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Apagões frequentes sufocam piscicultura e causam revolta no interior de Santa Helena

calendar_month 19 de fevereiro de 2026
2 min de leitura

Na tarde desta quarta-feira (18), a reportagem do Jornal Correio do Lago conversou com o piscicultor Adriano Michiyori, que relatou a difícil situação enfrentada por moradores e produtores rurais de Santa Helena diante das frequentes quedas no fornecimento de energia elétrica. Segundo ele, o problema vai muito além do desconforto nas residências e da queima de eletrodomésticos, a instabilidade coloca em risco direto um dos pilares da economia local: a piscicultura.

De acordo com Adriano, as interrupções não estão relacionadas a temporais ou ventos fortes. “Na maioria das vezes o céu está limpo, sem chuva ou vento”, afirmou. Para quem trabalha com a criação de peixes, até a fase final de crescimento, que leva cerca de cinco meses até o momento da venda, a situação é considerada crítica.

Produção ameaçada e prejuízo de toneladas

Com as altas temperaturas e sem energia para manter os aeradores em funcionamento, o oxigênio da água diminui rapidamente. Adriano explica que, com o aumento da temperatura, os peixes descem para o fundo dos açudes, revolvendo o solo e aumentando os níveis de amônia, o que pode ser fatal.

“Sem energia, os peixes podem morrer em pouco tempo”, ressaltou o produtor.

Mesmo possuindo um gerador a gasolina, o equipamento é projetado apenas para emergências de curta duração. No entanto, segundo relatos, já houve casos de interrupções que chegaram a durar horas, tempo muito superior à capacidade operacional do gerador.

Perda recente ultrapassa três toneladas

O pisicultor ainda revelou que sofreu recentemente um prejuízo significativo: a perda de mais de três toneladas de peixe que estavam na fase final de engorda e prontos para envio ao frigorífico. Todo o trabalho de aproximadamente cinco meses foi comprometido.

A comunidade rural demonstra indignação com o que considera descaso da Copel, responsável pelo fornecimento de energia elétrica na região. Segundo Adriano, a falta de manutenção adequada na rede tem causado danos não apenas à produção, mas também às residências.

“O problema não são só os peixes. Aqui na minha propriedade já perdi dois aparelhos de ar-condicionado, geladeira e outros eletrodomésticos pelo descaso da Copel”, desabafou.

Produtores aguardam providências urgentes para evitar novos prejuízos e preservar uma atividade que movimenta a economia de Santa Helena e garante renda para inúmeras famílias do município.

Com Correio do Lago

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