O Laboratório de Humanização da Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul (UEMS), campus de Mundo Novo, recebeu o prêmio Latinoamérica Verde (nome original, em espanhol) e agora figura no ranking dos 500 melhores projetos sociais e ambientais da América Latina. A premiação é oferecida cooperação com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e tem a chancela da Price water house Coopers (PwC) – empresa de consultoria de qualidade em auditoria mundial.
O projeto da UEMS participou do Latinoamérica Verde após vencer o último Concurso Regional de Boas Práticas, na categoria Instituição de Ensino. O concurso é promovido pelo Programa Cidades Sustentáveis, desenvolvido por meio de convênio entre Itaipu Binacional e Conselho dos Municípios Lindeiros.
O Latinoamérica Verde é considerado o “Oscar” do meio ambiente e visa reconhecer as principais iniciativas comprometidas com o planeta e com o Desenvolvimento Sustentável. Neste ano, em sua sétima edição, mais de 2.500 práticas foram inscritas.
A premiação avalia iniciativas da América Latina em dez categorias alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS): Água, Floresta e Flora; Biodiversidade e Fauna; Desenvolvimento Humano, Inclusão Social e Redução da Desigualdade; Energia; Finanças Sustentáveis; Gerenciamento Urbano; Gerenciamento de Resíduos Sólidos; Oceanos; e Produção e Consumo Responsáveis.
A cerimônia de premiação ocorrerá na cidade de Guayaquil, no Equador, ainda sem data definida.
PARCERIA COM O JUDICIÁRIO
A experiência UEMS agora figura no ranking dos 500 melhores projetos sociais e ambientais da América Latina, enquadrado na categoria “Desenvolvimento Humano, inclusão social e redução das desigualdades”. A categoria é para projetos que incluem temas sociais, igualdade de gênero, inclusão, ajuda a pessoas em estado de vulnerabilidade, ajuda comunitária, geração de empregos, redução de pobreza, dentre outros.
Para viabilizar o Laboratório de Humanização, a UEMS fez parceria com o Poder Judiciário, permitindo que réus prestem serviços comunitários. O objetivo é melhorar a manutenção dos espaços da universidade e dos serviços prestados sem onerar os cofres públicos e, ainda, dar oportunidade à comunidade carcerária para a execução de penas alternativas, promovendo inclusão e ressocialização social.
O projeto tem três anos e neste período já recebeu 75 reeducandos, os quais prestaram mais de 15 mil horas de serviços comunitários trazendo uma economia de mais de R$ 200 mil para os cofres públicos estaduais.
Com Itaipu