A 20ª Regional de Saúde, com sede no município de Toledo, recebeu até esta semana 15.130 doses de vacina dose 1 contra a Covid-19, das quais 4.370 chegaram no último fim de semana. Deste total, 12.039, ou 80% das doses recebidas, foram aplicadas em todos os municípios.
Segundo o chefe da 20ª Regional, Alberi Locatelli, das 10.760 doses recebidas anteriormente, 91% haviam sido aplicadas até segunda-feira (1º), restando vacinar comunidades de algumas aldeias indígenas para atingir 100% de imunização.
“Este atraso de vacinação nas comunidades das aldeias se deve ao clima e à dificuldade de documentação, pois outras questões já foram sanadas, devendo as doses ser aplicadas o quanto antes”, declarou ao O Presente.
Conforme ele, as doses mais recentes começaram a ser utilizadas no dia 1º para imunizar a população de 85 a 89 anos e posteriormente de 80 a 84 anos. “Anteriormente foram aplicadas em idosos acima de 60 anos que estavam em instituições de longa permanência, profissionais de saúde e indígenas, além de uma segunda remessa para idosos acima de 90 anos”, comenta.
706,2 MIL DOSES
As vacinas repassadas aos municípios são enviadas às regionais de Saúde pelo Governo do Paraná, que recebe as doses do Ministério da Saúde. As doses utilizadas no Estado são a CovonaVac, desenvolvida pela Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, e a AstraZeneca, desenvolvida pela Universidade de Oxford e produzida pela Fiocruz.
Até o momento, o Paraná recebeu 706,2 mil doses de vacinas contra o coronavírus.
LOCKDOWN
Locatelli diz que o decreto publicado pelo Governo do Paraná na semana passada, que determinou lockdown até segunda-feira (08), é duro, mas necessário. “São medidas que ninguém gostaria de tomar e que foram estudadas com antecedência, utilizando dados. O número de casos tem crescido diariamente e a ocupação de leitos está próxima de 100%”, pontua.
LEITOS
De acordo com o chefe da 20ª Regional, o Governo do Estado tem buscado a instalação de novos leitos no Paraná, tanto que na última semana foram ampliadas 336 vagas para tratar pacientes com Covid-19, sendo 134 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 202 de enfermaria.
Desde o anúncio das primeiras medidas de enfrentamento à pandemia de Covid-19, prestes a completar um ano, o governo estadual já abriu 3.616 leitos exclusivos para pacientes com casos confirmados ou suspeitos da doença. Este era o número de leitos ativos até a quarta-feira (03), o maior desde o início da pandemia, mas a previsão da Secretaria de Estado da Saúde é colocar mais 155 em operação nas próximas semanas.
“A 20ª Regional também tem buscado parceiros no sentido de viabilizar novos leitos, então os pacientes sem leitos da regional são transferidos para outras regionais de saúde, porém o momento é bastante crítico, pois estamos com pacientes aguardando vagas de UTI”, pontua.
Ele afirma que para diminuir o número de casos de Covid-19 é necessário que a população siga as normas sanitárias. “Em média, 40% das pessoas levadas a leito de UTI vão a óbito no Estado, ou seja, ter leito não quer dizer que sobreviva”, expõe, reiterando a necessidade de cuidados como uso de máscara e álcool gel e evitar aglomeração.
Segundo Locatelli, não adianta somente aumentar a estrutura de leitos. “Em paralelo devemos adotar todas as medidas para controlar o vírus antes da vacina. Se o Ministério de Saúde cumprir o que foi pactuado, até o final de maio esperamos que quatro milhões de pessoas estejam vacinadas no Paraná, abrangendo todos os grupos elencados, e quem sabe até o final do ano o restante da população acima de 18 anos”, menciona.
O chefe da Regional de Saúde reconhece que a população está cansada em virtude de um ano de pandemia, mas lembra que os profissionais de saúde estão mais exaustos ainda. “Os profissionais que trabalham em leitos Covid estão mental e fisicamente cansados. Hoje há grande dificuldade em abrir novos leitos porque não temos profissionais suficientes para cobrir todas as vagas que buscamos. Por isso pedimos a colaboração da população”, enaltece.
O Presente