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Cão policial faz doação de sangue no Paraná para salvar cadela atropelada

K9 Átila atua na 3ª Companhia do Batalhão de Polícia Militar Rodoviária, em Cascavel


calendar_month 6 de outubro de 2025
3 min de leitura

O cão policial K9 Átila, da 3ª Companhia do Batalhão de Polícia Militar Rodoviária (BPRv) do Paraná, foi doador de sangue para ajudar a salvar uma cachorrinha prenha que foi atropelada.

A doação aconteceu em Cascavel, em laboratório do Centro Universitário da Fundação Assis Gurgacz (FAG).

Segundo o capitão Beiger, comandante da companhia, a doação foi na sexta-feira (3), pouco após o atropelamento, que aconteceu em uma área rural da cidade. Segundo ele, a cadela perdeu muito sangue e, após a transfusão, entrou em quadro estável.

“Assim como nos humanos, a doação de sangue entre cães pode salvar vidas”, destacou.

Átila é um pastor belga malinois e tem sete anos de idade. Desde o 1º ano, é o companheiro do capitão Beiger na corporação. Ele é treinado para detecção de entorpecentes, detecção de armas de fogo e munição e proteção.

“Se o seu amigo de quatro patas é saudável, vacinado e atende aos requisitos veterinários, considere cadastrá-lo como doador. Uma simples atitude pode ser a diferença na vida de outro cãozinho”, disse Beiger.

Doação de sangue animal

Segundo o Governo do Paraná, a captação do sangue de cães é feita sem o uso de sedativos. Por conta disso, é importante que os doadores sejam dóceis para que permaneçam por cerca de 10 minutos imóveis, sem prejudicar a coleta. Cerca de 450 ml de sangue são coletados.

Para ser um cão doador, o animal precisa ter entre dois e oito anos e no mínimo 26 quilos (grande porte). Também é necessário estar com as vacinas em dia. No caso das fêmeas, os tutores devem aguardar cerca de 15 dias desde o último período fértil (cio) e se certificar de que ela não está esperando filhotes.

Cada animal pode realizar no máximo quatro doações por ano, ou seja, uma a cada três meses – assim como os humanos. Para garantir que não ocorra a contaminação do sangue, a equipe do laboratório utiliza as mesmas bolsas usadas na coleta de sangue humano.

A bolsa fica em repouso por uma hora, depois o sangue é centrifugado e são separados os hemocomponentes. O plasma é congelado e as hemácias vão para uma geladeira própria. Dependendo do tipo, o plasma pode durar até um ano, e o concentrado de hemácias, com o manitol, um suplemento para elas ficarem bem, dura até 35 dias, também conforme o governo.

Com g1

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