversos produtos, a produção de grama e recentemente começamos com apicultura. Na verdade, fazemos de tudo um pouco”, complementa Fernando.
Tradição
Aos gaiteiros da região que desejam participar do 11º Encontro de Gaiteiros da Família Borchert e também para aqueles que desejam apenas apreciar boas músicas, as fichas para o almoço, à base de churrasco e porco no tacho, são comercializadas a R$ 35. “Por volta das 10 horas começam as apresentações e ao meio-dia servimos o almoço”, diz Maria Helena. Na parte da tarde, as apresentações continuam.
As fichas devem ser reservadas antecipadamente pelo número (45) 98815-5284.
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