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Agosto não é mais mês do “cachorro louco”; raiva animal é combatida o ano todo

calendar_month 16 de agosto de 2020
3 min de leitura

O coordenador de Defesa e Proteção dos Animais de Toledo, médico veterinário Arthur Gava dos Santos, lembra que antigamente nossos pais e avós lembravam de agosto como o mês do “cachorro louco”. Neste mês aconteciam frequentemente campanhas de vacinações antirrábicas nos animais de companhia. “Existia até um ofício que era o de ‘vacinador’. Essa pessoa passava casa por casa aplicando as vacinas nestes animais”, conta Arthur.

Hoje em dia, com o avanço da medicina veterinária e as diversas formas de comunicação, essa realidade já é diferente. “Não precisamos mais ter o mês de agosto exclusivamente como o mês do combate à raiva e podemos fazer isso durante todo o ano”, pontua.

Agosto

Entender a origem dessa expressão é importante e está relacionada ao comportamento animal. Segundo o médico veterinário, é importante considerar  as condições climáticas do mês de agosto. “Muitas cadelas e gatas entram no cio, e os animais machos acabam brigando para poderem copular. Isso geralmente acontece na rua, onde esses animais foram abandonados por pessoas irresponsáveis, dando uma interpretação de “cachorro louco”, explica.

Raiva

Para evitar que os “bichanos” adoeçam é imprescindível realizar a vacinação antirrábica. Antigamente ela era subsidiada pelo Governo Federal, mas como não há mais casos de raiva canina no município, ela foi suspensa. “Isso não pode ser motivo para que vacilemos na vacinação de nossos animais, sejam eles cães, gatos, bovinos ou equinos”, salienta o veterinário.

Dados

Conforme dados da Vigilância Epidemiológica de Toledo, este ano foram 202 casos notificados no município de acidentes graves com animais. Destes, em três casos foi utilizada imunoglobulina antirrábica em pacientes humanos, os quais tiveram contato com os animais nesses acidentes. Também foram administradas 273 doses de vacinas antirrábicas, uma média de 67 pessoas atendidas para profilaxia da doença, sendo que são quatro doses por paciente.

Vacinação

Com base na realidade atual, a vacinação dos animais não pode ser algo optativo e sim um compromisso do tutor para com eles. Seja cão, gato ou equinos. Em regiões onde existam colônias de morcegos hematófagos, ou seja, que se alimentam de sangue, a vacinação torna-se obrigatória para bovinos, caprinos e ovinos.

“Ressaltamos que o município de Toledo mantém um programa de vacinação para cães e gatos que são retirados das ruas e estão sob guarda de pessoas protetoras de animais. O município se compromete com isso, no intuito de proteger a saúde desses animais e das pessoas”, enaltece o veterinário Arthur Gava dos Santos.

 

Com assessoria

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