O caso do padre Genivaldo Oliveira dos Santos, de 42 anos, preso em Cascavel sob investigação por abusos sexuais, segue em trâmites na Justiça. Foi marcado para o dia 2 de março de 2026 o julgamento de um recurso do Ministério Público.
O pedido é para que a juíza pudesse ser competente na análise de três casos específicos. A juíza responsável pelo caso declinou, dizendo não ser competente para julgar três casos em comarcas diferentes. Lembrando que, o padre Genivaldo continua preso preventivamente no Complexo Médico de Curitiba.
O documento do recurso do Ministério Público entende que os três fatos podem ser julgados pela mesma juíza.
“A MMa. Juíza não reconheceu a competência do Juízo, sob a justificativa de inexistência de conexão probatória, pois: “apesar de serem condutas atribuídas ao mesmo acusado e apresentarem modus operandi semelhante, foram praticadas, em tese, contra vítimas distintas, em localidades diferentes, em períodos diversos e com imputações jurídicas variadas”.
Em outro trecho do recurso solicitado, diz que “Data vênia, Excelências, de fato, os ilícitos narrados no Fato 01 (ocorrido em Guaraniaçu/PR, nos dias 30 e 31 de julho de 2010), Fato 02 (ocorrido no Rio de Janeiro/RJ, em janeiro de 2014) e Fato 24 (ocorrido em Santa Lúcia/PR, em janeiro a julho de 2025), ocorreram em localidades, períodos e contra vítimas diferentes. O Ministério Público discorda do entendimento judicial ao mencionar “imputações jurídicas diversas”, pois, neste ponto, todos os delitos versam sobre crimes que tutelam a dignidade sexual, posto que capitulados nos artigos 217-A do CP (Fatos 01 e 02) e artigo 215-A do CP (Fato 24).”
O Ministério Público discorda do entendimento judicial ao mencionar imputações jurídicas diversas. Segundo as informações que a Catve recebeu sobre este caso, na próxima semana, possivelmente, o advogado de defesa de Genivaldo do Santos deve encaminhar um pedido de Habeas Corpus, e até quinta ou sexta-feira esse pedido deve ser analisado pelo Poder Judiciário.
Em 2025, quando o Ministério Público encaminhou esta denúncia para a Justiça, as contas somaram cerca de 500 anos de condenação caso o ex-padre seja condenado por todos os 13 casos cometidos.
Com Catve.com
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