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Cascavel registra caso de raiva bovina

calendar_month 30 de março de 2021
3 min de leitura

A Agência de Defesa Agropecuária (Adapar) de Cascavel informou, na sexta-feira (26), a confirmação de um caso de raiva bovina no município. Desta vez, o foco da zoonose é na Colônia Barreiros, próximo à BR-369 sentido Corbélia. “Mais uma vez reforçamos a importância da vacinação contra a raiva nos nossos rebanhos”, alertou a médica veterinária da Adapar, Luciana Riboldi.

A raiva em animais herbívoros é uma das preocupações constantes dos pecuaristas da região Oeste do Paraná. Com o Parque Nacional do Iguaçu como reservatório da doença, volta e meia casos acometem os rebanhos de bovinos, equinos e ovinos dos municípios ao entorno e também dos mais afastados. Transmitida principalmente pela espécie de morcego hematófago (se alimenta de sangue) Desmodus rotundus, a zoonose (que também passa para humanos) precisa receber atenção.

A raiva é causada por um vírus e pode ser adquirida por todos os mamíferos. O morcego geralmente ataca animais em locais abertos, devido à facilidade. Eles mordem a presa e sugam o sangue. Se o animal não está imunizado, ele é contaminado com o vírus, que possui um período de incubação bastante variável. “Nos morcegos, por exemplo, pode demorar até 250 dias até aparecer os primeiros sinais. Nos bovinos, pode variar de 30 a 90 dias. Nos homens, de 20 a 60. Após a manifestação dos sintomas, aí não há mais o que fazer”, explicou a médica veterinária.

 

Sintomas

Os sinais compatíveis com suspeita de raiva nos herbívoros são o isolamento, perda de apetite, salivação abundante, perda de equilíbrio e, consequentes, quedas, opistótono (estiramento do pescoço), entre outras. “É importante destacar que a raiva nos herbívoros é a paralítica e não a raiva furiosa, como nos cães. Quando um médico veterinário identifica animais com sintomatologia de doenças nervosas, ele precisa informar obrigatoriamente a Adapar. Nós fazemos a coleta e enviamos ao laboratório o material para confirmar”, disse Riboldi. “Infelizmente, confirmamos esse caso na Colônia Barreiros, em Cascavel”, acrescenta.

 

Prevenção

A prevenção em humanos é a vacinação e, após a mordida e durante o período de incubação, é possível tratar com soro. Os médicos veterinários e produtores que podem ter contato com os animais precisam sempre estar imunizados. Os animais contaminados, após o óbito, devem ser enterrados em covas fundas, minimizando assim os riscos de transmissão.

A imunização através do uso de vacina é a forma de prevenir os rebanhos contra esta enfermidade. O último caso em Cascavel foi registrado em 2011.

“Destacamos a importância do custo da vacina em relação ao custo dos animais e ao custo-benefício no investimento na prevenção da raiva. Também é importante informar que a vacina antirrábica é elaborada com diluente aquoso e, portanto, não provoca abcessos nem febre nos animais, desde que administrada sob condições adequadas de higiene”, declarou Riboldi. “Mais uma vez reforçamos a importância da vacinação dos rebanhos. Todos os criadores precisam fazer a sua parte”, emenda o presidente do Sindicato Rural de Cascavel, Paulo Orso.

 

Morcegos

Quando o produtor rural desconfiar de algum abrigo de morcegos e notar ataques aos animais, é preciso chamar a Adapar. Eles são facilmente identificados pelas fezes.

Após comunicação de possível abrigo de morcegos, os servidores da Adapar vão até o local, fazem a captura dos animais e, em alguns casos, fazem o controle da população com pasta vampiricida.

 

Com assessoria

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