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Bombeiros chamam atenção para perigos das águas calmas das prainhas da Costa Oeste

calendar_month 29 de dezembro de 2021
6 min de leitura

As altas temperaturas registradas na região Oeste do Paraná são um convite perfeito para se refrescar nas praias de água doce das cidades lindeiras ao Lago de Itaipu. Mas, é preciso ficar atento, afinal, as águas calmas escondem perigos, que, associados ao desrespeito e à imprudência de alguns banhistas, podem causar afogamentos.

A primeira morte por afogamento registrada na Costa Oeste pelo Corpo de Bombeiros aconteceu no final da tarde de domingo (26), no balneário de Santa Helena. Um jovem de 21 anos desapareceu nas águas enquanto nadava na Praia Nova.

Segundo o sargento Elder, do 9º Grupamento de Bombeiros (GB) de Foz do Iguaçu, o rapaz nadava em uma área fora da delimitação de segurança existente no local. “Enquanto a equipe se dirigia para a guarnição, após encerrar o período de permanência na praia, os bombeiros perceberam que o jovem cruzou a linha de segurança, possivelmente com o objetivo de alcançar a outra margem do lago”, declarou ao O Presente.

De acordo com o sargento, quando os guarda-vidas perceberam que o rapaz estava com dificuldade, prontamente entraram na água para fazer o resgate. “Quando a equipe notou que ele havia diminuído o ritmo, os salva-vidas já entraram na água, antes dele afundar”, conta.

Segundo ele, devido ao fato do jovem ter afundado uma única vez e não mais retornado à superfície, existe a hipótese de que tenha sofrido algum mal súbito ou câimbras abdominais causadas por congestão alimentar. “Há a suspeita que não foi um afogamento comum, mas, sim, secundário por conta desses fatos”, comenta.

Após a equipe iniciar as buscas no fundo da água com a ajuda de alguns populares, os guarda-vidas conseguiram retirar o jovem para os primeiros atendimentos e em seguida o encaminharam ao Hospital Moacir Micheletto, mas, devido à gravidade do caso, ele não resistiu e morreu.

Sargento Elder, do Corpo de Bombeiros: “Os principais motivos que podem potencializar os afogamentos são a comida em excesso e a ingestão de álcool” (Foto: Sandro Mesquita/OP)

 

DESOBEDIÊNCIA

Uma das premissas para evitar afogamentos e outros tipos de acidentes aquáticos é seguir as normas, sinalizações e orientações dos profissionais do Corpo de Bombeiros.

Entretanto, de acordo com o sargento, é comum o desrespeito às medidas de segurança, principalmente após o horário de atuação das equipes. “Quando os banhistas percebem que os bombeiros vão embora, acabam indo para os locais mais fundos e em alguns casos acabam se afogando, infelizmente”, ressalta.

 

TURISMO SEGURO

Em sua primeira visita à praia de Santa Helena, a família de Frank Makocvi, da cidade de Bonito, no Mato Grosso do Sul, teve a triste experiência de presenciar o afogamento registrado no último domingo.

Conforme Frank, os bombeiros foram rápidos e fizeram o possível para salvar o rapaz. “Eles agiram rapidamente, mas não deu tempo deles chegarem no local do afogamento. Acho que se tivesse uma embarcação teria sido mais rápido”, comenta.

Para ele, o cuidado precisa ser constante, principalmente com as crianças. “Para entrar na água precisa estar com boia ou colete e respeitar a faixa de segurança”, ressalta.

Em companhia de um grupo de amigos de Marechal Cândido Rondon, o veranista Giovane Blanco Bartnik, morador de Palotina, esteve na manhã de ontem (27) na praia santa-helenense.

O jovem destaca a importância do respeito às normas de segurança para evitar que um momento de alegria e descontração se transforme em uma fatalidade. “Mesmo que a pessoa saiba nadar bem, dependendo da situação, é fácil de se afogar mesmo aqui que parece tranquilo”, opina.

 

Em sua primeira visita à praia de Santa Helena, a família de Frank Makocvi, de Bonito (MS) teve a triste experiência de presenciar o afogamento: “todo cuidado é pouco” (Foto: Sandro Mesquita/OP)

 

CUIDADOS

Para que a diversão não termine em tragédia é importante ficar alerta a algumas dicas de segurança do Corpo de Bombeiros. Evite lugares onde não há presença de salva-vidas. O ideal é procurar locais já tradicionais para banho e que haja alguma estrutura.

Outra orientação é não nadar sozinho. Uma companhia pode ajudar numa situação de socorro. No entanto, salvar alguém que está se afogando é muito arriscado, até mesmo para quem tem experiência em salvamento. Nesse caso, a orientação é procurar algum material flutuante para auxiliar no resgate e buscar ajuda dos socorristas.

Ao contrário das praias do litoral que apresentam riscos por conta da maré e das correntezas, as praias artificiais possuem águas tranquilas, mas a presença de galhos submersos podem se tornar armadilhas e oferecem risco mesmo a nadadores experientes. “Essa aparente tranquilidade do lago pode representar uma falsa sensação de segurança. O correto é respeitar as faixas de segurança e evitar áreas mais profundas”, reitera o sargento.

Assim como álcool e direção não combinam, o consumo de bebidas alcoólicas e as brincadeiras na água também precisam ser evitados. Os bombeiros alertam que esse é um dos principais motivos dos afogamentos com vítima fatal.

Outra recomendação é respeitar o intervalo entre as refeições e a entrada na água, pois uma congestão alimentar pode provocar sintomas como tontura e até mesmo desmaio que podem causar afogamento.

 

OPERAÇÃO VERÃO COSTA OESTEIniciada no dia 18 de dezembro, a Operação Verão Costa Oeste está presente em sete balneários e conta com 38 profissionais e 16 embarcações e viaturas para atender os veranistas que visitam as praias de água doce da região.

O subcomandante da Operação Verão Costa Oeste, na área do 9º GB, aspirante a oficial Luis Augusto Negoseki, menciona que o trabalho é um esforço conjunto das forças de segurança pública, visando garantir a segurança dos banhistas. “Não entre e não permita que outras pessoas entrem na água após o horário de funcionamento dos postos de salva-vidas. Respeite as orientações dos guarda-vidas e não ultrapasse a área de segurança delimitada pelas boias. Elas estão lá para te proteger do perigo”, salienta.

 

Subcomandante da Operação Verão Costa Oeste, Luis Augusto Negoseki: “A orientação é não entrar na água quando os guarda-vidas não estiverem presentes” (Foto: Divulgação)

 

HORÁRIO DE ATENDIMENTO

O horário de funcionamento dos postos de salva-vidas é das 08 às 19 horas, todos os dias da semana até o dia 02 de janeiro. A partir do dia 03 até 25 de fevereiro o atendimento acontecerá apenas nos fins de semana. De 26 de fevereiro até o dia 06 de março a atuação dos guarda-vidas volta a acontecer todos os dias da semana.

 

Bombeiros de Cascavel se revezam no atendimento a veranistas na praia de Porto Mendes, em Marechal Rondon (Foto: Sandro Mesquita/OP)

 

Praia artificial de Entre Rios do Oeste é atendida por equipes do Corpo de Bombeiros de Cascavel: das 08 às 19 horas, todos os dias da semana, até 02 de janeiro (Foto: Sandro Mesquita/OP)

 

Placas orientando os banhistas a respeito dos cuidados estão espalhadas na maioria dos balneários da Costa Oeste (Foto: Sandro Mesquita/OP)
Apesar da aparente tranquilidade, praias do Lago de Itaipu podem oferecer riscos a veranistas (Foto: Sandro Mesquita/OP)

 

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