Bolsonaristas estão mantendo acampamento ilegal em frente ao quartel de Cscavel, mesmo após ordem de desmobilização do Supremo Tribunal Federal (STF) expedida na madrugada desta segunda-feira (9).
A decisão determina a retirada dos acampamentos em 24 horas. Eles devem ser feitos pela Polícia Militar (PM), com apoio da Força Nacional e Polícia Federal, se necessário, devendo governador do Estado e Distrito Federal ser intimado para efetivar a decisão, sob pena de responsabilidade pessoal.
O grupo está no local há pelo dois meses e, desde então, bloqueia a rua em frente ao quartel. Houve duas tentativas de furo do bloqueio. Em uma delas, uma mulher atropelou alguns manifestantes. Ela foi presa, mas solta horas depois, após audiência de instrução. Após o episódio, os manifestantes colocaram troncos no meio da rua para impedir a passagem de veículos.
Em nota o Exército de Cascavel informou que as Forças de Segurança do Paraná estão cumprindo as ordens de desmobilização de acampamentos em frente aos quartéis e que o Exército “prestará o apoio que for necessário”.
O Ministério Público do Paraná (MP-PR) afirmou que acompanha os atos em Cascavel e que repudia os ataques terroristas a Praça dos Três Poderes registrados no domingo (8), em Brasília.
O órgão informou ainda que abriu um procedimento de investigação em quatro de novembro de 2022 para acompanhar a situação. No procedimento, foram solicitadas informações da PM e também para a Agência de Trânsito (Transitar) do município.
A Transitar informou ao MP-PR que tomou as medidas necessárias referentes ao trânsito multando inclusive veículos em desacordo com a lei. A resposta cita ainda hostilidade por parte dos manifestantes causando insegurança para os agentes trabalharem no local.
Já a PM informou ao MP que não houve relatos de reclamação da população e nem prejuízo ao transito porque existem vias alternativas. A afirmação, no entanto, diverge com a dada por motoristas e pedestres que passam pelo local e que têm reclamado da situação.
Com G1