O cenário nas Cataratas do Iguaçu, dentro do Parque Nacional do Iguaçu, está muito diferente daquele encontrado no início de fevereiro do ano passado. As fortes chuvas que tem caído em praticamente todas as regiões do Paraná nas últimas semanas, fizeram a vazão do rio Iguaçu subir, garantindo o espetáculo das águas há tempos não visto. O volume de água nesta terça-feira (02) chegou a quatro milhões de litros por segundo.
A vazão alta no rio Iguaçu é resultado das intensas chuvas que caíram durante o mês de janeiro no Estado. De acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), a precipitação acumulada foi de 2.748,6 milímetros (mm). O índice é 151% superior ao mesmo período do ano passado – em janeiro de 2020 foram 1.094,2 mm.
No primeiro mês de 2021 choveu 343,5 mm, contra um histórico de 205,7 mm, uma diferença média de 67%. “Choveu muito no Paraná por inteiro, em algumas localidades bem acima da média histórica”, disse o meteorologista do Simepar, Reinaldo Kneib.
De acordo com ele, o principal fator foi o fluxo de umidade no canal da Amazônia para o Sul o País. “Janeiro normalmente já é úmido e quente, com essa atividade ficou com ainda mais umidade e calor, resultando em chuvas diárias”, completou o técnico do órgão.
PASSARELA ABERTA
Apesar do grande volume de chuvas, ainda vai precisar de mais água para que seja determinado o fechamento da passarela que leva bem próximo da Garganta do Diabo, principal queda do atrativo. De acordo com a Cataratas do Iguaçu SA, são necessários de oito a 10 milhões de litros de segundo.
A última vez que um volume as Cataratas do Iguaçu receberam um volume tão grande de água, foi em dezembro de 2015. A medida de segurança foi necessária devido a vazão no trecho do rio Iguaçu chegar a 9,5 milhões de litros de água por segundo.
Com G Dia