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Aumento na exportação gera expectativa otimista à suinocultura em 2020

calendar_month 6 de janeiro de 2020
3 min de leitura

O ano de 2019 foi positivo ao setor da suinocultura ao Paraná e ao Brasil, avalia o presidente da Associação Municipal de Suinocultores (AMS) que abrange produtores da Comarca de Marechal Cândido Rondon. “O primeiro semestre estava parado devido à mudança de governo, seja no preço e na exportação, no entanto no segundo semestre reagiu com aumento da exportação e com preços melhores aos produtores independentes”, enalteceu ao O Presente.

Ele diz que o que não sofreu alteração foi o valor pago aos produtores integrados às empresas e cooperativas. “Esperamos que neste ano exista melhora nos preços aos integrados, mas sabemos que demora até as empresas repassar isso aos produtores”, pontua.

No ano de 2018, o município de Marechal Rondon foi o 4º maior produtor agrícola do Paraná, com faturamento que alcançou R$ 1 bilhão, dos quais R$ 300 milhões vieram da suinocultura, maior atividade do agronegócio local. Naquele ano, Marechal Rondo ficou atrás apenas de Toledo, Castro e Cascavel em todos os setores do agronegócio. Considerando que a suinocultura respondeu por 30% do total do agronegócio no município, Barbian acredita que a produção vai continuar subindo. “Um dos motivos é o aumento da exportação, o que amplia a expectativa de melhora na atividade para este ano. Contudo, o que pode interferir é se algum produtor ficar para trás devido às exigências ambientais”, expõe.

De qualquer forma, opina o rondonense, a suinocultura vai crescer em 2020 porque as empresas buscam produtores para ampliar a produtividade e melhorar a qualidade da carne. “A tendência é de que o Paraná, com bom nível de vacinação, terá cada vez mais mercados abertos à exportação”, projeta.

 

DESAFIOS

Apesar do cenário positivo, alguns desafios impõem barreiras à realização das atividades, seja na área de abrangência da AMS ou em nível de Paraná. “A situação se torna cada vez mais difícil à associação rondonense, pois, como a integração comanda o setor, o pessoal deixa de lado. Conseguimos seguir porque temos a central de inseminação que atende os produtores”, salienta.

Conforme Barbian, que integra o conselho fiscal da Associação Paranaense de Suinocultores (APS), tem sido cada vez mais complicado manter as entidades porque o número de produtores tem diminuído. “Isso enfraquece o setor, por outro lado a produção tem aumentado”, pontua.

O maior desafio neste momento, segundo ele, está atrelado à criação de javaporcos devido aos problemas sanitários. “As associações batalham bastante para enfrentar isso, até em reuniões com discussão do tema junto da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar). Outra questão está ligada à necessidade de adequar as granjas dentro dos padrões apresentados, o que exige um custo bastante alto aos produtores de suínos”, comenta.

Embora existam questões a serem debatidas e decisões a serem tomadas, Barbian projeta um ano de bom desempenho à suinocultura, também motivado pelo aumento de 19,6% na exportação de carne suína brasileira nos sete primeiros meses do último ano. “Acredito em um ano otimista. O Estado do Paraná está muito bem no agronegócio e na suinocultura, então será um ano positivo ao setor, devendo gerar bom retorno aos produtores de suínos”, prevê.

 

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