As Cataratas do Iguaçu registram vazão de 721 mil litros por segundo nesta sexta-feira (27), o que representa 51,93% abaixo da média histórica, estimada em cerca de 1,5 milhão de litros por segundo.
O índice confirma o cenário de estiagem ao longo de março de 2026.
Na quarta-feira (25), o volume chegou a 697 mil litros por segundo. Em outros momentos do mês, os registros ficaram próximos ou até abaixo de 600 mil litros por segundo.
A principal causa é a falta de chuvas ao longo da bacia do Rio Iguaçu, especialmente na região de nascente, em Curitiba. Março teve volumes de chuva abaixo do esperado no estado, o que impacta diretamente o nível do rio .
Apesar disso, a capital paranaense registrou episódios de chuva ao longo do mês, como pancadas entre os dias 18 e 22 de março, com acumulados que chegaram a quase 6 milímetros em um único dia .
Esse tipo de chuva fora de Foz do Iguaçu influencia diretamente as Cataratas. A água leva alguns dias para percorrer o trajeto do rio até as quedas, o que pode provocar aumento gradual da vazão após períodos chuvosos nas regiões de nascente e afluentes.
Outro fator que interfere no volume é a presença de usinas hidrelétricas ao longo do rio, que também impactam o fluxo da água até a chegada às Cataratas.
Mesmo com a vazão reduzida, o Parque Nacional do Iguaçu mantém o funcionamento normal, com acesso liberado às trilhas e passarelas.
Com Catve
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