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Antes de se tornar um dos intelectuais mais destacados do Brasil, Karnal já morou em Cascavel e enfrentou “mal-encarados” por lá

calendar_month 11 de junho de 2022
3 min de leitura

Entre os nomes elencados para o Conexão Empresarial da Associação Comercial de Cascavel (Acic), série de palestras que chega à 13ª edição, surge uma cabeça brilhante nos dois sentidos, incluindo o literal. Trata-se do calvo historiador Leandro Karnal.

Ele é, de longe, o nome mais destacado da edição deste ano do Conexão. Karnal é tido e havido como o mais lúcido e profundo intelectual brasileiro de toda uma geração de pensadores/celebridades que inclui o professor Cortella e o filósofo Pondé.

Não é comum filósofo, historiadores e pensadores fazerem sucesso em um país de cultura rasa e poucas letras, como o Brasil.

Karnal é uma exceção na regra. Após muito relutar, ingressou, ano passado, na rede social do momento, o Instagram. Embora novato na rede, já acumula quase cinco milhões de seguidores.

Em seu canal no YouTube, é comum encontrar vídeos com mais de um milhão de visualizações.

O cachê do historiador para palestras é de R$ 70 mil, em média. Muita grana para ouvir um cara filosofar? Karnal tem uma frase para isso: “Tudo que eu invejo no outro, me falta, me dói, é um espaço de vazio”.

 

O retorno

Karnal já esteve em Cascavel em outras ocasiões na condição de palestrante. Mas antes, inclusive de perder as melenas, chegou a morar na cidade por breve período.

O Pitoco relatou essa passagem em abril de 2019. No livro “Crer ou não crer”, que figurou entre os dez mais vendidos de 2018, Karnal relatou o noviciado jesuítico que fez em Cascavel aos 18 anos de idade.

Foi em um seminário na Porção Norte do município, no Bairro Brasmadeira, no meio da década de 1980. O noviciado é uma das etapas da formação de um religioso. O trecho em que cita a cidade está aqui:

“Fiz o noviciado em Cascavel. Recém-saído de uma aula de mística, uma senhora pediu a Eucaristia. Ela ligou para o padre, mas ele não podia. Eu acabei indo. Era uma estrada deserta e no caminho havia umas pessoas mal-encaradas.

Eu me lembrei da história de São Tarcísio, ele foi morto levando a Eucaristia. Foi apedrejado.

Então, naquele momento, eu desejei o martírio. Eu tinha 18 anos. Das bobagens que se pode fazer na juventude, desejar o martírio é a menos grave (risos). Não fui apedrejado”.

 

Conexão

As palestras do Conexão Empresarial da Acic serão em setembro. Karnal se apresenta no dia 13, no Teatro Municipal. “Recriar, reinventar ou desaparecer” é a temática que o professor vai abordar.

O Conexão traz também os palestrantes Martha Gabriel, o ideólogo bolsonarista Augusto Nunes e o fundador e CEO da Chilli Beans, Caito Maia.

 

Pitoco

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