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Municípios Ele é pago para roubar!

Cascavelense especializado em roubo desafia sistema milionário de segurança do “Véio da Havan”

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Ofício de “aliviar” o alheio é tão popular que rendeu personagens históricos no mundo dos quadrinhos, como os “Irmãos Metralha”, de Walt Disney: furto de mercadorias é uma praga que persegue o varejo desde a primeira barraca sapiens instalada milênios atrás em alguma aldeia remota da África, berço da espécie (Foto: Divulgação)

A cada loja que vai abrir Brasil afora, Luciano Hang, o “Véio da Havan”, precisa estar velhaco (esperto). Roubo e furto de mercadorias é uma praga que persegue o varejo desde a primeira barraca sapiens instalada milênios atrás em alguma aldeia remota da África, berço da espécie.

A cada loja que vai abrir Brasil afora, Luciano Hang, o “Véio da Havan”, precisa estar velhaco (esperto). Roubo e furto de mercadorias é uma praga que persegue o varejo desde a primeira barraca sapiens instalada milênios atrás em alguma aldeia remota da África, berço da espécie.

Cada loja da Havan já vem projetada com mais de 50 câmeras e uma parafernália eletrônica, que inclui 1,8 mil sensores de presença gerenciados por softwares israelenses sofisticados a ponto de – por inteligência artificial – fazer a leitura facial de clientes, fazendo soar o alarme na eventual presença de “fichas sujas”.

Pois bem, o “Véio da Havan” está desafiado. Um cascavelense, perito da área de seguros, cujo nome e rosto não podem ser revelados, garante ser capaz de bater a carteira do “Véio” driblando todas as traquitanas de segurança instaladas nas lojas.

Nosso personagem esteve na redação do Pitoco na terça-feira (28) e revelou seu ofício: “Sou perito na área de seguros, nas horas vagas sou pago para roubar e sou bom nisso”, disse.

O homem de meia idade já testou sistemas de segurança com sucesso (do “ladrão”) em postos de combustíveis, panificadoras e mercados de Cascavel.

Funciona assim: o proprietário contrata o “ladrão” para desafiar a segurança. Somente ele, o diretor da loja, sabe da ação. E o contratado vai pessoalmente ao estabelecimento para roubar.

“Na maioria das vezes furo o sistema de segurança sem problemas, roubo produtos ou consumo e saio sem pagar na boa”, diz, enumerando várias formas de fazê-lo.

Outras vezes, “raras”, segundo ele, a operação termina mal. “Certa ocasião apanhei do segurança. Foi feio. Levei um tapa na orelha, fiquei três dias com o ouvido zunindo”, diz o “ladrão” profissional.

Ele se propôs em roubar a Havan, mas até o momento não obteve resposta.  Porém, ao enviar um e-mail para uma grande varejista nacional, foi acolhido pelo próprio CEO, e irá prestar seus serviços de roubo e golpes especializados no próximo mês.

Outros ladrões

O ladrão legal não é certamente o único sujeito pago para nos roubar. Sabe-se que em todo lugar há mandatários eleitos para a mesma finalidade. Brasília, então, está infestada.

Basta citar os R$ 4,9 bilhões pilhados do bolso dos brasileiros para pagar campanha eleitoral (fundão) e podemos então dimensionar quantos sujeitos pagamos para nos roubar.

Não é justo apontar os dedos para os políticos, demonizando a atividade. Como eles (os eleitos) não desceram do céu e nem subiram do inferno, foram eleitos por nós, é preciso lançar um olhar mais sistêmico, capaz de decifrar a índole humana.

O varejo brasileiro registrou perdas de R$ 23 bilhões em 2021. Deste montante, 40% é furto. Ou seja, R$ 9,2 bilhões, o equivalente a tudo que faturou a rede Super Muffato, a maior do Paraná, foram roubados das lojas na mão grande ano passado.

Em um país de tantos ladrões – alguns deles muito rápidos em julgar e condenar políticos -, o profissional que visitou a redação do Pitoco tem futuro. A propósito, estamos encerrando o texto aqui para verificar se não falta nada no jornal…

Em tempo: o profissional pago para roubar tem a ficha limpa, não tem passagem pela polícia nem responde a processos em sua atividade.

O ofício dele é semelhante a um hacker contratado para furar a segurança do sistema. Objetivo atingido, ele vai prestar consultoria para os “furados”. 

Dito isso, resta desejar boa sorte ao profissional e levar mais em conta o dito popular: é a ocasião que faz o ladrão.

Pitoco

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